Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

26/4/07

Guerrilha de Marketing

Recebi um email com essas informações. Se são verdadeiras, sinceramente não tive tempo de verificar. Acho até que essa última não faz parte da tal Guerrilha, pois não é concorrente, mas achei interessante pela curiosidade. Segue então o texto na íntegra, com as fotos correspondentes.

Aguinaldo

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Tudo começa com um anúncio da BMW.

"Parabéns à Audi pela conquista do prémio de melhor carro do ano na África do Sul", diz o texto. E assina : BMW, ganhadora do prémio de melhor carro do ano no mundo!

A Audi não se fez rogada e respondeu, dando os parabéns à BMW pelo prêmio de melhor carro do ano, assinando assim: "Da Audi, vencedora de 6 (seis) 24 Horas de Le Mans consecutivas, de 2000 a 2006".

…acabou? CLARO QUE NÃO!

A Subaru entrou na brincadeira e publicou o seguinte anúncio:  "Parabéns à Audi e à BMW por suas conquistas nos concursos de beleza".  Assinado Subaru, "melhor motor do ano em 2006"!

E quando parecia que ninguém mais ia gastar budget de Publicidade para provocar os outros, eis que veio a Bentley… com uma resposta à altura!

criado por aguinaldocps    10:02 — Arquivado em: curiosidades, outros autores

24/4/07

Cliente que nunca mais volta

Sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.

Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.

Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.

Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama quando a recebe após três semanas somente.

Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.

Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos e espera pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si, ou simplesmente baixam a cabeça e fingem não me ver.

Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se…

Sabe quem eu sou?

Eu sou o cliente que nunca mais volta!

Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua empresa. Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de "CORTESIA".

"Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar."

Sam Walton

Fundador da Wal-Mart, a maior cadeia de varejo do mundo.

foto: funcionário do INSS joga paciencia enquanto há uma enorme fila aguardando atendimento.


criado por aguinaldocps    15:08 — Arquivado em: comportamento, mundo moderno, outros autores

19/4/07

Futebol com artistas não voluntários.

Sou totalmente a favor da era da "Responsabilidade Social". Tenho artigos apoiando, projetos na minha empresa e coisas mais. Porém tenho reparado que algumas pessoas se aproveitam do têma para causas não tão sociais assim.

É claro que essa onda de violência que vivemos hoje no Brasil é resultado do descaso que a sociedade tem com a pobreza, o que aumenta ainda mais a desigualdade social.

Surgem então, algumas ditas almas boas que resolvem fazer eventos e ações sociais. Como se trata de um têma com bom apelo, a maioria das pessoas tem pouca resistência a isso. Então entidades entram em contato com o cidadão, usando técnicas de vendas para pedir contribuições para este ou aquele hospital. Até aí, aceita-se.

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Mas me lembro de uma notícia há alguns anos, em Campinas, onde a polícia encontrou uma central de telemarketing que pedia dinheiro em nome de uma instituição, mas na verdade era uma fonte de renda para o crime organizado.

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Mas a criatividade vai mais longe. Dias desses eu recebi de uma empresa especializada em desenvolver shows e eventos, uma propósta de patrocínio de um evento que deve ainda acontecer nos próximos dias. Trata-se daquele "Futebol com artistas", onde vai um monte de cantores sertanejos e do pagode jogar uma pelada e para todos os efeitos arrecadar dinheiro para doação a causas nobres. Porém a propósta de patrocínio que me pedia R$ 3.000,00 como cota para ser um dos vários colaboradores, justificava que tal verba seria para os custos do evento, como aluguel de campo, passágens aéreas, hospedágem e CACHÊS. Até pagar viagens e hotel eu concordo, mas cachês?!? Aí no dia seguinte sai no jornal que o cantor fulano ajudou a entidade tal, mas na verdade ele cobrou pra ir jogar bola.

