Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

31/10/07

A Copa do Mundo nos trará muito progresso.

Finalmente o Brasil foi anunciado como organizador e séde da Copa do Mundo de 2014. Muitos dizem que não se pode organizar uma Copa com gente passando fome no país, enquanto outros dizem que seria um grande orgulho.

E aqueles que criticam o fazem, a meu ver, por costume de criticar e complexo de inferioridade. Organizar uma Copa do Mundo de Futebol requer muitos investimentos em infra-estrutura, coisa que ajuda a população e quando o evento acaba, isso tudo fica. Para um evento como esse, não são construídos somente estádios, mas também hospitais, estradas, acessos, hoteis e muita urbanização.

Além de tudo isso, a política muda, já visando tal acontecimento. Se investe em segurança, energia, saneamento básico, etc. A maioria desses investimentos vem de bancos internacionais, interessados em aproveitar uma fatia do bolo, o que significa que o Brasil aproveitará os próximos 7 anos para se fortalecer, o que seguramente vai trazer o desenvolvimento a população.

Tenham certeza que a impolgação do presidente Lula, na cerimônia da FIFA, em Genebra, não é apenas por nacionalismo, mas também pensando nisso tudo descrito acima. Acontece que o nosso querido presidente não poderia deixar de cometer um ato de grosseria, não é mesmo? Tinha que citar os argentinos?

Um presidente deve ser político. Ele pode ter rivalidade com os Argentinos, assim como 101% dos brasileiros tem, mas jamais deve declarar isso. O que ele fez ontem foi oficializar essa rivalidade, justamente agora com a nova "presidente" eleita querendo se aproximar da gente. Não era hora!

Me lembro do FHC, quando o Rio de Janeiro foi descartado como sede Olimpica para o ano 2000, dizendo que com a desclassificação da candidatura brasileira ele ficaria torcendo para que Buenos Aires fosse escolhida, assim teríamos os jogos no nosso continente. E ele estava torcendo nada… seguramente estava tocendo contra, mas não seria delicado se expor.

Imaginem só se hoje eu fosse governador do Estado de São Paulo e tivesse que comentar a situação de degola do Corinthians. Independente de qual é o time que eu torço, diria a imprensa que "se Deus quiser o Corinthians vai escapar". Depois que o repórter fosse embora eu lavaria a boca com sabão, é claro!

criado por aguinaldocps    7:23 — Arquivado em: opinião pessoal, política

30/10/07

Há que se ter tolerância Religiosa

Religião tem a ver com o Mercado Corporativo?

Eu me lembro que quando era garoto, a visão que tinha de religiões é que o mundo era dividido em dois grupos de pessoas: católicos e crentes. Os católicos eram os “normais”, enquanto que os crentes eram aquelas mulheres que só usavam saias e não cortavam os cabelos. Eram vistos como pessoas que não “podiam” fazer nada. Não podiam dançar, falar palavrões, beber cerveja, assistir televisão e nem nada que supostamente era legal. Mas tinha o lado bom de ser crente: eram considerados pessoas honestas e sem maldade, pois temiam a Deus.

Mais tarde eu passei a entender que o mundo das religiões é muito mais amplo que isso. E o Brasil também começou a viver uma grande mudança religiosa, com a Igreja Católica perdendo sua força e a modernização das pregações Evangélicas. Aquela figura do “crente” Pentecostal, cheio de regras, deu lugar ao Evangélico, que é simplesmente o Protestante, herdeiro puro de Calvino e Lutero (que viveram no século XVI).

Mas o que isso tem a ver com uma empresa, ou com o mercado corporativo? Até este ponto, nada. Mas continuemos mostrando a mudança religiosa no Brasil. A década de 90 foi palco de uma grande virada, onde a mídia deixou de ser exclusiva dos padres e bispos católicos e passou a ter a concorrência dos pastores. Com isso a população começou a perceber que havia outras opções além de ir à missa no domingo e muitos passaram a se declarar Evangélicos.

Acontece muitos outros também perceberam que poderiam se declarar evangélicos e aproveitar de um certo status sem perder sua liberdade de usar roupas da moda. Isso porque as novas Igrejas Evangélicas traziam a promessa de um estilo de vida sem pecado, mas também sem abdicações, com cultos animados por muito rock gospel.

