Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

31/5/07

Mais de 20.000 acessos

Este post tem somente o objetivo de comemorar uma marca. São mais de 20.000 acessos desde janeiro de 2006. Acredito ser uma marca interessante. Hoje foram 107 visitas.

Para acessarem as estatísticas, cliquem no,link abaixo:

http://blog.terra.com.br/blog.php?stub=aguinaldocps&disp=stats

 

criado por aguinaldocps    22:22 — Arquivado em: Sem categoria

30/5/07

Ana Paula de Oliveira X Machismo

Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo ontem na sua entrevista coletiva após o seu time ser eliminado pelo Figueirense na Copa do Brasil, desceu o verbo na Ana Paulla de Oliveira, com coisas do tipo: mulher não apita em Copa do Mundo, em jogos decisivos na Europa, que ela deveria estar naqueles dias e outros absurdos mais.

Ela errou? Sim. Foi a primeira vez? Não. Ela é ruim? Não. Há exageros no seus erros? Sim.

Esse machismo é ridiculo, coisa ultrapassada e sem propósito, Que sejam criticados os seus erros, mas não com argumentos preconceituosos. O Armando Marques cometeu erros muito piores, como anular um gol legítimo do Leivinha de cabeça numa final de Paulistão contra o São Paulo, onde só ele enxergou que foi com a mão. Errou a contagem de penaltis numa final também de campeonato paulista onde Santos e Portuguesa tiveram de dividir o título. E esse árbitro é até hoje endeusado.

Mais recentemente, o mesmo Botafogo do Sr.Montenegro ganhou o Brasileirão de 95 contra o Santos com uma arbitragem para lá de desastrosa do Márcio Rezende de Freitas, esse mesmo que não deu um escandaloso penalti na partida Corinthians e Internacional em 2005 e ainda por cima expulsou o Tinga.

O Edílson Pererira de Carvalho dispensa comentários. Na semana retrasada no mesmo Maracanã, o Carlos Eugênio Simon deixou de dar um clamoroso penalti a favor do Atlético-MG no final da partida e o Galo foi eliminado.O pior, é que o lance foi na sua frente e não havia sequer um jogador obstruindo sua visão.

Enfim, o Botafogo foi eliminado. A Ana Paula de Oliveira errou, mas no primeiro gol anulado, á primeira vista, eu também achei que ele estava impedido, mas no replay concordei que ela se equivocou. Porém, o o grande erro foi a anulação do segundo gol. Mas os argumentos machistas são ridículos. Por que com o Simon não teve a mesma repercussão????

*texto colado do site "curtinhas da bola".

 

*leia também: http://aguinaldocps.blog.terra.com.br/porque_o_vampeta_pode_e_a_ana_paula_nao

criado por aguinaldocps    9:11 — Arquivado em: curiosidades, esportes, outros autores, preconceito racial

29/5/07

Cabeçudo

Dizem que aconteceu em Ubá, cidade do interior de MInas Gerais. 

Tinha na cidade um cara cujo apelido era cabeçudo. Nascera com uma cabeça grande, dessas cuja boina dá pra botar dentro, fácil, uma dúzia de laranjas. 
Mas, fora disso, era um cara pacato, bonachão e paciente. Não gostava, é 
claro, de ser chamado de cabeçudo, mas desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer que o encontrasse, lhe dava uma palmada na cabeça e perguntava:
- Tudo bom, cabeçudo? 
O cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele. Um dia, depois do milésimo tapinha na cabeça, o cabeçudo meteu uma faca no engraçado e matou ele na hora.

