Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

30/7/07

Futebol Feminino dá Show de Ivete Sangalo

Ontem, depois de postar sobre o Panamericano, estava assistindo TV e vi uma reportagem sobre a disputa pelo ouro, entre Brasil e USA, na modalidade Futebol Feminino. Seria uma reportagem normal, se não fosse a minha consciencia pesada pelo que escrevi ontem.

É verdade! Fiquei com a consciencia pesada porque citei ontem os momentos mais emocionantes do Pan e até citei a medalha de ouro das meninas, mas o ponto mais importante passou em branco.

Trata-se a forma com que o time do Brasil entrou em Campo: os dois times em fila no túnel de acesso ao campo do Maracanã, as Norte-americanas caladas, concentradas e as brasileiras… cantando! Cantando Ivete Sangalo… "Poeira…, poeira…, levantou poeira…"

Só isso? É! Tudo isso… foi o bastante para desconcentrarem as adversárias e trazerem ao seu grupo uma união inédita e diferente. A expressão do outro time olhando aquilo e não entendendo nada foi fantástica: "avisou, avisou, e vi rolar a festa…" E rolou. Deu 5 X 0.

E para não ser novamente injusto, vamos lembrar a primeira medalha de ouro brasileira, conquistada no Taekwondo, por Diogo Silva. Também eu não poderia deixar de parabenizar os dois atletas do Santástico Futebol Clube, de Vila Belmiro: Gustavo Tsuboi (tênis de mesa) e Danielle Zangrando (Judô).

É isso aí! Se a moda pega, amanhã levo um pandeiro pra reunião.

criado por aguinaldocps    23:07 — Arquivado em: comportamento, esportes, música/cultura, opinião pessoal

29/7/07

Pan, Pan, Pan, TAM!!!

Acabei de assistir pela TV a cerimonia de encerramento do Panamericano e isso me inspirou a escrever algo que eu vinha planejando há dias. Aliás, nestes últimos dias eu tenho deixado o Blog um tanto solitário, embora tenho navegado bastante.

E plagiando a minha amiga Picida Ribeiro, resolvi manifestar minha satisfação com o Pan. O Brasil ganhou 54 ouros, 40 pratas e 67 bronzes, num total de 161 medalhas. Foram vitórias em esportes nada tradicionais como Pentatlo, Luta Greco-romana, Polo Aquatico, Badminton ou esgrima. A organização funcionou, os tiroteios nos morros cariocas deram um tempo e nada saiu do normal, a não ser a fuga dos cubanos para a liberdade do mundo.

É verdade que o público vaiou atletas, que as faixas exclusivas para o evento criadas no trânsito do Rio não foram respeitadas, que o Oscar pensou que era da Família Real ao desfilar com arrogancia pela Vila do Pan, mas isso tudo não é nada que não aconteça em outros países. Aliás, nem a fuga dos cubanos, coisa normal em tantos eventos. Diga-se de passagem, a única edição dos Panamericanos que não registrou fuga de atletas cubanos foi a de 1991, em Havana.

Mas a nota triste ficou para o acidente aéreo que aconteceu no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Foi realmente algo lamentável, que faz com que pensemos mais de uma vez ao planejar uma viagem. Como o acidente aconteceu no quinto dia do evento, foi sentido por todos os atletas e turistas presentes.

O que aconteceu não sabemos e nem sabemos se saberemos. Mas o fato é que mudou o noticiário do Bom Dia Brasil. Assim como Os Jogos tiraram o foco do noticiário das costas do Senador Renan Calheiros, o acidente tirou da Pauta de Renato Machado as medalhas que o Brasil havia ganho naquele dia.

De volta aos atletas, foi lindo ver a Jade dar a volta por cima, foi emocionante assistir a vitória de Maurren Maggi, foi palpitante ouvir as meninas do volei de praia narrando sua propria vitória. Também foi belo torcer pelo futebol feminino, pela Ednancy (que tanto lutou na vida) e foi dez vibrar com a Rebeca na natação.

Pelo lado masculino, o "irmão da Hipólito" deu show na ginástica, assim como o Tiago na natação. Jardel Gragório, Pedro Lima e Fabio Gomes também merecem lembrança e também Ricardo e Emanuel.

Mas os momentos inesquecíveis, seguramente são a Dança do Siri, coreografada pela equipe masculina de Basquete, depois de vencer a final contra Porto Rico, a tensão de Bernardinho ao lado da quadra na semifinal contra a Venezuela e, por fim, a arrancada de Frank Cladeira, motivado por alguns ciclistas que diziam "tá perto, tá perto, tá perto", se referindo a pouca distância que o separava do Gualtemalteco que até então liderava a prova.

