Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

14/10/08

Visita ao Lar Galeão Coutinho

As ações de Responsabilidade Social tem sido comuns no meio em que vivo. Tanto na empresa em que eu trabalho, como na minha família ou entre meus amigos, o habito de preparar donativos para entidades beneficentes é algo normal. Mas confesso que quando fica comigo a tarefa de entregá-los aos destinatários, sinto-me ainda mais feliz.

Na última sexta-feira, diante da antecedência do dia das crianças, estivemos no Lar Galeão Coutinho, em Jundiaí, para levar algumas coisinhas para a molecada. O encontro ocorreu por iniciativa da Entidade da qual faço parte, que arrecadou verba suficiente para a doação de brinquedos as 64 crianças que passam o dia na creche. Para complementar, a escola onde eu trabalho arrecadou doces, entre seus alunos (que são adultos), durante os 20 dias que antecediam o dia das crianças.

Nessa narrativa, vale citar alguns momentos interessantes, como os gritos da molecada, que já esperavam por nós “os sorveteiros”, logo depois do almoço. Também foi fantástico podermos interagir com as crianças, mesmo sendo em coisinhas simples, como organizar filas ou ver quem levanta primeiro a mão.

Aproveito para agradecer aos meus três companheiros, nesse dia, o Reginaldo, o Nadalin e o Galego, assim como a todos os outros membros da Entidade acima citada e a todos os alunos da UPTIME que trouxeram os doces. Vocês podem, mesmo sem saberem ao certo, terem contribuído para dar rumo à vida de algumas pessoas.

criado por aguinaldocps    15:52 — Arquivado em: responsabilidade social

30/6/08

Solidariedade sem fins lucrativos

Em tempos onde todos estão preocupados em fazer ações sociais e divulgar seus atos de Responsabilidade com os pobres ou com o meio ambiente, apenas visando o marketing que isso pode trazer, algumas pessoas anônimas tem atos de solidariedade sem se preocupar se aparecerão amanhã no Jornal Nacional.

A história a seguir deve ter acontecido recentemente em Santos, litoral do estado de São Paulo. Provavelmente no dia 17 de junho ou alguns dias antes. E somente veio a público porque alguém fotografou e espalhou pela internet, mas sem identificar as personagens.

Dois garotos passam ao lado de um córrego e avistam um cãozinho tentando sair da água. Eles, que também não conseguiriam descer a parede de concreto, tiveram uma boa ideia.

Uma sacola térmica nas mãos…

Um pouquinho mais de esforço…

…consegui, agora me puxa!

E pelo jeito, o cachorro o cachorro nem era deles, a deduzir pela forma que continuam andando sem terem a menor expectativa de que as imagens desse ato heróico viessem a correr o mundo.

Eles fizeram algo arriscado? Sim! Um adulto o faria? Não! Se tivesse um adulto sensato junto, deixaria que as crianças fizessem isso? Provavelmente não! Mas, nos últimos anos, quando temos visto muitos "vira-latas" virarem heróis ao salvarem crianças de ataques de pit-bulls, creio que seja válido vermos dois garotos virarem heróis ao salvarem um "vira-latas".

E esse mesmo adulto sensato que não arrisca a sua vida para resgatar um animalzinho do córrego, arrisca de muitas outras maneiras muito mais banais.

Por isso resolvi publicar essas fotos.

criado por aguinaldocps    9:38 — Arquivado em: curiosidades, opinião pessoal, responsabilidade social

10/5/08

É impossível se dar bem num país que está mal.

Ontem eu participei do Comitê de Gestão de Pessoas da AMCHAM, em São Paulo. O evento, mediado pela Malena Martelli, contou com a presença da Pricewaterhouse Coopers, da IBM, do ABN AMBRO Bank e da Help Express.

Como as 3 primeiras empresas dispensam apresentação, vou me empenhar em falar um pouco da última, que é uma agencia de motoboys, prestadora de serviços do Banco Real, que conta hoje com 1100 motoqueiros que fazem o serviço de couriers na cidade de São Paulo. E é justamente dessa parceria entre a Help Express e o Branco Real que eu desejo extrair o sentido desse artigo: a responsabilidade social.

O Banco Real, já há bastante tempo, vem fazendo sua propaganda baseada nesse tema, apresentando-se como empresa verde. Eu já tinha notado que todas as correspondências deles vêem em papel reciclado, o que faz muito sentido, mas um banco geralmente se comporta de uma maneira muito mais ligada ao lucro.