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Em Florianópolis, Santa Catarina, me chamou a atenção uma plaquinha que vi nos cruzamentos pedindo que o cidadão não dê esmolas. Dizia: "ESMOLAS NÃO DIGNIFICAM NINGUÉM". E eu concordo, pois o cidadão acaba por se acomodar com o que ganha no semáforo e não vai mais procurar emprego.

Em outro cruzamento, uma outra placa alertava sobre crianças de rua, pedindo que em vez de dar esmolas, que o motorista avisasse o órgão competente pelo telefone tal. Não sei se o órgão competente é realmente competente a ponto de resolver o caso, mas se for, tem todo o meu respeito.

criado por aguinaldocps    20:41 — Arquivado em: curiosidades, esportes, mundo moderno, música/cultura, opinião pessoal, política, responsabilidade social

18/4/07

O papel do RH nas organizações

Novamente vou abrir espaço para um artigo de outra pessoa. Trata-se de Luana Russo Hoehne, profissional da área de RH com grande experiência no trato com pessoal. Nada melhor do que um especialista para responder a leitora Veridiane, que ao comentar o meu texto de 15/03/07 pediu que aprofundassemos no assunto. Segue o link com o pedido de Veridiane e abaixo a opinião de Luana.

http://aguinaldocps.blog.terra.com.br/a_importancia_do_rh_nas_empresas#comments

Recursos Humanos. Não se trata de algo novo, mas poucos o conhecem de fato. O RH é visto por muitos como a área responsável por contratar funcionários, elaborar folha de pagamento, apontar horas-extras, calcular férias e demitir funcionários, e de fato o é. Mas seria somente esse o papel do RH?

Definição segundo o dicionário Michaelis:

Recursos – 1. Bens materiais, dinheiro, haveres. 2. Meios pecuniários.
Humanos - 1. Relativo ao homem.

O conceito de Recursos Humanos e do papel do Chefe de Pessoal é bem antigo. Na verdade, surgiu no século XIX, com a chegada das máquinas, do vapor e da eletricidade. Nessa época, para o empresário, o trabalhador era apenas um instrumento a ser utilizado na busca pelos resultados da empresa, assim como seus maquinários. Sua principal característica deveria ser a boa condição física e a abnegação, que o fariam cumprir as longas jornadas de trabalho, de até 18 horas diárias.

Neste momento surge o chefe de pessoal, ou o Gerubal Paschoal, personagem criado para simbolizar o responsável por controlar e contabilizar as entradas e saídas, os pagamentos, os vales, os descontos e as faltas dos trabalhadores. Cabia a ele advertir e demitir os faltosos. Sua função exercia um grande poder coercivo, já que punia as ações dos empregados em nome do bom andamento da empresa.

Por muitos anos o RH foi visto como um mal necessário, como uma área que, apesar de necessária, não agregava valor algum, ou seja, um centro de custo a mais.

Mas será que, com tantos avanços tecnológicos surgidos nesses dois séculos que se sucederam e com toda a busca existente por inovação e qualidade em prol da competitividade, este modelo de Recursos Humanos continua sendo aplicado?

Em muitos casos, sim. Agora, o fato de continuar sendo aplicado por várias empresas, não significa que seja o modelo ideal. Pelo menos para aquelas que desejam crescer, ocupar o seu lugar e mostrar para que vieram.

A área de Recursos Humanos exerce papel fundamental nas organizações. Ela saiu do nível operacional para atuar no nível tático e, acompanhando as tendências atuais, no nível estratégico das pirâmides empresariais. É uma área indispensável para o crescimento de todas as organizações, das pequenas às grandes. E porque podemos afirmar isso?

Podemos afirmar que o RH se faz necessário em todas as organizações porque, independente do tamanho ou do tempo de atuação, seus objetivos são crescer e dar lucro. O que distingue uma empresa da outra é sua capacidade de inovação, é o valor que agrega ao seu produto ou serviço, é o diferencial. Isso é o que podemos chamar de vantagem competitiva. Mas onde entra o RH nessa história toda?
O RH é o meio pelo qual a empresa contrata, motiva, desenvolve e retém talentos. Atuando no nível tático, o RH prepara seus gerentes para lidarem com suas equipes, transformando-os em líderes. Atuando no nível estratégico, o RH difunde ou transforma a cultura da empresa, fazendo com que seus funcionários sejam elementos fundamentais para o cumprimento de sua missão, de sua visão e de seus valores.