A família da vítima era rica, a do cabeçudo, pobre. Não houve jeito de encontrar um advogado para defendê-lo, pois o crime tinha muitas testemunhas. Depois de apelarem para advogados de Minas e do Rio, sem sucesso, algum resolveram procurar o Zé Caneado, um advogado que há muito tempo deixara a profissão, pois, como o próprio apelido indicava, vivia de porre. Pois não é que o Zé Caneado aceitou o caso, e passou a semana anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca! Na hora de defender o cabeçudo, ele começou sua sua peroração assim:

- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri. 
Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu: 
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri. 
Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz: 
- Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa. 
Zé Caneado, porém, fingiu que não ouviu e: 
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri. 
E o promotor: 
- A defesa está tentando ridicularizar esta corte! 
O juiz: 
- Advirto ao advogado de defesa que se não apresentar imediatamente os 
seus argumentos… 
Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu: 
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri. 
O juiz não agüentou: 
- Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a 
Justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui para fora antes que eu mande prendê-lo.
Foi então que o Zé Caneado disse: 
- Se por repetir apenas algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o 
promotor é honrado e que os membros do júri são dignos, os senhores me 
ameaçam de prisão, pensem na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias de sua vida, foi chamado de cabeçudo?
O cabeçudo foi absolvido e o Zé voltou a tomar suas cachaças em paz. 
 
Mais vale um bêbado inteligente do que um alcoólatra anônimo!

*texto de Hugo Nanni

criado por aguinaldocps    17:11 — Arquivado em: outros autores, política, preconceito racial

25/5/07

Vinho Alentejano com kibe e Mario Prata

Saí da empresa às 6 e meia junto com a Paula. Eu pedi pra ela passar me pegar, mesmo considerando que estavamos cada um com um carro. Então fomos embora, ela na frente eu eu atrás. Uma ranger deu uma fechada inexplicavel nela. Mas tudo certo. Chegamos em casa e ela reclamando que estava indisposta, foi pra cama. Ligou a TV, mudou alguns canais e parou no "friends".

Eu fui pra cozinha. Fooome!!! Achei um pacotinho de kibe congelado. Li o "modo de preparar" e descobri que nem precisava fritar. Coloquei no forno eletrico (aqueça o forno a 270 graus por 5 minutos…) e depois de mais de meia hora estava pronto. Enquanto isso, na sala de justiça, a Paula já estava dormindo, de roupas e sapatos…

Peguei um vinho na geladeira, lambuzei os kibes com mostarda amarela e catei um livro do Mario Prata (que eu já havia lido duas vezes). Comecei a comer os kibes e a lr as cronicas do "Pratinha". Impressionante como Mario Prata me motiva. Eu sinceramente queria ser como ele, menos no time, pois o "mané" é corinthiano.

O vinho era um tinto Alentejano, Terras D’el Rey. Adoro vinhos portugueses. Aprendi a apreciar com um amigo lisboense que mora aqui em Jundiaí. Ele me apresentou o Messias, daí por diante comecei a provar outros. Os kibes de frango, menos colesterol… Será?

Eu sempre pensei o que significaria a palavra "Alentejo". Presumi que fosse uma região além do Rio Tejo, mas uma amiga dizia que não era. Pois então fui pesquisar e descobri que o Rio Tejo nasce na Espanha e atravessa Portugal desaguando no Atlântico. Lisboa fica no litoral e a região Alentejana ao Sul do rio, onde compreende integralmente os distritos de Portalegre, Évora e Beja, e as metades sul dos distritos de Setúbal e de Santarém. Significa que para quem está ao Norte, Alentejo é sim além do Tejo, como não??? Dizer que não é coisa de lisboense, pois Lisboa fica a Oeste.

Enfim, nunca comi tão devagar. Comecei a reler o "100 crônicas" e relembrei as hilárias passagens do "Carneirinho", do Cony, da Maria Lidia. Mario Prata ama São Paulo, inclusive a Marginal congestionada. Ele questiona quem terá sido a bela Angelica, que virou nome de Avenida em Santa Cecília. E o vinho combinou, pois "Pratinha" morou em Portugal.

As meninas me ligam lá da empresa para me darem informações sobre o dia. Eu costumo dizer que trabalho 24 horas por dia. Lembro-me do Mario Covas (outro Mario) falando isso: "Sou governador de São Paulo 24 horas por dia…" Ele queria dizer que um cidadão normal podia bater cartão, ir embora e esquecer o trabalho, mes ele não. Nem eu! Atendo ao celular normalmente, a Paula já se acostumou. As vezes ela reclama "Ah, esse radinho!!!" Mas é assim.

