Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

30/9/07

Tropa de Elite

Depois de ver o filme "Tropa de Elite" fiquei impressionado. Não por ver o que acontece dentro da polícia, pois isso todos já sabiamos, mas fiquei impressionado por um outro detalhe.

Me chamou a atenção o treinamento dos policiais, diante da dificuldade de encontrar alguém focado numa missão. Como o próprio slogan do filme dizia, ‘missão dada é missão cumprida’, percebemos que são raros os homens que pensam assim. A verdade é que encontrar seu substituto é um verdadeiro desafio.

No filme, o personagem de Vagner Moura, o Capitão Nascimento, tem a dificil tarefa de encontrar alguém que o substitua no mais bem treinado batalhão da polícia do Rio de Janeiro. O problema é que muitos dos candidatos não tem as características fundamentais, ou porque não podem, ou porque não fazem questão.

Para ser membro do BOP primeiramente é necessário que o policial não seja bandido, assim como para ser um líder, é necessário não ser vagabundo. Muitos candidatos se candidatavam ao treinamento para poderem ter mais status e assim terem algumas vantagens, da mesma forma que as pessoas procuram empregos maneiros, que de preferencia trabalhe pouco e ganhe bem.

E é justamente aí que está a dificuldade, encontrar quem quer emprego é fácil, encontrar quem quer cumprir uma missão é difícil. Por isso me vi no filme, como aquele cara que passa meses de treinamento em trienamento tentando encontrar alguém que dê mais valor ao feito do que ao fácil.

As pessoas querem crescer, mas não querem trabalhar. Isso vem de berço, as mães querem seu filhos fortes, mas não os deixam sair na rua. Como dizia uma velha frase numa música do Evandro Mesquita, nos anos 80, ele dizia "Todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém quer morrer".

Mas um dia a gente sempre encontra quem quer verdadeiramente significar algo mais no mundo e é com isso que eu me motivo.

criado por aguinaldocps    1:41 — Arquivado em: curiosidades, opinião pessoal

28/9/07

História de duas Pulgas

Muitas empresas já caíram e ainda caem na armadilha das mudanças drásticas de
coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento”. O que lembra a história de duas pulgas:
Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:

- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí
nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas. E elas contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:

- Quer saber ? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente. E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou o motivo:

- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar
muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se
alimentar com aquela rapidez. E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:

-Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?

-Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do
século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.

-E por que é que estão com cara de famintas?

- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que
vai nos ensinar a técnica do radar. E você?

- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.

Era verdade. A pulguinha estava vistosa e bem alimentada. Mas as
pulgonas não quiseram dar “a pata a torcer”:

- Mas você não está preocupada com o futuro?Não pensou em uma
reengenharia?

- Quem disse que não?Contratei uma lesma como consultora.

- Hã? O que as lesmas têm a ver com pulgas?

- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer
para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me deu o diagnóstico.

- E o que a lesma sugeriu fazer?

- "Não mude nada. Apenas sente no cocuruto do cachorro. É o único lugar
que a pata dele não alcança"

Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente… Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.

Max Gehringer

criado por aguinaldocps    22:08 — Arquivado em: comportamento, fábulas, outros autores

27/9/07

Paciência

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados…
Muita gente gastaria boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais", e o bem comportado executivo…
"O cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar!
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça".
Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado…
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso do Jabor e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais…
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" - onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para que?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire… Acalme-se…
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência…

criado por aguinaldocps    17:45 — Arquivado em: comportamento, opinião pessoal, outros autores

25/9/07

O homem e o mundo

Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas.
Certo dia seu filho de sete anos invadiu seu laboratório decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista nervoso com a interrupção tentou que o filho fosse brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível removê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção. De repente deparou-se com um mapa do mundo, bem o que procurava! Com o auxilio da tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:
- Você gosta de quebra-cabeça? Então eu vou lhe dar o mundo para você consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Faça tudo sozinho. Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Passada algumas horas, ouviu a voz que o chamava calmamente.
- Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar sozinho! 
Em Princípio o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz? Se não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem. Virei os recortes e comecei a consertar o homem, que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.

criado por aguinaldocps    12:30 — Arquivado em: comportamento, fábulas, outros autores

24/9/07

No Programa do Jô

No último dia 11 de setembro tive a oportunidade de assistir a gravação de dois programas do Jô Soares (Programa do Jô), na sede da Rede Globo em São Paulo.