O operacional deixou de ser o mais importante. As funções operacionais (folha de pagamento, por exemplo) podem inclusive ser terceirizadas, proporcionando assim ao RH maior tempo para se dedicar a atividades estratégicas.

O sistema de RH inclui, além do Departamento Pessoal, os subsistemas de Remuneração e Benefícios, Recrutamento e Seleção, Treinamento e Desenvolvimento e Avaliação de Desempenho que, juntos, contribuem para que a empresa 1) contrate os melhores profissionais, através da perfeita definição do perfil desejado e de sua busca no mercado, 2) motive e retenha talentos, através do reconhecimento e desenvolvimento de suas potencialidades e habilidades e da prática da remuneração justa, conquistada através do equilíbrio salarial interno e interno e 3) traga lucros, através da obtenção do máximo desempenho do pessoal, conquistado por meio da qualificação profissional e dos sistemas de avaliação e recompensa. Desta forma, os empregados se sentem satisfeitos e motivados a contribuírem para o sucesso da empresa e a empresa atua como uma organização competitiva, que aprende com o conhecimento humano (que não pode ser substituído por máquina alguma) e se torna apta a crescer e a superar a concorrência.

Luana Russo Hoehne, especialmente para este blog.

criado por aguinaldocps    11:47 — Arquivado em: mundo moderno, outros autores

17/4/07

Cerveja gelada sem gelar as mãos

Eu achei muito criativo. Fui a Santa Catarina e visitei Balneario Camboriú, um lugar bem interessante para quem quer tranquilidade, sem abrir mão da modernidade.

É diferente de Porto Seguro, onde a balada corre solta, mas também é diferente das Praias não urbanizadas em Floripa, pois há uma boa diversificação de lojas por perto.

Mas a minha passagem por Balneário ficou marcada por um pequeno pedacinho de papelão. Trata-se de um suporte para latas de cerveja ou refrigerante. Sempre quando peço uma cerveja numa barraca na praia ela vem gelada, o que é bom, mas ao mesmo tempo torna-se desconfortável segurá-la. Alguns comerciantes oferecem o suporte de isopor, mas desde que você fique por alí, não pode sair andando pois terá que devolver o acessório quando terminar a bebida.

Então lá eu conheci o suporte de papelão, ou keep cool, que muito provavelmente não tem custo para o comerciante, já que aceita propaganda. E para o anunciante deve ser um veículo bem interessante.

Se alguem tiver interesse no assunto, o site do fornecedor é www.keepcool.com.br que tem sua sede na cidade de Blumenau-SC.

criado por aguinaldocps    12:20 — Arquivado em: curiosidades, mundo moderno

14/4/07

Simplificar ou complicar?

Danilo fez a seguinte pergunta: "Porque em uma empresa, ao invés das pessoas simplificarem elas acababam complicando certo tipo de serviço ou operação? E porque há pessoas que não querem compartilhar informações do dia a dia no trabalho?" Não sei se ele fez a pergunta para mim, mas chegou em meu email. Portanto eu respondo diante do meu ponto de vista:

Danilo, tudo depende de uma série de coisas. Alguns complicam porque são burocráticos. Eles acham que são mais úteis sendo assim e acreditam que quanto mais regras criam menos chances tem de errar. Numa certa oportunidade, um colega meu de trabalho deu duas ou tres "bolas dentro", ou seja, previu algumas besteiras que estavamos por fazer. Ao perceber que havia nos salvado ele acreditou que tinha talento para isso e passou a achar que seu papel era justamente esse, o de prever o que poderia dar errado.