Algum tempinho depois estava eu sentado na cebeceira da cama, um frio!!! E com o notebook no colo, 3 cobertores e os pés gelados, assistindo "Os Simpsons" e escrevendo este post. A Paula? Dormindo… de sapatos.

Boa noite!

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PS: A Paula acordou e me perguntou o que eu estava fazendo. Respondi "NADA". Ela disse "ai, que cheiro de kibe". Pois é, acabou! Quer vinho? Tenho mais um portuga na adega.

criado por aguinaldocps    21:41 — Arquivado em: curiosidades, histórias pessoais

Finíssima Incompetência

O cidadão chegou três horas mais cedo no balcão da companhia aérea no Rio para garantir um lugar prometido na fila 26, a da saída de emergência com aquele espaço precioso para esticar a perna. Levava até um e-mail da companhia garantindo o lugar 26- A.

A funcionária consultou o computador: "Negativo. Este assento já foi tomado em São Paulo."

Era um vôo Rio - São Paulo - Nova York. Vamos dizer que a empresa se chama Transportes Aéreos Medíocres.

"Tem lugar na executiva?" O cidadão ia trabalhar cedo em Nova York. Queria chegar quase inteiro.

"Na executiva tem. O sr. pode fazer um upgrade ali na loja." Ela conferiu o número de milhas. 40 mil, mais que suficiente para o upgrade.

O cidadão entra na fila. O funcionário sorridente e cordial examina a passagem. "Este seu bilhete vale 30 dólares e não dá direito a upgrade. Se quiser viajar de executiva vai custar 3.740 dólares". O cidadão levou um choque pelo preço absurdo e porque tinha pago mil dólares pela passagem.

Reagiu em silêncio, com os olhos nos olhos do funcionário. Deixou o tempo passar. Nenhum dos dois piscou. O funcionário sorria.

O cidadão disse uma grosseria imensa e impublicável ao funcionário. Ele levou um choque mas não perdeu a compostura.

"Sinto muito", disse ele, devolvendo o bilhete.

O cidadão quis ver o supervisor. Veio outro jovem cordial e sorridente. Ouviu o caso e abriu o jogo.

"Nem se pagasse os 3.700 o senhor viajaria. O vôo de hoje está overbooked. O sr. vai amanhã no vôo diurno".

"Negativo". O trabalho em Nova York não podia ser adiado. Envolvia mais gente e um prazo final.

Depois de 2 horas e 10 minutos no balcão, o cidadão foi colocado num vôo que exigia troca de avião em Miami e chegaria em Nova York por volta do meio-dia.

O supervisor ofereceu ao cidadão o telefone de uma sala da empresa que se dispunha a escrever uma carta explicando o "overbooking".

"Em português ou inglês?" perguntou a funcionária.

"Nas duas línguas, por favor." Nenhuma das duas cartas falava em overbooking e, estranhíssimo, uma dava explicação diferente da outra. Uma era operacional, outra culpava o tempo.

Ele comentou as disparidades com a funcionária e perguntou: "vocês nunca são processados?"

Sorrindo, sempre gentil, explicou que às vezes processam, mas sempre perdem.

"No Brasil, o Sr. sabe, não vale a pena."

Na sala, o cidadão descobriu que tinha companhia na miséria.

Uma gringa pesada e brava entrou na sala para usar o telefone e avisar o patrão em Nova Jersey que ia chegar muito tarde no trabalho.

"Porque vocês torturra tanto os passagerras?" pergunta ela aos funcionários sorridentes e conta sua via sacra pelos aeroportos brasileiros.

No avião para Miami, ela estava na último assento da fila 38 - eu na da frente, no corredor. Ela mal cabia na cadeira e descobriu que não reclinava.

Deu um piti colossal, meio em inglês, meio em português. Toda cabine ouviu em silêncio. Uma comissária sorridente, cheia de desculpas, levou a gringa para outra cadeira.