Saímos de São Caetano do Sul numa Van enviada pela emisora e fomos até o bairro do Brooklin, em São Paulo, onde ficamos das 12h às 19h em gravação.

O pessoal do Sexteto é extremamente simpático, todos eles. Há também uma simpatia muito grande no ajudante de Câmera conhecido como Madruga, pois se parece com o Sêo Madruga, do Chaves.

Nesse dia foram gravadas entrevistas com sete personalidades, além de vermos um trailer com o Ballet Trocadero de Montecarlo.

 

Na mesma terça-feira da gravação, dia 11, foram ao ar os papos com:

* Professor Clorofila, um pernambucano especialista em "sexo dos animais".

* Eri Jonhson, ator e comediante Global que estrela uma comédia policial no Rio de Janeiro.

* Jorge Okubaro, um jornalista que escreveu um livro contando detalhes sobre a imigração japonesa.

Em minha modesta opinião, a entrevista com o Jornalista foi o ponto alto da tarde.

 

Já na segunda série, assistimos:

Barbara Zinger, uma cantora fantástica, com uma voz maravilhosa e um senso de humor de invejar.

* Patricia Shmidt, confeiteira artística.

* Alexandre Manzan, triatleta campeão brasileiro.

Neste segundo programa, de longe a cantora Barbara foi a mais aplaudida.

Ainda nesse dia foi gravado uma entrevista com o cantor Latino, que até hoje não foi ao ar: nada de mais… um cara sem graça.

 

 

criado por aguinaldocps    22:40 — Arquivado em: histórias pessoais, música/cultura, projetos na Uptime