Mas até então, o Evangélico (ou Crente) ainda sofria uma série de perseguições brancas, o que os fazia declararem passagens bíblicas se comparando ao “Povo de Israel”. Porém as coisas foram mudando e a cada dia mais gente se convertendo e algumas outras entendendo ser um grande “negócio” se converter. Algumas pessoas perceberam que se declarando Evangélicos podem ter as portas abertas em alguns lugares ou mesmo ter facilidade maior de fechar alguns negócios devido aquela fama de honesto que eu me referia lá em cima.

Então chegamos ao ponto atual, onde a religião acaba influindo no mercado corporativo. Tanto era ruim quando a maioria católica perseguia a minoria crente, quanto é ruim o fato do movimento evangélico agir com preconceito em relação aos que não se declaram da igreja. Percebemos hoje que Evangélicos agem diferentemente com Católicos e Espíritas devido a sua crença, o que pode ser muito perigoso para as empresas e também para o nosso país.

A tolerância religiosa é fundamental numa democracia. Aqui no Brasil existe gente com todo tipo de crença e também de descrença. Pregar, querer trazer outras pessoas para aquilo que você acredita pode ser totalmente normal e digno, desde que se respeite o direito dessa outra pessoa não querer ser trazido. Nossa sociedade é composta por Católicos, Evangélicos, Espíritas, Budistas, etc. O preconceito não é positivo contra nós, mas também não ao nosso favor, pois esconde nossa verdadeira essência e nos torna violentos.

Alguns dizem que as batalhas religiosas são previstas na Bíblia, mas seguramente não nos cabe provocá-las. O papel de um verdadeiro “Crente”, de qualquer crença que seja, é fazer o bem. Falando mais especificamente dos Cristãos, que inclui o Católico, o Evangélico, Mórmon, Testemunha de Jeová e o Espírita, é seguramente seguir o primeiro e mais importante mandamento, que é “Amar a Deus e ao Próximo”. Para que isso aconteça, é necessário que se tenha tolerância religiosa e respeito com as pessoas.

criado por aguinaldocps    11:50 — Arquivado em: comportamento, mundo moderno, opinião pessoal, política, preconceito racial

26/10/07

Falta de bom senso é no trânsito!

Recentemente li que o "bom senso" é uma das coisas que ninguém admite que precisa melhorar. Faz sentido, pois admitir que precisa ter mais bom senso já é uma questão de bom senso.

Mas ontem eu estava pensando sobre o assunto e elegi o "transito" como o exemplo de falta de bom senso da população. Primeiro porque as regras não são cumpridas, segundo porque aquilo que a gente faz no trânsito, geralmente odeia que façam conosco. É como se estivessemos sempre em meios a um GP de F1.

O sujeito, quando está numa pista tentando ultrapassar o carro da frente, geralmente liga a seta para a esquerda sugerindo que o outro motorista dê passagem. As vezes nota que aí o cara fica bravo e não sai da frente mesmo. Nesse caso pisca os faróis para reclamar e ainda fica indignado com o colega. Mas se é ele quem está a uma velocidade média e alguém pisca os faróis pedindo passagem, se irrita na hora e ainda se esbraveja claramente.

Na cidade ele sinaliza que vai entrar e se o outro não deixa, ele abre a janela e fala um palavrão, dizendo: "Não está vendo a seta ligada, ô cego!?!" Mas se alguém tenta entrar na sua passagem, ainda que sinalizando, ele cola no carro da frente e não deixa de jeito nenhum.

É o mesmo motorista. Muda-se apenas a situação. E porque a mesma regra de bom senso que vale para ele não vale para os outros? Pela necessidade besta que o cidadão tem de "levar vantagem".

Em Campinas, onde trabalho, o trânsito é seguramente o mais agressivo do Brasil. As pessoas dirigem violentamente ostentando seus carros (de luxo ou não) e colocando-os como se fossem tanques numa zona de guerra. Os ônibus são dirigidos por seus motoristas como se fossem motos, querendo passar em qualquer buraquinho, disputando "corrida" com o motorista do automóvel que ousou ultrapassá-lo.