Mas, uma das frases ditas pela Mônica Cardoso, Diretora de Desenvolvimento Humano do ABN, me lembrou um debate que já havíamos tido 2 anos antes. Segundo ela, “é impossível se dar bem num país que não está bem”. Portanto, para que possam contratar uma prestadora de serviços, eles fazem questão que também sejam empresas que respeitem a legislação, que não poluam irresponsavelmente o meio ambiente e que tenham atitudes inerentes a sua postura.

E nessa linha trabalha a Help Express. Como todos sabem, os motoboys, em São Paulo, são considerados um grande problema para o trânsito. Trafegam entre os carros, em alta velocidade, arrumam brigas sempre que o motorista tenta mudar de faixa e, comumente, quebram alguns retrovisores. Quando algum deles bate a moto e cai, o motorista envolvido passa por apuros, pois imediatamente outros tantos param para intimidá-lo, na maioria das vezes até com pequenas agressões.

Mas, numa cidade onde se estima morrer um motoqueiro por dia, a Help trabalha há 12 anos sem nunca ter perdido um funcionário por este motivo. Sua proprietária criou um código de ética entre os seus profissionais, traduzido como “os 10 mandamentos dos motoboys”. Entre esses mandamentos, estão “não quebrar o retrovisor do próximo”, “não ficar no fliperama”, “fazer a barba todos os dias” e “jamais carregar materiais ilegais”. Se dá certo, alguns podem até duvidar. Mas o fato é que a Help cresceu 400% em 5 anos.

Voltando ao caso do Banco, o que adiantaria levantar uma bandeira para a questão ecológica se a instituição, preocupada apenas com o lucro, não verificasse o resultado social de suas ações? Mas, pelo que parece o Real não está só falando, pois antes de financiar um projeto, verifica se o mesmo não vai contra os seus princípios, como extração ilegal de madeiras ou construções em mananciais ou áreas de risco.

Espero que a moda pegue.

criado por aguinaldocps    13:33 — Arquivado em: comportamento, mundo moderno, opinião pessoal, responsabilidade social

22/11/07

Lei de Gerson

Para quem não conhece a expressão, a Lei de Gerson é a de levar vantagem em tudo. O princípio disso se deu na segunda metade da década de 70 quando Gerson de Oliveira Nunes, um jogador de futebol bem sucedido, campeão mundial pelo Brasil em 1970, protagonizou uma propaganda de cigarros onde finalizava com a frase: "Você também gosta de levar vantagem em tudo, certo?"

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A campanha tinha a intenção de mostrar que fumar Vila Rica seria uma vantagem, por ser um cigarro mais barato. Porém a frase foi interpretada como um resumo da suposta malandragem brasileira, símbolo do jeitinho e da corrupção, ficando popularmente conhecida como lei de Gérson. Mais tarde, diante do impacto, o jogador se desculpou publicamente e lamentou ter associado seu nome a esse claro defeito de parte da população brasileira.

Talvez Gerson (o jogador) tenha sido escolhido para a propaganda pelo seu perfil (visto até então pelo lado positivo), do carioca malandro, esperto, ligado, etc. Acontece que embora contestado por todos, o adepto a Lei de Gerson é mais comum do que se imagina. É algo que todos detestam, mas quase todos querem ser. As pessoas estão muito preocupadas em levar vantagem nas coisas, em vez de se preocuparem com o bem comum.

É daí que surgem vendedores que se orgulham de "enrolar" o cliente e transmitem o ensinamento de que ser esperto, malandro e "liso" é uma característica de valor positivo.

É justamente por isso que o país (e o mundo) passa por tantos problemas. A corrupção existe porque é interessante para várias partes. Um policial somente é corrupto porque alguém o corrompe. O mesmo cidadão que fica indignado com o evento do mensalão, dias depois oferece R$ 50,00 para o guarda não multá-lo. O mesmo rapaz que se lamenta por ter sido assaltado na praia é o que dias antes estava consumindo maconha, uma droga vendida por traficantes que invariavelmente sustentam a criminalidade.

Há uma semana eu estava numa rodovia aqui de São Paulo e o trânsito parou, formando-se um congestionamento. Imediatamente alguns motoristas começaram a usar o acostamento para cortar o trecho e consequentemente depois de alguns poucos minutos, parou também. Havia acontecido um acidente, mas a Ambulância custou chegar até o local devido ao acumulo de carros inclusive pela única via alternativa, o acostamento.