A moça que estava no corredor ao meu lado ficou feliz, não pela saída da gringa, mas porque ela podia colocar uma sacolona no lugar vago pelo piti. Mas a alegria dela durou pouco.

"Esta sacola não pode viajar aí", disse uma comissária abrindo o compartimento de malas de cima.

"Esta é minha filha Samanta, disse a passageira". Abriu o zíper e mostrou uma gata gigantesca, bonachona.

"Se você colocar minha filha aí em cima eu vou dar um piti maior do que o da gringa. Experimenta pra você ver."

Lá se foram a passageira com a Samanta e a comissária sorridente para a frente da cabine.

O cidadão chegou esbodegado em Nova York e, naquele dia mesmo, tentou fazer uma transferência de dólares do Citibank para a Caixa Econômica Federal, em Belo Horizonte.

Depois de três dias e horas no telefone com o Brasil, descobriu que não era possível, mas nunca conversou com tanta gente fina, cordial e incompetente no telefone.

Parece que o Brasil não precisa de dólares, mas esta história fica para outro dia.

Texto de LUCAS MENDES

criado por aguinaldocps    13:09 — Arquivado em: curiosidades, mundo moderno, outros autores, política

Resolvendo Problemas

O sujeito vai ao psiquiatra. 

 - Doutor - diz ele - estou com um problema. Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima. Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco! 
 
- Deixe-me tratar de você durante dois anos - diz o psiquiatra - Venha três vezes por semana, e eu curo este problema. 
 
- E quanto o senhor cobra? - pergunta o paciente. 
 
- R$ 120,00 por sessão - responde o psiquiatra. 
 
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito. 
 
Passados seis meses, eles se encontram na rua. 
 
- Por que você não me procurou mais? - pergunta o psiquiatra. 
 
- A 120 paus a consulta? Um sujeito num bar me curou por 10 reais. 
 
- Ah é? Como? - pergunta o psiquiatra. 
 
O sujeito responde: 
 
- Por R$ 10,00 ele me sugeriu cortar os pés da cama… 
 
Muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples!

criado por aguinaldocps    10:43 — Arquivado em: fábulas, outros autores

24/5/07

Nó de gravata

Há algum tempo conversei com um estagiário numa empresa que visitei. Ele chegou com a gravata na mão e desesperado pediu que alguém fizesse o nó, já que ele, não havia meios de aprender. Eu fiz essa gentileza.

No dia seguinte lá estava eu novamente um pouco antes dàs 8h. Chega o mesmo garoto com uma outra gravata na mão, já em minha direção, certo que eu o ajudaria novamente. Só que eu me neguei.

Perguntei quais eram seus objetivos profissionais e ele respondeu que estudava administração e estava no segundo ano. Repeti a pergunta alegando que eu questionei uma coisa e ele respondeu outra. Então ele me disse que pretendia trabalhar em alguma multinacional, mas que não estava descartada a hipótese de partir para o mercado financeiro.

O assunto rendeu e chegamos a conclusão que uma pessoa como ele, que estuda administração, inglês, está tirando habilitação para poder dirigir e que quer crescer tem que estar preparada para as coisas mais simples, pois não seria nada engraçado ele ser aprovado para uma vaga concorrida numa grande empresa e no primeiro dia chegar com a gravata na mão pedindo para algum novo colega fazer o nó.

Lembrando do estagiário, que sinceramente não sei por onde anda, resolvi colocar nesse post dois modelos de "nó de gravata". Acreditem, esse pode ser um diferencial na sua vida. Num processo seletivo com vários candidatos, em caso de empate, a decisão pode sair nos detalhes.

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Para escolher o modelo melhor para você, leve em conta também o tamanho da sua gravata e a sua altura. Uma gravata deve necessariamente ficar na altura do cinto. Se a gravata ficar curta, no meio da barriga ou, ainda se a mesma ficar cumprida, abaixo do cinto, pode "ridicularizar".