22/9/07

Um Fiat 147 para o seu filho

Eu tenho um amigo rico. Francisco tem 55 anos, é professor de Educação Física e desenvolveu carreira como empresário dono de algumas academias de ginástica e musculação.
Mas o motivo que faz com que eu dedique esse post ao Chico é a forma elogiável que ele criou seus dois filhos, Renato e Emanuela. Chico é daqueles pais que ama o filho sem ter que comprá-lo com um presente ou fazer todos os seus gostos. Lembro-me de alguns casos, como num dia de vento, levar Emanuela para soltar pipas, para mostrar que o vento, de que todos reclamam, também tem seu lado bom; ou numa outra oportunidade ele colocar como condição para consertar o caminhãozinho de bombeiros, que o garoto largasse a chupeta.
Uma das mais interessantes histórias de Francisco foi em 2005, logo que Renato completou 22 anos. Naquela época meu amigo tinha dois carros em sua garagem, um Vectra de uso dele para ir ao trabalho e um Golf que sua esposa usava para seus afazeres. Como Madalena, a esposa, trabalhava como Promotora de Vendas em um escritório próximo de casa, duas semanas por mês um dos carros ficava constantemente na garagem. Renato, o mais velho e Emanuela, aos 18 anos, vez ou outra saíam com o carro da mãe.
O garoto, por sua vez, queria de toda forma que o pai lhe comprasse um veículo, para que não mais dependesse de pedir emprestado e para isso fez várias “birras”. O pai sempre deu a mesma resposta: “Você precisa comprar o seu”. O que Francisco queria dizer e sempre deixou claro é que Renato somente daria valor a um bem se o conquistasse, mas que até então, poderia ocasionalmente usar um dos carros da família para se locomover.
Como todo jovem, Renato faria qualquer coisa para ter um carro, foi então que se candidatou a um emprego de representante comercial, onde ter veículo era uma exigência. Começou a trabalhar usando o Golf da mãe, mas na semana seguinte já teria problemas com isso. Foi quando, em nome do emprego (que o pai apoiava), Renato pediu mais uma vez que Chico o presenteasse com um carro, afinal esta seria uma ferramenta de trabalho. Chico, dessa vez cedeu e prometeu: “até sexta-feira eu resolvo isso!”.
Na tarde da sexta-feira, quando Renato chegou do trabalho, se deparou na garagem com um Fiat 147, branco, extremamente conservado, mas sem um único luxo. Desceu do Golf calado, olhando e sem ainda entender o que estava acontecendo. Passaram-se alguns minutos e foi de encontro ao pai para questionar… Antes mesmo que pudesse falar, Francisco o abraçou, lhe entregou as chaves e disse:
“Esse é o carro que você usará para trabalhar, meu filho. Ele não tem ar condicionado justamente para você não se acomodar, pois quero te ver num outro melhor em pouco tempo. É por isso mesmo que vamos o registrá-lo em seu nome e quando você tiver algumas economias, poderá trocá-lo por um mais novo. Ah, o dinheiro que gastei comprando essa belezura, você não precisa me devolver não”.
Se foi certo ou errado? Não estou aqui para julgar. Mas sei que há dois anos Renato trabalha na mesma empresa distribuidora de vinhos e atualmente é responsável pela regional do Vale do Paraíba, em São Paulo. Tem um Honda Fit financiado em 24 vezes e já está pagando as prestações de um apartamento que comprou por conselho do pai.
Francisco comenta que se naquela época tivesse dado um carro novo ao filho, Renato muito provavelmente não estaria mais no mesmo emprego e nem estaria tão bem. Renato admite que se esforçou além do normal para trocar de carro logo, pois se envergonhava em andar com o Fiat, mas que quando em março de 2006 o trocou por um Gol, percebeu que se continuasse se esforçando, evoluiria mais a cada ano.
E eu? O que tenho a dizer? Que Francisco não deu o peixe ao filho, mas ensinou-o a pescar. Podemos dizer que ele deu uma vara, a linha e até a minhoca, mas não deu molinetes nem equipamentos de última geração e o filho provou que para se ter sucesso é preciso principalmente de uma causa.

criado por aguinaldocps    15:10 — Arquivado em: Grandes Figuras, comportamento, histórias pessoais, mundo moderno, opinião pessoal

17/9/07

Malandro metido a esperto geralmente se dá mal

História real e que ganhou o primeiro lugar no “Criminal Lawyers Award Contest”.

Um advogado de Charlotte, NC, comprou uma caixa de charutos muito raros e muito caros.
Tão raros e caros que os colocou no seguro, contra fogo, entre outras coisas.
Depois de um mês, tendo fumado todos eles e ainda sem ter terminado de pagar o seguro, o advogado entrou com um registro de sinistro contra a companhia de seguros.
Nesse registro, o advogado alegou que os charutos haviam sido perdidos em uma série de pequenos incêndios".
A companhia de seguros recusou-se a pagar, citando o motivo óbvio: que o homem havia consumido seus charutos da maneira usual. O advogado processou a companhia…

E GANHOU !!!

Ao proferir a sentença, o juiz concordou com a companhia de seguros que a ação era frívola. Apesar disso, o juiz alegou que o advogado "tinha posse de uma apólice da
companhia na qual ela garantia que os charutos eram seguráveis e, também, que eles estavam segurados contra fogo, sem definir o que seria fogo aceitável ou inaceitável" e que, portanto, ela estava obrigada a pagar o seguro.
Em vez de entrar no longo e custoso processo de apelação, a companhia aceitou a sentença e pagou US$ 15.000,00 ao advogado, pela perda de seus charutos raros nos incêndios.