Caros atletas, famosos ou anônimos. Que esses jogos sirvam de incentivo a vocês. O esporte traz orgulho ao país e une os brasileiros, assim como une amigos, empresas e até bairros. Um ex gerente que eu tive contava que quando ele sentia sua equipe de trabalho desorganizada, ele marcava um futebol no domingo, contra o departamento vizinho. Geralmente unia o grupo, que passava a trabalhar melhor na semana seguinte.

Nem o acidente com o avião da TAM (mais um acidente com a TAM) vai conseguir parar essa massa! E que Deus nos segure no ar.

criado por aguinaldocps    20:45 — Arquivado em: esportes, mundo moderno, opinião pessoal, política

26/7/07

Uma grande Crise mundial

Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorro-quente. Não tinha rádio e, por deficiência de vista, não podia ler jornais, mas, em compensação, vendia cachorro-quente de qualidade. Colocou um cartaz na beira da estrada, anunciando a mercadoria, e ficou por ali, gritando quando alguém passava: "Olha o cachorro-quente especial!"

E as pessoas compravam. Assim, ele aumentou os pedidos de pão e salsichas, e acabou construindo uma boa mercearia. Como as vendas continuavam em alta, ele criou um cardápio com diversos tipos de lanche. Aproveitou para melhorar a casa em que morava e pode dar a oportunidade ao filho de estudar na cidade grande.

Depois de algum tempo, nas férias, o filho que estudava na Universidade, veio para ajudá-lo a tocar o negócio, e alguma coisa aconteceu. O filho disse: "Papai, o senhor não tem ouvido o rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria, e a situação internacional é perigosíssima! As empresas estão diminuindo investimentos, é hora de economizar ao máximo." Diante disso o pai pensou: "Meu filho estudou na Universidade! Ouve rádio e lê jornais, portanto, deve saber o que está dizendo!" E então reduziu os pedidos de pão e salsichas com medo que houvesse sobras. Deixou de chamar vendas em voz alta, convencido que em tempos de crise isso seria inútil. Não mais colocava o cartaz à beira da estrada todos os dias. As vendas foram caindo gradativamente e ele disse ao filho, convencido: "Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria!"

criado por aguinaldocps    13:05 — Arquivado em: comportamento, fábulas, outros autores

25/7/07

Minha equipe descobre O Segredo

A reunião comercial das minhas empresas, no dia 14 de julho, em Campinas, reuniu as equipes das três unidades para uma sessão de cinema. Foi usado como tema o filme "O Segredo", do diretor Drew Heriot, baseado no livro de mesmo nome, de Honda Byrne.

Segundo a narrativa, fragmentos de um grande segredo foram encontrados nas tradições orais, na literatura, nas religiões e filosofias ao longo dos séculos. Pela primeira vez, todas as peças do segredo se juntam numa revelação incrível que transformará a vida de todos que o vivenciarem. Neste filme, o espectador aprende como usar o segredo em cada aspecto da sua vida - dinheiro, saúde, relacionamentos, felicidade, e em cada interação que você tem no mundo, alé, de começar a entender o poder oculto e inexplorado que existe dentro de você e esta revelação pode lhe trazer muita alegria em cada aspecto de sua vida. O Segredo contém a sabedoria de mestres contemporâneos, homens e mulheres que o usaram para alcançar saúde, riqueza e felicidade. Ao aplicar o conhecimento de O Segredo, eles trazem à tona, histórias extraordinárias para curar doenças, adquirir riquezas, superar obstáculos e alcançar o que muitos considerariam como impossível.

O sucesso de O Segredo é tão grande que superou a marca de quatro milhões de livros vendidos em dois meses, pouco depois de seu lançamento oficial e, conseqüentemente, foi destaque em respeitadas publicações incluindo o The Wall Street Journal, Chicago Sun-Times, USA Today, Newsweek e o The New York Times Sunday Style section. Também apareceu no topo de várias listas best sellers, incluindo The New York Times, USA Today e o Wall Street Journal.

A idéia de apresentar o filme em reunião foi do meu colega de trabalho da unidade Jundiaí, Gerson Galvão, que trouxe a sugestão e eu gostei da idéia e preparei o trabalho. "O tal Segredo não é tão segredo assim, pois já trabalhamos com a lei da atração desde quando comecei nessa profissão. Porém, o filme traz tudo isso numa linguagem muito interessante e cheio de ilustrações que ajudará nossa equipe a mentalizar mais claramente o sucesso".