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criado por aguinaldocps    9:08 — Arquivado em: histórias pessoais, mundo moderno, opinião pessoal

23/5/07

Ariano Suassuna e José Saramago

Há alguns dias assisti uma entrevista na Globo News com o escritor Ariano Suassuna. Ele é um dos maiores dramaturgos brasileiros. Nascido em 16/06/27 é filho do ex-governador da Paraíba, João Suassuna, que morreu numa cadeia durante a revolução de 1930. Entre tantas obras, Ariano é autor de “Auto da Compadecida”, que virou filme, muito bom por sinal. Nesta entrevista ele, encarnando o papel de intelectual, se declarava um admirador das idéias de Hugo Chaves, presidente revolucionário da Venezuela.

Ontem à noite, já assistindo o Jornal da Globo vi uma chamada sobre a matéria com o autor português José Saramago. Embora dispense apresentações, Saramago é um escritor português galardoado em 1998 com o Nobel da Literatura. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Nasceu na província do Ribatejo, no dia 16/11/22. Saramago é conhecido pelo seu ateísmo, é membro do Partido Comunista Português e famoso por utilizar frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional (aparentemente incorrecta aos olhos da maioria). Os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões nos seus livros: este tipo de marcação das falas propicia uma forte sensação de fluxo de consciência, a ponto do leitor chegar a confundir-se se um certo diálogo foi real ou apenas um pensamento. Muitas das suas "sentenças" ocupam mais de uma página, usando vírgulas onde a maioria dos escritores usaria pontos finais. Da mesma forma, muitos dos seus parágrafos ocupariam capítulos inteiros de outros autores. Apesar disso o seu estilo não torna a leitura mais difícil, os seus leitores habituam-se facilmente ao seu ritmo próprio.

Enquanto todo mundo critica Chaves, o chamam de ditador, de louco, há alguém como Suassuna que o defende publicamente. Para a maioria das pessoas, o Comunismo é algo ainda mais distante da realidade do que o próprio socialismo defendido pelo Venezuelano, mas não na opinião de Saramago.

Quando fala sobre Lula (presidente do Brasil) Saramago diz que esperava muito mais e melhor. Imagino que o mais e melhor que ele esperava é que Lula fizesse o que tem feito Chaves e Cia. Suassuna certamente concordaria com o colega português, afinal, desde sua posse, tudo o que Lula fez foi contrariar seus princípios de sindicalista. Então o que será que leva duas pessoas tão inteligentes, letradas, pensadores que já provaram suas competências intelectuais a terem, de certa forma uma quase concordância? O que levaria pessoas como eles defenderem com tanta clareza idéias completamente inversas ao que a maioria dos brasileiros acredita? Será que o capitalismo é mesmo um grande mal? O que tem esses dois grandes escritores em comum, a não ser o fato de serem intelectuais, nascidos no dia 16 e octogenários?

Eles têm em comum o fato de serem dramaturgos, sonhadores, criadores de personagens. Esses personagens criados por eles agem conforme manda a pena, caneta ou máquina de escrever do autor. Quero dizer que intelectuais como eles jamais seriam bons administradores públicos, porque em seus romances sempre há um final do jeito que o autor planejou, mas na vida real as coisas são menos controláveis.

Portanto, a minha opinião de cidadão normal é que esses dois grandes autores são ótimos como autores. E como ótimos autores vivem um eterno “second life”, um mundo que é só deles. Sou mais Arnaldo Jabor, que se indigna com um mundo mais real.

criado por aguinaldocps    9:51 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, música/cultura, opinião pessoal, política