A cidade é famosa pela falta de educação dos motoristas de onibus e microonibus. Eles fazem curvas abertas, obstruem faixas da esquerda com aqueles veículos bi-partidos, como se fosse isso a coisa mais comum do mundo.

De vez em sempre acontecem acidentes urbanos, alguns até fatais, tudo por falta do "Senhor Bom Senso", como o leitor pode ver nas fotos a seguir.

Já em São Paulo, capital do estado, o perigo vem em duas rodas. Os motoqueiros andam em alta velocidade pelos corredores que eles criam entre a primeira e a segunda faixa das marginais. Além disso, se esbravejam e agridem com chutes na lataria ou retrovisor os carros cujos motoristas ousam tentar mudar de faixa, como se não fosse permitido tal manobra. Menos sorte tem aquele motorista que, independente de culpa, derruba um motoqueiro. Este terá que enfrentar uma multidão deles, que certamente pararão para dar apoio ao colega, como se formasse instantaneamente uma gang.

Outra coisa que podemos notar tranquilamente é que o carro transforma-se numa armadura. Ouvi essa frase de um amigo há uns 8 anos. Ele tem razão, pois nota-se que os motoristas mais ousados são os donos de carros de luxo (que ostentam uma posição social) ou de carros grandes, como caminhonetes, onibus e caminhões) que ostentam tamanho. Às vezes esses motoristas são fransinos, baixinhos, magrinhos, mas enquanto estão sentados dentro daquela armadura (o veículo) são fortes, corajosos e indestrutíveis.

Definitivamente, no trânsito não há bom senso. Não há!

criado por aguinaldocps    11:04 — Arquivado em: comportamento, mundo moderno, opinião pessoal, política

23/10/07

Preso por arrastão apanha dos pais na rua no Rio

Um grupo de sete estudantes foi vítima ontem de um arrastão dentro de um ônibus no Jardim América, no Rio de Janeiro. Um policial, que acabara de sair do plantão do 16º Batalhão da Polícia Militar (Olaria), seguiu o veículo e prendeu dois jovens acusados do ataque. Um suspeito que estava armado conseguiu escapar. Um dos presos apanhou dos pais algemado. O casal estava revoltado com o fato de o filho ter participado de um arrastão.

Transtornados com a atitude do filho Rafael Nunes Xavier, 18 anos, um dos presos, os pais tiveram uma atitude inusitada. Com um cano de PVC, o comerciante Luís Henrique Xavier, 48 anos, e a costureira Maria Lúcia Nunes Xavier, 47 anos, surraram o rapaz algemado, na frente de PMs, vítimas e curiosos na rua Marechal Antônio de Souza. Ele havia acabado de descer do ônibus da linha 906 (Jardim América-Caju), da empresa Breda.

"Bati com vontade. Não o criamos para o mundo do crime. Ele sempre teve de tudo e não precisava fazer isso. Cansamos de alertá-lo para não andar com más companhias e não adiantou. E agora? O que vai ser da vida dele, se misturando com bandidos na cadeia?", desabafou, chorando, Luís Henrique. Ele contou que o filho cursa o Ensino Médio numa escola pública em São Cristóvão e não tinha passagem pela polícia.

"Foi um ato de desespero, mas não me arrependo. Bateria nele de novo para que ele não siga jamais o caminho do mal", justificou-se Maria Lúcia. Segundo ela, o rapaz ajuda o pai num mercadinho da família, na Favela do Dique. "De uns tempos para cá, ele andou com gente ruim", lamentou.

O cabo Efigênio Soares, 37 anos, saía do batalhão em seu carro, por volta de 7h30, e foi avisado do assalto ao ônibus. Ele seguiu o veículo e interceptou os suspeitos, com a ajuda de outros PMs, próximo à Escola Técnica Juscelino Kubitschek, para onde iam as vítimas. Bandidos roubaram quatro celulares e dois aparelhos de MP3. Uma das alunas levou um tapa no rosto porque não tinha celular.

Surra na rua comoveu até as vítimas
A surra no suspeito comoveu até as sete vítimas. "De repente, os pais de Rafael saíram do meio da multidão e, xingando o filho, foram para cima do jovem. Luís Henrique quebrou o tubo de PVC batendo no rapaz. Quando consegui dominá-lo, a mulher dele pegou o cano no chão e acabou de quebrá-lo no corpo do filho, que ficou com vários hematomas. Deu pena ver o sofrimento dos pais", disse o cabo Efigênio Soares.