O filme foi assistido por 15 pessoas, todas da área comercial. Já minha outra colega, a Shislene Oliveira (TAQ) relata que foi muito bom ter assistido ao filme. Segundo ela, foi mais uma oportunidade de ouvir de outras pessoas que quem pensa positivo tem resultados melhores. "Sentimento gera comportamento que gera resultados, nós já sabíamos disso".

Além do filme de hoje, em outras oportunidades DVDs foram usados como temas de reunião, como os casos de "Monstros S/A" e "O Diabo Veste Prada". Os resultados sempre são muito positivos.

criado por aguinaldocps    12:35 — Arquivado em: curiosidades, histórias pessoais, opinião pessoal, projetos na Uptime

24/7/07

A culpa é da Vaca

Quando se promovia a exportação de artigos de couro colombianos para os Estados Unidos, um pesquisador da firma Monitor decidiu entrevistar os representantes de dois mil importadores na Colômbia. A conclusão da pesquisa foi determinante: os preços de tais produtos estavam altos e sua qualidade muito baixa.

O entrevistador se dirigiu, então, aos fabricantes para ouvir suas opiniões sobre tal conclusão. Recebeu esta resposta: Não é culpa nossa; os curtumes têm uma tarifa de 15%, para impedir a entrada de couros argentinos.

Procurou então o pesquisador os proprietários dos curtumes e lhes fez a mesma pergunta. E eles responderam: A culpa não é nossa; o problema é dos matadouros, porque tiram couros de má qualidade. Como a venda da carne lhes oferece lucros maiores com menor esforço, pouco se importam com os couros.

Em seguida, o pesquisador, armado com toda a sua paciência, foi aos matadouros. Neles, lhe disseram: Não é culpa nossa; o problema é que os criadores de bois gastam muito pouco com venenos contra carrapatos e, além disso, marcam as rezes por todo o corpo, para evitar que sejam roubadas, numa prática que prejudica os couros.

Finalmente, o pesquisador decidiu visitar os criadores. E eles disseram: Não é culpa nossa; essas vacas estúpidas se esfregam no arame farpado para aliviar-se das picadas dos carrapatos e marcam todo o couro.

A conclusão do pesquisador estrangeiro foi muito simples: “Os produtores colombianos de carteiras de couro não podem competir no mercado dos Estados Unidos porque suas vacas são estúpidas”.

(Publicado pelo Prof. Fernando Cepeda no jornal El Tiempo, da Colômbia, e reproduzido em “La Culpa es de la Vaca”, de Jaime Lopes Gutierrez Y Marta Inês Bernal Trujillo.)

criado por aguinaldocps    13:29 — Arquivado em: fábulas, outros autores

19/7/07

Na carpintaria…

Produzindo móveis com qualidade pelo espírito de equipe:

Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha reunião. Foi uma reunião de ferramentas para tirar as suas diferenças.
O martelo exerceu a Presidência, entretanto lhe foi notificado que teria que renunciar.
Por quê? Fazia demasiado ruído. E, também, passava o tempo todo golpeando.
O martelo aceitou a sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso.
Disse que ele necessitava dar muitas voltas para que servisse para alguma coisa.
Ante ao ataque, o parafuso aceitou também, mas na sua vez pediu a expulsão da lixa.
Fez ver que era muito áspera em seu tratamento e sempre teria atritos com os demais. A lixa esteve de acordo, com a condição que também fosse expulso o metro, que sempre ficava medindo aos demais segundo sua medida, como se fora o único perfeito. Nisso entrou o carpinteiro, colocou o avental e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.
Finalmente, a grossa madeira inicial se converteu em um lindo móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a reunião recomeçou.
Disse o serrote: “Senhores, se há demonstrado que todos temos defeitos, entretanto o carpinteiro trabalha com nossas qualidades”. Isto é o que nos faz valiosos. Assim, superemos nossos pontos negativos e concentremos-nos na utilidade de nossos pontos positivos.
Todos concluíram então que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para afinar e limar a aspereza, e observavam que o metro era preciso e exato. Sentiram-se então uma equipe de PRODUZIR móveis de QUALIDADE.
Sentiram-se felizes com suas fortalezas e por trabalharem juntos.

criado por aguinaldocps    14:34 — Arquivado em: fábulas, outros autores

17/7/07

Inteligência para a coisa errada

Um provérbio Árabe:

“Quando se quer algo de verdade, encontra-se sempre uma maneira de fazê-lo. Quando não se quer tanto assim, encontra-se sempre uma desculpa para não fazê-lo”.