AGORA A MELHOR PARTE:

Depois que o advogado embolsou o cheque, a companhia de seguros o denunciou e fez com que ele fosse preso, por 24 incêndios criminosos!!! Usando seu próprio registro de sinistro e seu testemunho do caso anterior contra ele, o advogado foi condenado por incendiar intencionalmente propriedade segurada e foi sentenciado a 24 meses de prisão, além de uma multa de US$ 24.000,00.

criado por aguinaldocps    12:39 — Arquivado em: opinião pessoal, outros autores

14/9/07

Resistente as mudanças

Há alguns dias eu fui ao Mc Donald’s. Fiz meu pedido e, como de costume, retirei meu cartão eletrônico do bolso para fazer o pagamento. Eis que tive uma surpresa: o atendente me pediu que eu mesmo passasse o cartão na leitora.

Imediatamente eu achei ruim e insisti que ele próprio passasse, assim como sempre fizeram. O rapaz, educadamente pegou o cartão das minhas mãos e fez a minha vontade. A transação foi autorizada e em seguida ele me explicou esse novo procedimento.

Segundo ele, o motivo que levou algumas lojas da rede a não manusearem mais os cartões dos clientes, é a grande quantidade de confusões que o comércio faz, trocando cartões ou mesmo permitindo que clientes esqueçam esses documentos nos caixas. "Muita gente perde o cartão em outro lugar qualquer e depois vem procurar aqui, às vezes até alterado", disse o garoto, informalmente.

Mas o caso é que eu demorei para aceitar os argumentos da loja. Minha vontade é que nada tivesse mudado. Eu estou acostumado assim e assim deveria ser. Depois de alguns minutos, já comendo meu lanche, comecei a refletir a respeito do ocorrido e cheguei a conclusão que a lanchonete está certa. Errado estava eu, que sou resistente à mudanças.

Qualquer dos meus argumentos seria facilmente superado pelo fato do cartão não sair das minhas mãos. É muito mais seguro e mais correto. Acontece muito em restaurantes, onde o garçon leva o cartão e demora voltar. Depois o cliente reclama se o cartão dele é clonado.

Uma vez dei meu catão ao frentista no posto de gasolina e quando ele me trouxe de volta, percebi que não era o meu, ainda que a cor fosse a mesma. Tive uma certa "dor de cabeça" até conseguir recupera-lo.

Enfim, concluimos que o ser humano é resistente a tudo que é diferente daquilo que ele está acostumado. É por isso que muitas pessoas idosas fogem de computadores ou não gostam de telefone celular.

Ao contrário disso, estava eu há duas semanas buscando um imóvel para mais uma unidade de nossa empresa e fui até uma imobiliária. Fui atendido pelo Luiz, um velho senhor aparentando cerca de 70 anos. Ele me atendeu no hall de entrada e me levou até um terminal de computador, onde ficou por alguns minutos me mostrando opções no site, até escolhermos quais queriamos ver.  É difícil encontrarmos pessoas nessa idade, assim plugadas no mundo moderno.

Para que um profissional não envelheça, ele precisa se modernizar a todo momento. As mudanças não inevitáveis para que o mundo se adapte a outras mudanças que já ocorreram no passado.

criado por aguinaldocps    9:34 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, histórias pessoais, mundo moderno, opinião pessoal

12/9/07

Aos meus heróis

Em 1994, época em que eu frequentava a OVER NIGTH, um bar bilhar em Jundiaí. conheci umas figuras estranhas. O bar ficava numa sobreloja na Avenida Jundiaí e a entrada era por uma escada caracol.

Pois bem, entramos e ouvimos um movimento diferente, uma moçada que eu não conhecia, com cabelos coloridos, fazendo a maior zueira. Eles estavam com um violão cantando algumas músicas que eu me lembro até hoje.

Uma delas falava de um tal Robocop Gay, outra era sobre um nordestino que havia vindo a São Paulo comer um tal de gergelin. Ainda tinha um pagodinho falando que a Kombi quebrou lá na praia e mais umas outras.