O motorista que tomou a iniciativa de cortar os outros não deve ter tido a intensão de prejudicar o atendimento do acidentado, mas simplesmente de ser esperto e não ficar "marcando bobeira" ali parado. Quis dar uma de bom, do tipo "fiquem aí os mais bobos, pois eu vou embora". Não fosse pela ambulância, ainda assim esse motorista prejudicaria o honesto, que estava lá aguardando o trânsito fluir.

Não acho que as pessoas devem fazer o caminho mais longo e nem que não possam ultrapassar o carro da frente. Ultrapassar é justo quando o seu direito não fere o do outro, mas ultrapassar sem trapassear, sem seru um "Dick Vigarista".

"Levar vantagem em tudo" pode significar, a médio prazo, uma grande desvantagem. Se eu crio ou ajudo a criar a cultura da malandragem na minha comunidade, estou alimentando a possibilidade de eu ser vítima dessa mesma cultura no futuro. Se um cidadão "esperto" desvia dinheiro da educação para o próprio bolso, vai criar cidadãos mal educados que lhe gerarão problemas.

Em contrapartida, se crio uma cultura de honestidade, poderei desfrutar dessa segurança no futuro também. Se os hoteis do Rio de Janeiro investissem parte de seus lucros em educação coletiva para a comunidade, geraria alternativas de vida a população, a cidade teria menos trombadinhas e atrairia mais turistas. Com isso os próprios hotéis teriam mais lucros.

12/11/07

O futebol feminino e a evolução da Pátria

O Santos F.C. (futebol feminino) perdeu o jogo por 2 X 1 para o Botucatu, na semana passada. Uma das personagens do jogo era a canadense Melissa, atacante que chegou ao Brasil em Janeiro e tem viagem de volta ao seu país marcada para 21 de dezembro.

Melissa é formada em Educação Física e fez inclusive mestrado, mesmo assim veio ao Brasil “aprender” futebol. Segundo ela “Não vou esquecer tudo o que vivi no país de vocês. Foi uma experiência incrível. Espero voltar um dia”, disse a atacante, em um português carregado de sotaque. Ela foi selecionada em uma das clínicas de futebol que o técnico Kleiton Lima, do Santos, ministra nos Estados Unidos.

Antes de conhecer o treinador, Melissa já ouvia falar sobre o Peixe. “Claro que a gente sabe o que é o Santos no Canadá! É o time do Pelé!”, sorriu, bastante satisfeita por finalmente jogar no estádio que foi a casa do Rei do Futebol. “Perdemos o jogo, mas sempre lembrarei desse dia. A atmosfera foi ótima. Estádio cheio [3.153 pessoas estavam na Vila, público enorme para o futebol feminino], torcida cantando, campo bonito: tudo de bom.”

De fato, o ambiente da noite de quinta-feira era bem diferente da situação que Melissa encontrou durante toda a temporada. Como a profissionalização do futebol feminino é mínima no Brasil, sequer há categorias de base, as jogadoras do Santos recebem apenas uma ajuda de custo da prefeitura, moram em um alojamento cedido pelo clube e muitas vezes são obrigadas a treinar na praia, Kleiton Lima já havia preparado a canadense para o impacto.

“Precisei de um pouco de adaptação mesmo, mas a gente se acostuma. No Canadá, o futebol também é semiprofissional. A gente pratica por hobby. Existe essa palavra em português?”, pergunta Melissa. Em Montreal, no entanto, ela cursou faculdade de Educação Física e fez até mestrado na área. Muitas de suas colegas brasileiras do Santos sequer completaram o Ensino Médio.

Outra diplomada que marcou época na Vila Belmiro foi a norte-americana Caithy Fischer, antropóloga norte-americana formada em Harvard. Lateral-esquerda do Santos entre 2004 e 2005, ela se inspirou a escrever um livro sobre as mazelas do esporte no Brasil. Kleiton Lima, inclusive, cedeu boa parte de seus recortes sobre futebol feminino para Fischer, que ganhou uma bolsa de US$ 50 mil da Fifa para desenvolver o projeto em mais países.

Nós, os brasileiros, o que poderíamos dizer para essas jovens, Melissa e Caithy? Podemos dizer que são loucas de virem jogar no Brasil considerando seus diplomas? Se sim, então o que poderíamos dizer a esse povo que se mete a fazer ajuda humanitária? Será que existimos simplesmente para termos retorno de nossas profissões ou também temos nosso papel social?