Percebemos que a tecnologia ajuda muito a produtividade nas empresas, mas também atrapalha. A internet trouxe a possibilidade das pessoas economizarem tempo e fazerem mais coisas em um período menor, mas a mesma internet é um convite aos vícios, que diminuem a tal concentração do profissional e, consequentemente, a produção.

E eu estava ontem ouvindo uma pessoa me contar alguns casos que acontecem em sua empresa, como o exemplo de uma garota que passa o dia reclamando dos problemas insoluveis que vive. Passa o tempo todo no orkut, bisbilhotando a vida do ex-namorado, buscando saber com quem ele conversa ou quem são suas amigas.

Com isso, sabemos que o trabalho fica todo comprometido, pois além da concentração da pessoa ser mínima no trabalho, as outras pessoas que estão ao seu lado vivem todos os seus problemas. Se torna muito difícil conviver ao lado de uma pessoa que só narra problemas e não se envolver com eles.

Devido a essa rotina, há alguns dias a empresa restringiu o uso da internet, limitando-a somente a alguns sites de uso profissional e ao e-mail da empresa. Cada profissional continua tendo acesso a um endereço eletrônico, mas o orkut foi bloqueado.

Quando se achava que o problema de concentração da garota estava resolvido pelo menos enquanto ela estivesse no escritório, nota-se que a mente brilhante de uma pessoa extremamente criativa encontra sempre uma solução: uma amiga, em outra empresa, entra no orkut de hora em hora e “printa” a tela de recados, enviando posteriormente por email, para que seja observada pela outra. Como a amiga tem a senha, elas trocam emails que são respondidos e publicados no site (orkut) durante todo o dia.

O ponto mais incrível é que, com tanta criatividade, a moça não consegue resolver seus milhões de problemas pessoais. Percebemos que essa inteligência que ela tem somente funciona para aquilo que ela realmente quer. Para o que não quer, tem sempre uma desculpa.

criado por aguinaldocps    13:29 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, mundo moderno, opinião pessoal

11/7/07

Porque o Vampeta pode e a Ana Paula não?

Eu continuo achando que a Auxiliar de Arbitragem, Ana Paula de Oliveira é vítima de preconceito e machismo. Um dia desses já postei sobre este assunto. ( http://aguinaldocps.blog.terra.com.br/ana_paula_de_oliveira_x_machismo#comments

E volto ao têma devido ao fato dela ter pousado nua para a Playboy.

Não vi as fotos ainda, mas também não é minha intenção opinar quanto a beleza da moça ou qualidade das fotos. Mas, num flash pela TV percebi que  ela segurava uma bola de futebol.

A polêmica toda é por conta da ameaça de que ela seja excluída do quadro da FIFA devido a ter mostrado a "perseguida" na revista. Em sua defesa, Ana Paula diz que quem pousou para essas fotos foi a pessoa e não a bandeirinha.

Mas eu não concordo com esse argumento, já que ela foi fotografada sob o têma futebolístico. Além do mais, ela somente foi convidada a fotografar por ser celebridade e isso devido a ter ficado conhecida com o futebol.

Mas, também não concordo que por esse motivo ela seja expulsa do quadro de árbitros da FIFA. Outros árbitros fizeram coisas muito mais absurdas e continuaram a trabalhar, como o exemplo do Márcio Resende de Freitas, que além de ter prejudicado Santos e Inter nos Nacionais de 95 e 2005, respectivamente, tinha uma empresa de materiais esportivos e fazia propaganda de sua marca em campo.

Jogadores também se metem em uma série de outros assuntos e nem por isso são excluídos do futebol. Vampeta, Dinei, Roger e mais alguns atletas mostraram o "bigulim" numa revista gay e estão aí, jogando. E não tem nada de diferente, por eles serem atletas e ela, da arbitragem. Árbitro não é juiz, é árbitro.