É isso aí: conheci uns, até então desconhecidos, "Mamonas Assassinas". Eles estavam lá, de graça, divulgando seu trabalho e seu CD. Um tal "Dinho" a todo momento pedia que assistíssemos o "Jô Soares Onze e meia", na época no SBT, na quinta-feira seguinte. E ele dizia: "a gente vai no Jô, vamos ficar famosos…"

A minha esposa (que na época já namorava comigo) ainda disse: "então dá um autógrafo aqui, pois quando vocês ficarem famosos eu vou vender!" e eles deram. Pena que ela jogou fora.

Mas escrevi tudo isso pra dizer para duas pessoas que geralmente eu dou sorte. E se essas duas pessoas não acreditam em sorte, somente trabalhem, pois foi o que dissemos aos Mamonas antes deles se tornarem o maior fenômeno musical daquele momento.

Estou contando isso porque ontem conheci, ainda que de passagem, duas figuras muito interessantes. Estava eu chegando para ver a gravação do programa do Jô e eles estavam distribuindo o CD na entrada da Rede Globo. Trata-se de Julinho Marassi e Gutemberg, fluminenses de Barra Mansa e autores de uma MPB de muito boa qualidade. Resolvi transcrever uma das letras abaixo, que reflete muito também o meu sentimento atual, de dó mesmo. Fico com dó da juventude que ouve o que todo mundo ouve e deixa de conhecer musica de qualidade.

AOS MEUS HERÓIS

Faz muito tempo que eu não escrevo nada,
Acho que foi porque a TV ficou ligada?
Me esqueci que devo achar uma saída
E usar palavras pra mudar a sua vida.
Quero fazer uma canção mais delicada,
Sem criticar, sem agredir, sem dar pancada,
Mas não consigo concordar com esse sistema
E quero abrir sua cabeça pro meu tema.
Que fique claro, a juventude não tem culpa.
É o eletronic fundindo a sua cuca.
Eu também gosto de dançar o pancadão,
Mas é saudável te dar outra opção.
Os meus heróis estão calados nessa hora,
Pois já fizeram e escreveram a sua história.
Devagarinho vou achando meu espaço
E não me esqueço das riquezas do passado.
Eu quero “a benção” de Vinícius de Morais,
O Belchior cantando “como nossos pais”,
E “se eu quiser falar com…” Gil sobre o Flamengo,
“O que será” que o nosso Chico tá escrevendo.
Aquelas “rosas” já “não falam” de Cartola
E do Cazuza “te pegando na escola”.
To com saudades de Jobim com seu piano,
Do Fábio Jr. Com seus “20 e poucos anos”.
Se o Renato teve seu “tempo perdido”,
O Rei Roberto “outra vez” o mais querido.
A “agonia” do Oswaldo Montenegro
Ao ver que a porta já não tem mais nem segredos.
Ter tido a “sorte” de escutar o Taiguara
E “Madalena” de Ivan Lins, beleza rara.
Ver a “morena tropicana” do Alceu,
Marisa Monte me dizendo “beija eu”.
Beija eu, beija eu, deixa que eu seja eu
Beija eu, beija eu, deixa que eu seja eu
O Zé Rodrix em sua “casa no campo”
Levou Geraldo pra cantar num “dia branco”.
No “chão de giz” do Zé Ramalho eu escrevi
Eu vi Lulu, Benjor, Tim Maia e Rita Lee.
Pedir ao Beto um novo “sol de primavera”,
Ver o Toquinho retocando a “aquarela”,
Ouvir o Milton “lá no clube da esquina”
Cantando ao lado da rainha Elis Regina.
Quero “sem lenço e documento” o Caetano
O Djavan mostrando a cor do “oceano”.
Vou “caminhando e cantando” com o Vandré
E a outra vida, Gonzaguinha, “o que é?”
Atenção DJ faça a sua parte,
Não copie os outros, seja mais “smart”.
Na rádio ou na pista mude a seqüência,
Mexa com as pessoas e com a consciência.
Se você não toca letra inteligente
Fica dominada, limitada a mente.
Faça refletir DJ, não se esqueça,
Mexa o popozão, mas também a cabeça.
a cabeça.
a cabeça.
a cabeça Dj
a cabeça.