Como o risco de dar errado está sempre presente, em todos os projetos meu colega achava um defeito e com isso tornou-se impossível trabalhar com ele, que vetava tudo. Depois de um tempo ele percebeu que complicava as coisas e deixou de ser assim, mas nesse caso ele complicava querendo ajudar.

Outras pessoas complicam porque não tem mesmo a intenção de que a empresa vá pra frente e nem que as pessoas consigam se destacar, então elas ficam achando motivos para você refazer o que já está feito ou inventando relatorios diversos para serem preenchidos sem o menor objetivo prático. Normalmente essas pessoas são sujeitos sem talento ou força de vontade, que em vez de crescerem, procuram atrapalhar os outros. No ano passado escrevi sobre isso no "efeito Dick Vigarista":  http://aguinaldocps.blog.terra.com.br/efeito_dick_vigarista#comments

Porém algumas burocracias são necessárias, como na área de segurança ou também na área contábil. Como se diz que o seguro morreu de velho, em alguns casos, prevenir é melhor que remediar. Se a sua pergunta vem em função de alguma coisa que aconteceu no seu trabalho, pode ser que o complicador tenha um bom motivo para isso, vale analisar.

De qualquer forma, respondendo a sua segunda pergunta, há pessoas não ensinam o que sabem porque ainda vivem no século passado. Hoje em dia o maior valor que um ser humano pode ter é a habilidade de ensinar. Quem sabe fazer mas não sabe ensinar tem vida curta, diferente do outro que tem o dom de formar novos soldados. Uma empresa só vai bem com exército forte e o antigo argumento de que se deve ensinar apenar o quase tudo já ficou ultrapassado.

Se você tiver a curiosidade de ler um livro de um escritor renomado, segue a dica: Título: Você está Louco? Autor: Ricardo Semler. Já no primeiro capítulo o autor diz que de nada adianta a tecnologia andar tão rápido como hoje se o ser humano não for capaz de acompanhar a tecnologia. Ele está certo.

Mas alguns bons profissionais encontraram uma maneira de acompanhar a tecnologia de ponta, que é formando uma boa equipe e para isso há a necessidade de transferir conhecimento.

criado por aguinaldocps    21:49 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, mundo moderno, opinião pessoal

5/4/07

Como pensa o entrevistador

Como pensa o selecionador? Talvêz se você encontrar resposta para essa pergunta fique mais fácil entender o que te falta para começar a trabalhar.

Pensando em ajudar o leitor a entender a cabeça do empreendedor, convidei CAMILA DORO HALAOUANI, coordenadora regional pedagógica da Uptime para a Região de Campinas a escrever o que ela avalia ao contratar. Depois de ler o texto de Camila, o leitor perceberá que o melhor que pode fazer numa entrevista é se comportar com uma certa etiqueta, mas sem deixar de ser ele mesmo.

NAMORE, NAMORE, NAMORE…

Você já teve que escolher entre uma pessoa e outra?

Não se trata aqui de um texto de conselhos amorosos. Quero dizer escolher alguém, por exemplo, para cuidar do seu filho, escolher alguém para te ajudar na limpeza de casa ou para cortar a grama do seu jardim. Acredito que não tenha sido muito fácil, porque de fato não o é.

Imagine então selecionar funcionários para uma empresa… Uma tarefa de grande importância e difícil execução. Primeiro porque não se escolhe um parceiro de trabalho como se escolhe um par de sapatos na vitrine, este é bonitinho aquele não. Contratar requer tempo, análise e olhar clínico.

Requer tempo porque não se casa da noite pro dia. Está aí algo que eu não entendo, como algumas empresas procedem, fazem uma breve entrevista e logo decidem: “contratado” ou  “não contratado”. Talvez, acredito eu, que até por isso algumas empresas tenham dificuldade em administrar seu ‘staff’. Um não fala com o outro, que não olha na cara de um e assim por diante.