O policial acionou colegas do Posto de Policiamento Comunitário (PPC) do Jardim América, que cercaram o ônibus e renderam Rafael e W., 15 anos, sem fazer disparos porque a rua estava cheia de estudantes naquele horário. "Se tivéssemos trocado tiros com o bandido que fugiu, poderia ter havido uma tragédia", disse Soares. Os estudantes não quiseram dar declarações.

criado por aguinaldocps    8:59 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, mundo moderno, outros autores

20/10/07

O que esta imagem te lembra?

Eu recebo muita coisa pela internet, muista coisa mesmo. Algumas eu guardo. E acreditem, é essa a minha maior fonte de inspiração para as reuniões comerciais que desenvolvo. A galera manda alguma coisa como piada e eu uso como exemplo.

Abaixo sigo com algumas fotos, imagens ou montagens que recebi recentemente e gostaria de compartilhar com os leitores.

1) Propaganda do inseticida:

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2) Propaganda da lanchonete concorrente:

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3) Propaganda do joalheiro:

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4) Vai aí um cachorro quente?

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5) Um gato cego… ou ousado?

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6) Um outro… nem tanto:

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7) Enquanto isso, a vaca voa!

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E eu, que não sou maluco e nem nada parecido, sigo o meu caminho, não deixo de acreditar nos meus ideais:

criado por aguinaldocps    13:30 — Arquivado em: curiosidades, mundo moderno, música/cultura

15/10/07

Os ciclos se repetem

Muitas vezes ouvi nas aulas de filosofia a afirmação de que os ciclos se repetem. Hoje há alguém querendo mandar no mundo, mas isso já aconteceu ao menos 3 vezes no século passado e nos outros também. Mas é muito tragi-cômico pensar que esta lei se aplica às coisas mais bairristas.

Hugo Chaves é mais um daqueles chefes de estado dispostos a conquistar o mundo, seguido por uma série de revolucionários “Maria-vai-com-as-outras”. Lembra um pouco aqueles ratinhos do desenho animado Pink & Cérebro (O Evo Morales é o Pink).

Há alguns dias ouvia o Heródoto Barbeiro na CBN entrevistando o senador Jefferson Perez a respeito do “Caso Renan”. Discutia-se o escândalo ou não escândalo ou quanto foi surpreendente ao país o homem ser acusado de pressionar parlamentares a se calarem. Me lembrei que em 1992, na época da queda de Fernando Collor de Mello do palácio do Planalto, seus dois únicos defensores eram Renan Calheiros e Roberto Jefferson. Que coincidência!

Será que se hoje Collor fosse presidente estaria fervorosamente defendendo Jefferson e Calheiros? Será que se Jefferson ainda fosse deputado diria que é normal?

Enfim, os ciclos se repetem e futuramente teremos outros novos defensores e novos acusadores e novos escândalos. Espero que tenhamos também novos líderes verdadeiramente dispostos a fazerem o que fizeram Gorbatchov, Mandela e outros poucos, aos seus países.