criado por aguinaldocps    11:35 — Arquivado em: Grandes Figuras, comportamento, curiosidades, histórias pessoais, música/cultura

8/9/07

Don Pedro estava nervoso

Dom Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon (Queluz, 12 de outubro de 1798 — Queluz, 24 de setembro de 1834) foi o primeiro Imperador do Brasil, como D. Pedro I, de 12 de outubro de 1822 a 7 de abril de 1831, e ainda 28º Rei de Portugal (título herdado de seu pai, D. João VI), durante um período de sete dias (entre 26 de abril e 2 de maio de 1826), como D. Pedro IV. O título "Don", com "N" no final, significa "De Origem Nobre".


Em Portugal é conhecido como O Rei-Soldado, uma vez que andou combatendo o irmão D. Miguel na Guerra Civil de 1832-34 ou O Rei-Imperador. É também conhecido, de ambos os lados do Atlântico, como O Libertador — Libertador do Brasil do domínio português; Libertador de Portugal do governo absolutista.
Pedro abdicou de ambas as suas coroas: da de Portugal para a filha Maria da Glória e da do Brasil para o filho Pedro II. Pedro era o 4° filho (2° do sexo masculino) do rei João VI de Portugal e de sua mulher, Carlota Joaquina de Bourbon, princesa de Espanha primogênita do rei espanhol Carlos IV. Tornou-se herdeiro depois da morte do seu irmão mais velho, Francisco (1795-1801).

Além de ter sido Imperador, foi Pedro I que, ás margens do Riacho Ipiranga, deu o grito da Independência, poetizando o tão famoso "Independência ou Morte". É querido por muitos brasileiros e figura obrigatória em qualquer livro de história do Brasil, considerado um herói.

Essa é a história ensinada nas escolas. Mas a bem da verdade, Pedro provavelmente deu tal grito num momento de raiva, num ato impensado, que nos dias de hoje, seria considerado um "chute no balde".

Se fosse hoje, o Renato Machado apareceria no Bom Dia Brasil dizendo: "Deu a louca no Imperador, em São Paulo". O Alexandre Machado entraria com sua crônica dizendo que "há sinais de pirraça na atitude do principe". Já Arnaldo Jabor estouraria na CBN dizendo que "Pedrinho chutou o pau da barraca". O Ratinho bateria com alguma coisa na mesa e soltaria um clássico "Fez cagada!!!".

A verdade é que Pedro somente decretou a Independência porque se ele não fizesse, algum outro faria, então, considerando que era só uma questão de tempo, vinhe pensando nisso, até que depois de diversas ordens da coroa portuguesa contrariando suas vontades, resolveu gritar…

E será que ele não se arrependeu depois? É possível, ou provavel. Não sei. Mas o fato é que a atitude do princi´pe não teve efeitos imediatos. Precisava agora o Brasil ser reconhecido pela comunidade internacional da época como um Estado Independente. A Inglaterra "deu uma força", mas cobrou caro por isso. Daí a origem da nossa dívida.

Enfim, bem ou mal, somos hoje quase independentes. Politicamente somos independentes, mas a cultura brasileira é muito pouco valorizada. Tudo que gostamos vem de fora, parece que é mais sofisticado. A nossa cultura é norte americana e fingimos ter um gosto europeu.

Até o idioma, somos muito mais criticos com nossos erros em inglês do que com o nossa própria língua. Se eu uso uma frase em português, exagerando no gerúndio ou com um "assim" desnecessário para dar charme, ninguém nota. Mas se eu esqueço do pronome no final de uma frase em inglês, já me chamam de inculto. Coisas do nosso Brasil Colônia.

Colônia sim, mas não mais dos portugueses. Hoje somos mais chiques. Somos colônia Norte Americana!

Será que em algum 7 (ou 8) de setembro, alguém, aqui no Brasil ainda vai gritar um verdadeiro "INDEPENDÊNCIA OU MORTE"?

criado por aguinaldocps    23:19 — Arquivado em: política
Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://aguinaldocps.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.