A resposta para essa pergunta, cada um tem em seu íntimo, mas a minha é clara: Acho que Melissa e Caithy podem se orgulhar de terem vindo ao Brasil, assim como as brasileiras devem se orgulhar do Vice Campeonato Mundial de futebol e da medalha de Ouro no Pan. Tudo que hoje é lindo, um dia não foi. As maiores empresas do mundo começaram desacreditadas, o vôlei brasileiro começou desacreditado, Bill Gates era chamado de louco.

Melissa e Caithy, seguramente vocês nunca vão ler essa coluna, mas mesmo assim quero deixar meu recado: O Brasil é um país lindo, fantástico, que tem uma gente maravilhosa e que tem problemas como em todo outro lugar do mundo. A forma com que se administra esses problemas estão erradas, mas nós os brasileiros, um dia vamos acertar. É difícil, pois somos mais de duzentos milhões de cabeças que precisam ser orientadas, motivadas, acalmadas. De uma vez só é difícil, pode ser que demore 10 anos, 50 anos, 200 anos ou mais. Eu e os meus leitores não estaremos mais aqui, mas o importante é sabermos que esse movimento pela ética e pelo amadurecimento da nossa Nação passou por nós. Que as próximas gerações desfrutem, mas que eu esteja entre os heróis (ainda que anônimos).

criado por aguinaldocps    14:34 — Arquivado em: MELHORES ARTIGOS, esportes, mundo moderno, opinião pessoal, política, responsabilidade social

4/10/07

Pensamentos quase póstumos por Luciano Huck

Matéria escrita por Luciano Huck publicado na Folha de S.Paulo dia 1 de outubro de 2007.

Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.

Luciano Huck foi assassinado. Manchete do ‘Jornal Nacional’ de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.

Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio. Por quê? Por causa de um relógio.

Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.

Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia. Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.

Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável. Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.

Onde está a polícia? Onde está a ‘Elite da Tropa’? Quem sabe até a ‘Tropa de Elite’! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.

Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.

Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.

Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase ‘infantis’ para uma sociedade moderna e justa.

De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.

Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber. Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de ‘extraterrestres’ fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?

Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no ‘Roda Vida’ da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal. Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, ‘Tropa de Elite’ é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando. Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: ‘Cansei’. O Lobão canta: ‘Peidei’. Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.

Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio. Isso não está certo.

criado por aguinaldocps    9:20 — Arquivado em: curiosidades, mundo moderno, responsabilidade social

19/4/07

Futebol com artistas não voluntários.

Sou totalmente a favor da era da "Responsabilidade Social". Tenho artigos apoiando, projetos na minha empresa e coisas mais. Porém tenho reparado que algumas pessoas se aproveitam do têma para causas não tão sociais assim.

É claro que essa onda de violência que vivemos hoje no Brasil é resultado do descaso que a sociedade tem com a pobreza, o que aumenta ainda mais a desigualdade social.

Surgem então, algumas ditas almas boas que resolvem fazer eventos e ações sociais. Como se trata de um têma com bom apelo, a maioria das pessoas tem pouca resistência a isso. Então entidades entram em contato com o cidadão, usando técnicas de vendas para pedir contribuições para este ou aquele hospital. Até aí, aceita-se.

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Mas me lembro de uma notícia há alguns anos, em Campinas, onde a polícia encontrou uma central de telemarketing que pedia dinheiro em nome de uma instituição, mas na verdade era uma fonte de renda para o crime organizado.

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Mas a criatividade vai mais longe. Dias desses eu recebi de uma empresa especializada em desenvolver shows e eventos, uma propósta de patrocínio de um evento que deve ainda acontecer nos próximos dias. Trata-se daquele "Futebol com artistas", onde vai um monte de cantores sertanejos e do pagode jogar uma pelada e para todos os efeitos arrecadar dinheiro para doação a causas nobres. Porém a propósta de patrocínio que me pedia R$ 3.000,00 como cota para ser um dos vários colaboradores, justificava que tal verba seria para os custos do evento, como aluguel de campo, passágens aéreas, hospedágem e CACHÊS. Até pagar viagens e hotel eu concordo, mas cachês?!? Aí no dia seguinte sai no jornal que o cantor fulano ajudou a entidade tal, mas na verdade ele cobrou pra ir jogar bola.

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Em Florianópolis, Santa Catarina, me chamou a atenção uma plaquinha que vi nos cruzamentos pedindo que o cidadão não dê esmolas. Dizia: "ESMOLAS NÃO DIGNIFICAM NINGUÉM". E eu concordo, pois o cidadão acaba por se acomodar com o que ganha no semáforo e não vai mais procurar emprego.