Finalizando, deixem a Ana Paula trabalhar!

criado por aguinaldocps    12:56 — Arquivado em: comportamento, opinião pessoal, preconceito racial

10/7/07

O Efeito Romeu e Julieta

Efeito Romeu e Julieta

Romeu e Julieta é uma das maiores obras da literatura mundial, tendo sido traduzida para vários idiomas. Foi escrita no século XVI pelo escritor inglês William Shakespeare e há centenas de adaptações teatrais e cinematográficas da obra.
O enredo passa-se em Verona e trata os amores de um casal (Romeu e Julieta), que apesar de serem provenientes de famílias rivais, se apaixonam um pelo outro. Com a ajuda de um amigo de Romeu, Frei Lawrence, casam-se secretamente. O pai de Julieta, que não sabia do seu casamento com Romeu, resolve casá-la com um jovem chamado Paris. Desesperada, Julieta pede ajuda a Frei Laurence, que a aconselha a concordar com o casamento. Diz-lhe que na manhã do casamento Julieta deverá beber uma poção que ele lhe vai preparar. A poção fará com que Julieta pareça morta e ela será levada para o jazigo de família. Então o Frei mandará Romeu para a salvar. Julieta faz tudo o que o Frei a manda fazer e é deixada no jazigo, tal como estava previsto. Antes que o Frei possa falar com Romeu, este ouve a notícia da morte de Julieta. Desfeito de dor, Romeu compra um frasco de veneno e vai até ao jazigo onde se encontra Julieta para morrer ao lado da sua amada. Já dentro do jazigo, Romeu bebe o veneno e morre. Momentos depois, Julieta acorda e vê a seu lado, o corpo morto de seu marido. O Frei entra e conta a Julieta o que se passou. Inesperadamente, Julieta pega o punhal de Romeu e se mata, pois já não tem motivos para viver.

O que acontece em muitas empresas é a mesma coisa. Não com o amor entre duas pessoas, mas sim com os desentendimentos. Assim como Romeu se matou ao pensar que Julieta estava morta e ela fez o mesmo ao vê-lo sem vida, as pessoas tomam atitudes impensadas ao presumirem a atitude ou intenção de outros.
E é justamente essa atitude que gera 90% dos conflitos nas empresas. Pessoas “ficam sabendo” da atitude ou intenção de outro e a partir daí passam a trata-lo mal ou com indiferença. O outro, por sua vez, sem saber o motivo de estar sendo maltratado, revolta-se e inicia também um ataque, o que passa cada vez mais a justificar a atitude do primeiro.
João ficou chateado porque Antonio não o cumprimentou, sendo assim passou a ignorar o amigo. Antonio se sentiu mal ao ser ignorado e passou a falar que João seria arrogante. Ao saber das maledicências, João xingou Antônio, que indignado armou um plano para prejudicar o inimigo na empresa. Avisado João bateu em Antônio, que revidou fervorosamente e ambos se prejudicaram.
Tudo poderia ter sido diferente se João perguntasse a Antonio o motivo de não tê-lo cumprimentado. Talvez Antonio respondesse que não o viu e se desculpasse imediatamente. Antonio também poderia perguntar a João o motivo de estar ignorando-o, o que resolveria o problema com meia dúzia de palavras. Mas nem um nem outro optou por pensar positivamente, mas sim preferiram os dois tirarem a pior conclusão.
Há ainda, alguns casos onde Antonio perguntaria a João o motivo das suas atitudes e este simplesmente responderia com um arrogante e displicente “NADA” ou mesmo “VOCÊ SABE” e continuaria com as mesmas atitudes. Ou seja, não adianta somente um lado ser ponderante, mas também o outro.
Seria tão bom se as pessoas se comunicassem. Depois de mais de 20 anos convivendo em empresas, já fui aprendiz, funcionário, chefe, executivo e patrão. Já me vi revoltado, indignado, vítima. Já fui João, já fui Antonio e todos os outros personagens. Em todos os casos, se houvesse tido uma conversa antes, um entendimento…
Mas ainda aproveitando uma outra obra de Shakespeare, foi assim (por um mal entendido) que Otelo matou Desdemona e, como conseqüência de seu erro, também se matou.

criado por aguinaldocps    12:39 — Arquivado em: comportamento, opinião pessoal

9/7/07

A Revolução Constitucionalista de 1932

Eu já me declarei aqui contrário a muitos feriados, inclusive a este de hoje (o Estado de São Paulo comemora a Revolução Constitucionalista de 1932). Sou contrário porque acredito que poderíamos comemorar uma data importante sem ter que deixar de trabalhar. Afinal, a maioria das pessoas está dormindo, há uma hora dessas, enquanto, se estivessem em suas rotinas normais de segunda-feira, teríamos mais proximidades com o verdadeiro motivo que levou São Paulo ao campo de batalha.