criado por aguinaldocps    21:06 — Arquivado em: política

8/10/07

Fátima a Fiandeira

Em uma ilha perto de Creta vivia Fátima e seu pai um grande fiandeiro que trabalhava para o rei da Grécia. Eles eram muito felizes e tinham um padrão de vida muito bom .
Um dia o pai de Fátima recebeu um chamado do rei para irem até Creta a fim de executarem alguns serviços para ele. Então o grande fiandeiro disse "Fátima nosso patrão nos aguarda em Creta preparasse para viajarmos e encontra-lo".
O barco então parte da ilha e o dois vão de encontro ao rei. Mas o mar é traiçoeiro e uma grande tempestade atinge a embarcação e Fátima fica naufraga indo parar em Alexandria e seu pai vem a falecer.
Fátima então pensa "O que farei agora meu pai esta morto e eu naufraga aqui nesta terra desconhecida".
Mas a sorte sorri para Fátima e ela é encontrada por um casal de tecelões que a adotam como filha. Então podemos dizer que Fátima, mais uma vez encontra a felicidade, agora aprendendo o ofício de tecelã e com seus novos pais.
Fátima, então recebe mais uma virada em sua vida. Ela passeava alegremente quando bárbaros, invadem sua aldeia e a seqüestram-na vindo ela a ser levada para o mercado de escravos em Istambul. O mercado de escravos era um lugar sujo, mas com muitas tendas e pessoas. Havia então um grande e próspero serralheiro que construía mastro para navios e viu Fátima sendo vendida como escrava e sentiu grande pena dela e pensou "Essa menina não me parece uma escrava; vou comprá-la e fazê-la de criada para minha esposa". E assim o fez.
Mas chegando na ilha de Java onde morava o serralheiro descobriu que estava falido , pois um grande carregamento de seus mastros havia sido roubado. E então Fátima, o serralheiro e sua mulher começaram a trabalhar sozinhos para reconstruir sua fortuna; pois o serralheiro não tinha mais dinheiro e seus antigos empregados o abandonaram.
Fátima trabalhou com tanta vontade que seu patrão lhe devolveu a liberdade e ela se tornou seu braço direito. O serralheiro conseguiu se reerguer e Fátima estava de novo feliz e realizada.
Um dia o patrão pediu a Fátima "Você é meu braço direito leve um carregamento de nossos mastros até a Índia e negocie-os pelos melhores preços pois confio em você". E ela carregou o navio e partiu para seu destino.
Mas o traiçoeiro mar, mas uma vez usou seus poderes e numa enorme tempestade o navio naufragou vindo Fátima parar na China.
Mais uma vez sem nada Fátima pensou: "Porque só comigo toda vez que estou feliz vem algo e destrói minha felicidade”. Mas sem desistir continua andando até chegar numa aldeia chinesa.
Mas acontece que na China havia uma profecia que chegaria uma mulher estrangeira que construiria uma grande tenda para o imperador. Chegando a aldeia uma aldeã diz para Fátima marcar uma audiência com o imperador e assim ela o faz.
Chegando o dia o imperador pergunta: "você pode me construir uma tenda?" E Fátima diz que podia. E então começa a tarefa.
Mas para construir a tenda ela precisava de uma corda hiper-resistente, mas não havia este tipo de corda na China. E então relembrando o tempo que vivia com seu pai, o grande fiandeiro, ela recolhe o material necessário e ela mesma fia a corda.

Para se construir a tenda ela precisava de um tecido muito resistente. Mas naquela época não existia tal tecido na China. Então relembrando o tempo que viveu com o casal de artesões recolheu o material necessário e ela mesma teceu o tecido de grande resistência. A tenda precisaria de mastros para poder ser levantada. Mas nesse tempo não existiam mastros resistentes na China. Ela relembrou que sabia fazer tais mastros, pois havia trabalhado com um grande serralheiro; e assim ela mesma os construiu.
Mas qual o formato da tenda. E então ela relembrou do formato das grandes tendas do mercado de escravos e assim ela por fim ergueu uma grande e imponente tenda para o imperador.
O imperador muito agradecido por ela ter cumprido a profecia perguntou-lhe o que queria; e esta respondeu que apenas queria viver na China. Então ela encontrou um grande príncipe e casou-se com ele vindo então a encontrar a sua verdadeira e douradora felicidade.
Fátima então entendeu que todos os sofrimentos de sua vida lhe serviram para ela aprender e enfim levantar a grande tenda que era sua verdadeira felicidade.

criado por aguinaldocps    15:09 — Arquivado em: fábulas, outros autores

7/10/07

A sabedoria da MPB

Quando falo de MPB, não me refiro somente aos movimentos dos anos 70 e suas ramificações. Muito mais que isso eu incluo os sambas dos anos 30 e 40, os rocks rurais dos anos 70, os bregas do "qual é a música", as influencias dos revolucionários dos anos 80 e também as raízes sertanejas que viraram moda na década de 90.

Gostar! Gosto, mas não de tudo. Sou muito fã de boa música, poética, bem escrita, tradicional, assim como tenho origens no "heavy metal". Mas certo mesmo é que nossa Música Popular Brasileira tem muita sabedoria a nos passar, algo que os bondes dos tigrões não intencionam.