Em outro cruzamento, uma outra placa alertava sobre crianças de rua, pedindo que em vez de dar esmolas, que o motorista avisasse o órgão competente pelo telefone tal. Não sei se o órgão competente é realmente competente a ponto de resolver o caso, mas se for, tem todo o meu respeito.

criado por aguinaldocps    20:41 — Arquivado em: curiosidades, esportes, mundo moderno, música/cultura, opinião pessoal, política, responsabilidade social

16/1/07

Doação para a Amarati

Quem quiser conhecer a Amarati é só entrar no site: www.amarati.org.br

A Amarati é uma entidade que atende mais de 250 portadores de lesões físicas e neurológicas profundas. Utiliza recursos terapêuticos, clínicos, educacionais e assistenciais com o objetivo de oferecer melhor qualidade de vida para assistidos e seus familiares, além de promover inclusão social, ao ensino regular e mercado de trabalho.

Durante esses primeiros dias de janeiro nós arrecadamos 780Kg de alimentos não perecíveis. Essa arrecadação aconteceu nas 3 unidades da Uptime em que eu trabalho, nas cidades de Jundiaí e Campinas. Houve colaboração de alunos, funcionários e da direção da escola.

Na manhã de hoje estivemos lá (na AMARATI) para levar o que foi arrecadado. Quase que a doação não coube nos 3 carros que destinamos para isso, mas nada que uma apertadinha a mais não resolvesse.

Fomos recebidos pela assistente social Denise e por alunos da entidade. Denise nos mostrou todo o trabalho que eles realizam, desde terapias até as oficinas de artezanato e aulas de dança.

Na saída ainda fomos conhecer o trailer de lanches que também é usado em eventos, como a festa Italiana de Jundiaí.

Essa doação faz parte do programa Ação Cidadã da Uptime, que tem ajudado mensalmente inumeras pessoas por todo Brasil.

 

criado por aguinaldocps    13:44 — Arquivado em: histórias pessoais, opinião pessoal, projetos na Uptime, responsabilidade social

3/8/06

Posto de Arrecadação de Alimentos

Ontem a Uptime Campinas doou 485Kg de alimentos a uma Igreja que atende a entidades sociais. Esses alimentos são arrecadados graças a um programa desenvolvido em todas as unidades onde cada aluno que ingressa no curso doa 5 Kg de alimento.

Essa quantidade referente ao mês de julho chamou atenção da assessoria de imprensa do Grupo, que fez as seguintes perguntas:

1) Em qual entidade foi realizada a doação?
Essa doação foi feita para a "Igreja de Cristo Vida Nova", que é uma Igreja Evangélica que fica no Bairro da Vila Industrial em Campinas. Esta por sua vez, através do Pastor Julio Cesar Alves, encaminha os alimentos para a Casa da Sopa e para o Centro Boldrini.

2) Quantas pessoas eles ajudam?
A casa da Sopa serve diariamente 400 cafe da manhã + 400 almoços por dia. Recebe doações de outras entidades também.

3) Quando foi feita a doação?
Ontem, às 14h.

4) Quais as entidades beneficiadas pela escola de Campinas?
A Unidade Campinas, no ano de 2006 ajudou seguidamente a Igreja de Cristo Vida Nova, que remete os donativos ao Hospital Centro Boldrini, referência nacional em cuidados com crianças com câncer e à Casa da Sopa, entidade situada numa favela na região do Ouro Verde, também na cidade de Campinas. Também no mês de Maio a Uptime enviou doações para a UNIASEC, que é uma entidade que cuida de mulheres e crianças com AIDS.

5) Qual o segredo para arrecadar essa quantidade de alimentos?
Segundo Marcia Amanda Cruz, Coordenadora de Unidade da nova escola do Taquaral, muitos alunos trazem 5Kg de alimento todos os meses, sem mesmo que ninguém peça.
O Pastor Julio Cesar, responsável pela Igreja Vida Nova, disse que "é uma alegria ajudar. A Biblia diz que é melhor dar do que receber. A Uptime é um instrumento das mãos de Deus pra abencoar as pessoas. Nossa preocupação é ajudar não a quem precisa, mas a quem merece…Dona Benedita (da Casa da Sopa) é uma mulher muito guerreira…"

Além disso, em Junho fizemos também uma campanha de arrecadação de agasalhos visto a chegada do Inverno. Naquele mês foram computados 170 peças.

Confiram pelo site www.uptimesite.com.br


criado por aguinaldocps    10:48 — Arquivado em: opinião pessoal, projetos na Uptime, responsabilidade social
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