A verdade é que a maioria dos Paulistas nem sabe a que se refere o feriado de hoje. Em Campinas, no bairro Cambuí, por exemplo, há a Rua MMDC. Há alguns meses eu conversava com uma senhora moradora dessa rua, que me perguntava se eu via sentido em darem a sua rua o nome de uma expressão matemática, o mínimo multiplo denominador comum.

Outros ainda ironizam o fato de São Paulo comemorar uma Guerra da qual saiu derrotado. Mas poucos consideram que essa revolução foi o primeiro passo para a democracia voltar ao Brasil.

Aproveitei aqui para descrever um breve resumo da história: (abaixo, uma foto do Krupp75, o canhão usado na época)

Quando Getúlio Vargas subiu ao poder, após o golpe de 1930, não respeitou a autonomia de São Paulo, nomeando um Interventor de fora, não conservando seu Presidente (nessa época os governadores eram denominados Presidentes).

Isso desgostou todos paulistas, sobretudo os dirigente do Partido Republicano Paulista (PRP) que não se conformavam com o fato de São Paulo estar sendo comandado por um estranho".

Foi desencadeada uma grande propaganda contra o governo federal, com os lemas: "São Paulo dominado por gente estranha!"; "São Paulo conquistado"; "Tudo pela Constituição" ou "Convocação imediata da Constituinte". O Interventor João Alberto pediu demissão. Getúlio nomeou então um paulista, o diplomata Pedro de Toledo, mas era tarde, os ânimos estavam exaltados. São Paulo tinha um Interventor paulista e civil, mas a situação não se acalmou.

No dia 25 de janeiro de 1932, aniversário da cidade de São Paulo, houve um imenso comício na Praça da Sé, colorido com bandeiras de São Paulo. Partidos políticos que eram rivais estavam unidos. O descontentamento foi aumentando e o povo se revoltou. Em 22 e 23 de maio, estudantes e populares queimaram e empastelaram as redações dos jornais ditatoriais e, nesse conflito, foram mortos quatro estudantes de Direito: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo. O nome dos quatro serviu para no futuro designar o movimento paulista: MMDC. O primeiro a morrer foi Camargo, justamente o estudante que era casado e pai de três filhos.

A idéia de revolução tomou conta de todos, sem distinção de classe social. Ninguém podia ficar neutro: ou era a favor ou contra São Paulo! Não se admitia a neutralidade. Enfim, todos eram a favor.

São Paulo estava confiante da vitória, pois contava com o apoio dos militares de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Mas somente Mato Grosso manteve-se leal a SP. O comandante da Revolução era o general Isidoro Dias Lopes, apoiado fortemente pelo contingente de Mato Grosso, comandado pelo general Bertoldo Klinger.

Médicos, engenheiros, químicos, estudantes, operários, padres, freiras, colégios, comerciantes, empresas, associações, indústrias, donas-de-casa, formaram a solidariedade pública. Todos acorreram em massa ao chamado da Revolução. Era a mobilização de todos os recursos humanos e materiais.

Foram realizados verdadeiros prodígios de técnica, produzindo munição de infantaria, morteiros pesados e leves, granadas de mão e de fuzil, máscaras anti-gases, lança-chamas, etc. Foram blindados trens, automóveis, e montados canhões pesados sobre vias férreas.

No dia 9 de julho de 1932, o Interventor Pedro de Toledo telegrafava ao ditador Getúlio Vargas: "Esgotados os meios que ao meu alcance estiveram para evitar o movimento que acaba de se verificar na guarnição desta Região ao qual aderiu o povo paulista, não me foi possível caminhar ao revés dos sentimentos do meu povo". Começava a Revolução Constitucionalista.

Nos poucos meses de conflito, São Paulo viveu um verdadeiro esforço de guerra. Não apenas as indústrias se mobilizaram para atender às necessidades de armamentos, mas também a população se uniu na chamada Campanha do Ouro para o Bem de São Paulo. Pela primeira vez buscavam-se iniciativas não apenas militares para romper o isolamento a que o estado fora submetido. Faltou, no entanto, a esperada adesão das forças mineiras e gaúchas.

Isolado, o movimento fracassou. Em 1º de outubro de 1932 foi assinada a rendição que pôs fim à Revolução Constitucionalista. Enquanto os principais líderes tiveram seus direitos políticos cassados e foram deportados para Portugal, o general Valdomiro Lima – gaúcho e tio de Darcy Vargas, mulher de Getúlio – era nomeado interventor militar em São Paulo, cargo em que permaneceria até 1933.

criado por aguinaldocps    9:45 — Arquivado em: curiosidades, opinião pessoal, política
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