22/5/07

A Era dos Sonhos

O mundo mudou tanto e tão rápido que hoje pega algumas pessoas de surpresa. É por isso que tem muita gente desempregada, pois o cidadão está acostumado a trabalhar numa determinada profissão e quando vê essa profissão não existe mais. Se ele é uma pessoa adaptável, vai conseguir emprego em outra área e estará tudo bem. Porém se ele ficar se atentando ao passado, será mais um frustrado na vida.
Antigamente uma pessoa iniciava e terminava a carreira na mesma empresa, na mesma profissão. Naquela época as pessoas eram resistentes às mudanças. Hoje as coisas mudam rapidamente e a cada dia novas estratégias empresariais surgem e abrem novas portas aos cidadãos atualizados.
Antigamente vivíamos na ERA DA NECESSIDADE, quando as pessoas compravam tão somente aquilo que iriam usar. Uma senhora dos anos 70 ia ao açougue e comprava 3 bifes: um para ela, um para o marido e outro para o filho. Naquela época, nossas avós faziam a lista de compras e iam ao mercado. De lá trazia somente aquilo que estava na lista, pois a logística do estabelecimento era ruim. Meu avô tinha somente um par de sapatos e só comprava outro quando aquele ficava velho, afinal ele tinha também somente um par de pés. Minha avó tinha somente uma bolsa e isso era o suficiente.
Além disso, naquela época, farmácia vendia só remédio, açougue vendia carne, posto de combustível vendia somente combustível.
Hoje vivemos na ERA DOS SONHOS. O nome faz menção ao quanto as pessoas consomem produtos pelo sonho de ser ou ter. Tudo isso foi facilitado pela tecnologia. Hoje uma senhora do século XXI vai ao Supermercado ou ao Hipermercado e compra carne para todo o mês e congela no freezer de última geração, para descongelar na hora de consumir usando seu micro-ondas novo. Ela também leva uma lista de compras, mas traz muito mais produtos do que estava anotado na lista, pois a logística moderna faz com que os produtos estejam mais a vista do cliente, aguçando o sonho de consumi-los.
A farmácia vende muitas outras coisas além de remédio. O posto de combustíveis vende cerveja, carvão, gelo, bolas de futebol. O Consumidor que vai abastecer acaba tomando uma coca-cola enquanto espera para passar o cartão.
E tudo isso acontece porque os “marketeiros” descobriram que podem deixar os produtos mais a disposição dos olhos dos clientes.

*Texto baseado na palestra “NOVO MILENIO” de Waldez L. Ludvig.

criado por aguinaldocps    11:10 — Arquivado em: comportamento, mundo moderno, opinião pessoal

19/5/07

Não tão bem quanto você mas vou levando

- Oi, como vai, tudo bem?

- "Não tão bem quanto você mas vou levando!"

A frase acima é comumente dita por pessoas invejosas. Mas eu já tenho uma resposta pra isso: eu digo que é normal, afinal estar tão bem quanto eu é difícil mesmo, pois eu sou um cara muito positivo. Mesmo assim eu sinto pena de quem fala isso, pois oculta um sentimento negativo. É uma mistura de frase chocante e marcante com um toque de malandragem e sarcasmo.

Aprendi que inveja se combate com mais vitórias. Quando o vencedor cresce, o perdedor torce contra. Porém às vezes o vencedor se abala com a torcida contrária e deixa de vencer. É tudo que o outro lado quer. A melhor forma de derrubar o invejoso é sumir da sua capacidade de invejar. Algo como: “cresci tanto que o invejoso não consegue mais me enxergar, pois estou acima do que seu sentimento negativo consegue atingir”.

Em nosso trabalho, de área comercial, há que se vencer todos os dias, cada jogo, cada jogada. Em alguns momentos vejo pessoas “abrindo a guarda” devido a algum resultado negativo que possam ter tido. Quando as coisas vão mal, geralmente o profissional passa a buscar soluções paralelas, modificando suas convicções, abrindo mão de princípios e até “prostituindo” o seu trabalho. Mas o que devemos fazer é o contrário, quando vivemos um mau momento, devemos ser mais criteriosos ainda. É aí que não devemos abrir exceções, modificar as características do trabalho e assim por diante.

E se você quiser estar bem, assim como eu, minha sugestão é que trabalhe tanto quanto eu e principalmente, que pense tão positivo quanto eu. Se o fizer, pode ter certeza que a frase título desse posto não te caberá mais.

criado por aguinaldocps    12:21 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, opinião pessoal
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