Contratar requer um “flerte”, troca de olhares, pegar na mão, beijo no rosto até que namoramos. É preciso ter em mente um perfil traçado de quem se está buscando, pra que se está buscando. É preciso tempo para se analisar o perfil de seu candidato, conhecê-lo em diversas situações, conforto, desconforto, pressa, calma, enfim para contratar é preciso namorar.

É preciso analisar, será que esse novo funcionário se adequará a sua equipe já em andamento? Será que esse perfil completa a necessidade de seu grupo? É preciso analisar quem está e quem não está falando a verdade, pois é muito fácil falar exatamente aquilo que os outros querem ouvir: “comigo não tem tempo ruim, sou pau pra toda obra”, “adoraria trabalhar numa empresa como esta”, enfim é preciso analisar os candidatos friamente.

Olhar clínico é outro fator indispensável para uma contratação. É mais ou menos o que popularmente dizem: “o santo bateu”. Ao longo do tempo, digo ao longo de várias contratações esse olhar vai ficando cada vez mais aguçado, mais treinado, ou seja, mais clínico. Ter aquele “feeling” pra dizer depois de algumas analises “aquele cara parece um dos meus”.

Todavia, uma contratação não pode ser a escolha de um sapato, requer dias de seleção previamente preparados com diversas atividades e dinâmicas que te facilitem sua escolha final. Mas lembre-se só se pode escolher se você já sabe exatamente o que quer.

Por fim, namore, namore, namore e lembre-se que todo namoro tem dois rumos: casamento ou separação. E é claro que nesses casos a gente sempre torce pro final feliz.

Camila Doro Halaouani, especialmente para o Blog HISTÓRIAS EMPRESARIAIS.

criado por aguinaldocps    19:30 — Arquivado em: Série - PROCURANDO EMPREGO, outros autores

4/4/07

Como Agir PROCURANDO EMPREGO

Diploma, graduação, pós graduação e experiência ainda é algo pedido pelo mercado. Mas para algumas áreas é muito mais interessante uma empresa contratar o candidato que tem PERFIL.

O que é o tal perfil? É algo pessoal dele. E se o leitor estiver se perguntando se esse tal perfil nasce com o candidato, a resposta é que não, não nasce com ele. Mas sim ele aprende e passa a agir com esse determinado perfil.
Nessa série denominada PROCURANDO EMPREGO, que há bastante tempo eu queria escrever, vou passar algumas regras que são certeiras para que um candidato seja brevemente absorvido pelo mercado de trabalho, provavelmente em algum trabalho com relacionamento humano.

 

O QUE É PROCURAR EMPREGO

A maioria das pessoas não sabe. Muitos não entendem o motivo de há tanto tempo correrem em busca de um emprego sem que tenham tido sucesso. Na maioria das vezes o que uma pessoa faz é andar em busca de um emprego, de empresa em empresa, de agencia em agencia, mas sem ter em si aquele atrativo que o faria ser contratado.

A falta de um curso superior ou fluência em inglês não é o problema que eu me refiro agora, porque se o candidato não tem faculdade ou não fala inglês, é obvio que ele já vai procurar trabalho em vagas que não exigem isso. Porém quando chega lá é atendido e depois da entrevista… nada. Ouve aquela famosa frase "Qualquer coisa nós entramos em contato". Salvo algumas poucas, na maioria das vezes essa frase acima quer dizer que você não foi aprovado.

Mas o problema todo está em seu comportamento na entrevista, quando o candidato perdeu a grande oportunidade de se diferenciar de um candidato comum. Eu me lembro quando encontrei um dos meus primeiros empregos, numa loja de materiais para construção, aos 16 anos. O entrevistador era o dono da loja, um italiano chamado Matheo. Ele deveria ter uns 50 anos, vestia social, era carrancudo e usava um óculos para leitura apoiado na ponta do nariz. Matheo me olhava por cima dos óculos, fez as perguntas que tinha que fazer e depois de minhas respostas, me indagou: "me diga uma coisa garoto: você acha mesmo que vai dar conta do recado?" Eu respondi convicto: "Eu tenho 16 anos e trabalho desde os 14, já errei bastante e provavelmente errarei um pouco mais na sua empresa. Se o Senhor estiver disposto a me ensinar, seguramente darei conta do recado".