Tantas frases poéticas, creio que merecem um post levantando sua importância na minha vida e no meu trabalho. Uso constantemente como verdades absolutas aquelas que admiro. Em momentos difíceis me lembro dos Titãs cantando "as respostas estão no chão, você tropeça e acha a solução", o que me faz persistir seja qual for o desafio acreditando que encontrarei a tal solução.

Ney Matogrosso canta que "o tempo que antecipa o fim, também desata os nós" e talvês ele estivesse se referindo a tantos que brigam e brigam com os pais para depois virarem seus maiores amigos. Enfim Renato Russo também cantou isso dizendo que se "Você diz que seus pais não lhe entendem, mas você também não entende seus pais".

Oswaldo Montenegro, sempre irritado, "canta uma canção daquela, de filosofia e mundo bem melhor" enquanto eu sigo concordando com o Evandro Mesquita, que diz que "Todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém quer morrer".

Já o Ira!, de Edgar e Nazi, "que vão se entorpecendo e bebendo vinho", são cérebres ao "tentar fugir e não querer se alistar", afinal, "queremos lutar, mas não com essa farda!

Ao leitor, convido a escutar um pouco os filósofos e acreditar que esses caras devem saber de alguma coisa, pois se a eles Deus deu o dom, deve também ter dado a capacidade de interpretar a vida. Prova disso é a letra de "Tocando em frente", de Renato Teixeira, que segue agora na íntegra:

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz
Quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
E nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada
Eu sou
Estrada eu vou
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
Um outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz…

criado por aguinaldocps    16:33 — Arquivado em: música/cultura

5/10/07

O diário dela e o diário dele.

Se o que há de mais importante nas empresas são as pessoas, é importante que se considere as diferenças entre elas. Basicamente há que se considerar a diferença entre homens e mulheres no que se diz respeito ao seu comportamento.

Foi com essa intenção que criei uma coluna nesse blog para tratar exatamente desse assunto. Nesta oportunidade, quero contar uma situação um pouquinho engraçada:

DIÁRIO DELA

No domingo à noite ele estava estranho. Saímos e fomos até um bar para tomar um drink. A conversa não estava muito animada, de maneira que pensei em irmos a um lugar mais íntimo.
Fomos a um restaurante e ele AINDA agindo de modo estranho. Perguntei o que era, e ele disse que nada, que não era eu. Mas não fiquei muito convencida.
No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e de toda sua importância.
Ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros.
Finalmente chegamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar! Por isso tentei fazê-lo falar, mas sem me dar muita bola ligou a televisão, e sentou-se com um olhar distante que parecia estar me dizendo que estava tudo acabado entre nós.
Por fim, embora relutante, disse que ia me deitar. Mais ou menos 10 minutos ele veio se deitar também e, para minha surpresa correspondeu aos meus avanços, e fizemos amor.
Mas depois ele ainda parecia muito distraído e adormeceu. Comecei a chorar, chorei até adormecer.
Já não sei o que fazer. Tenho quase certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autêntico desastre.

DIÁRIO DELE
O meu time perdeu. Fiquei chateado a noite toda.
Pelo menos dei umazinha, mas ainda tô chateado… time de bosta!

criado por aguinaldocps    14:42 — Arquivado em: Homens X Mulheres, outros autores

4/10/07

Pensamentos quase póstumos por Luciano Huck

Matéria escrita por Luciano Huck publicado na Folha de S.Paulo dia 1 de outubro de 2007.

Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.

Luciano Huck foi assassinado. Manchete do ‘Jornal Nacional’ de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.

Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio. Por quê? Por causa de um relógio.

Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.

Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia. Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.

Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável. Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.

Onde está a polícia? Onde está a ‘Elite da Tropa’? Quem sabe até a ‘Tropa de Elite’! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.

Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.

Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.

Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase ‘infantis’ para uma sociedade moderna e justa.

De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.

Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber. Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de ‘extraterrestres’ fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?

Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no ‘Roda Vida’ da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal. Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, ‘Tropa de Elite’ é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando. Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: ‘Cansei’. O Lobão canta: ‘Peidei’. Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.

Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio. Isso não está certo.

criado por aguinaldocps    9:20 — Arquivado em: curiosidades, mundo moderno, responsabilidade social
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