23/2/08
Pequeno resumo sobre a Guerra de Tróia
Você sabe o motivo pelo qual se diz que fulano de tal tem um “calcanhar de Aquiles”? Você sabe por que se diz que “é impossível agradar a gregos e troianos”? Você imagina o que seria um “presente de grego”? E mais: você tem idéia do que isso tem a ver com o seu trabalho, hoje? Antes de responder a essas perguntas, seria interessante conhecer um pequeno resumo sobre a história da guerra de Tróia.
Tudo começou quando Tétis, a deusa do mar, era desejada como esposa por dois irmãos, Zeus e Posseidon. Porém um outro deus chamado Prometeu profetizou que o filho de Tétis seria mais forte que seu pai. Diante disso os deuses resolveram dá-la como esposa a um mortal já idoso, considerando que assim, seu filho seria simplesmente também um mortal.
Para o casamento, todos os deuses foram convidados, menos Discórdia, também conhecida como Éris. Ela então ficou furiosa e compareceu invisível, colocando na mesa uma inscrição que deveria ser entregue à moça mais bela. Um príncipe troiano chamado Páris deveria escolher para quem ser entregue o presente e as moças ofereceriam uma recompensa. Hera, Atena e Afrodite se apresentaram e a última ofereceria ao príncipe o dom de ganhar o amor “da mulher mais bela”.
A mulher mais bela que existia era Helena, filha de Zeus, mas ela se casou com Menelau, rei de Esparta. Quando Paris foi a Esparta, conheceu Helena e se apaixonou, levando consigo para Tróia. Menelau juntou-se a Agamemnom e foi em busca da esposa roubada, originando a guerra de Tróia.
Então é impossível agradar gregos e troianos, pois, entre eles há a Discórdia. Para ilustrar um pouco mais o nosso relato, sabe-se que Tróia era uma cidade localizada na região onde atualmente é a Turquia. E realmente há uma grande rivalidade entre os dois povos.
Mas não podemos nos esquecer de Tétis. A jovem deu a luz a Aquiles e, para torná-lo forte, mergulhou-o nas águas do mitológico Rio Estige, segurando-o pelo calcanhar. As águas tornaram-no invulnerável, menos no calcanhar, que não foi mergulhado. Por isso, quando falamos de um ponto fraco de alguém, logo nos lembramos dessa expressão. Aquiles morreu na Guerra de Tróia, com uma flechada no calcanhar, atirada por Paris.
E como a guerra de Tróia terminou? Foi justamente com a morte de Aquiles que seu filho Neoptólemo tornou-se guerreiro e participou da construção do “Cavalo de Tróia”. Tratava-se de um cavalo construído em madeira que fora deixado na entrada da cidade, junto aos muros de proteção. Os troianos, acreditando tratar-se de um presente, que poderia significar a rendição dos gregos, levaram-no para dentro da cidade. Porém o cavalo era oco e dentro estavam alguns soldados gregos que, à noite, abriram os portões e permitiram a entrada de seu exército, que queimou Tróia e liquidou-a. Daí surge a expressão “presente de grego”.
Hoje, na nossa vida profissional, precisamos entender algumas coisas que aprendemos com a mitologia grega. Primeiro: todos temos nosso ponto fraco e é preciso saber disso. Por mais forte que possamos ser, há a necessidade de sermos prudentes. Segundo: nunca conseguiremos agradar a todos, aos chefes, subordinados, clientes e fornecedores. Precisamos então sermos políticos e manter boas relações com todos, para que quando nossas ações desagradarem, termos crédito para mantermo-nos firmes. Terceiro: é preciso que tomemos cuidado com pessoas interesseiras, que nos presenteiam desejando apenas entrar com mais facilidade no nosso mundo.
Em contrapartida, sugiro ao meu leitor que acredite em seu sexto sentido e não deixe de viver. Não deixe de lutar com coragem, não deixe de ser justo e correto com todos a sua volta e também não deixe de amar e perdoar. Caso contrário, toda essa sabedoria, de nada adiantaria.
criado por aguinaldocps
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