Eu fui contratado e lá trabalhei por cerca de um ano. O que o Sr Matheo certamente não se lembrava é que ele já havia me entrevistado antes e na oportunidade me reprovara grosseiramente depois de uma desculpa idiota que eu dera. Eu havia saído de meu emprego anterior onde não passei pela experiência e quando fui perguntado o motivo pelo qual eu saí, respondi mentindo que havia saído pois o tal emprego era muito longe de minha casa. Matheo me disse com a sua grosseria característica, porém fundamentada, que se o antigo emprego era longe, este seria longe também. O que deve ter feito ele me reprovar da primeira vez certamente foi o fato de eu ter dado uma desculpa e não por ser longe.

Eu aprendi.

criado por aguinaldocps    14:41 — Arquivado em: Série - PROCURANDO EMPREGO

3/4/07

Comunicação Verbal PROCURANDO EMPREGO

Diploma, graduação, pós graduação e experiência ainda é algo pedido pelo mercado. Mas para algumas áreas é muito mais interessante uma empresa contratar o candidato que tem PERFIL.

O que é o tal perfil? É algo pessoal dele. E se o leitor estiver se perguntando se esse tal perfil nasce com o candidato, a resposta é que não, não nasce com ele. Mas sim ele aprende e passa a agir com esse determinado perfil.
Nessa série denominada PROCURANDO EMPREGO, que há bastante tempo eu queria escrever, vou passar algumas regras que são certeiras para que um candidato seja brevemente absorvido pelo mercado de trabalho, provavelmente em algum trabalho com relacionamento humano.

COMUNICAÇÃO VERBAL

Numa entrevista de emprego na área de comunicação ou relacionamento humano, invariavelmente procura-se pessoas comunicativas. Nesse momento o seu Curriculum passa para segundo plano. Afinal, se você está lá é porque seu curriculum serviu para gerar curiosidade no entrevistador, portanto agora o que falta é te conhecer.

Quanto menos você falar, quanto menos você se expor, menores serão suas chances. Naquele momento o que se espera de você é comunicatibilidade. 

Numa entrevista, você precisa "vender seu peixe" e a única maneira de o fazê-lo é falando. Fale quem você é, mas claro procurando ser quem a empresa procura. Se você falar bastante, corre o risco de falar besteira e perder a chance. Mas se não falar certamente perderá a chance.

Portanto, como diz Nizan Guanaes, fale, erre, tente, lute, mas faça alguma coisa. Não perca a grande chance omitindo-se. Procure mostrar para a empresa o quanto você poderia ser útil, mas sempre sem criticá-la.

Como última dica, quero dizer que uma empresa jamais contrata alguém por solidariedade. Não seria inteligente fazê-lo. A empresa te contratará se sentir que você será uma ferramenta para ajudá-la a crescer. Portanto, ao ser perguntado do motivo pelo qual você quer aquele emprego, jamais diga que é porque você precisa trabalhar. Diga que quer esse emprego porque tem ambição de crescer ou que sua natureza exige que você esteja sempre produzindo.

Dizer ao entrevistador que você tem família e contas para pagar não fará com que ele fique com dó de você, muito menos que te contrate. Passará ainda pela cabeça dele que você é uma pessoa passiva, que está esperando que alguém te ajude para se levantar. Certamente o empregador vai preferir alguém que durante esse tempo de desemprego está "se virando" de alguma maneira, vendendo cachorro quente na porta da faculdade ou bom-bom pela vizinhança.

Uma boa dica é dizer quais são suas atividades diárias enquanto não está trabalhando, como por exemplo a ajuda que você dá na Comunidade da Igreja.

criado por aguinaldocps    10:28 — Arquivado em: Série - PROCURANDO EMPREGO
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