Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

29/1/07

Uma transferência de cidade pode mudar a sua vida

Em 1994 eu ainda morava com os meus pais, em Jundiaí. Aos 23 anos tinha uma vida confortável, havia assumido pela primeira vez um cargo executivo na empresa em que eu trabalhava e também tinha acabado de comprar um carro novo. Foi em meios a esta cômoda fase da minha vida que recebi a oportunidade de me transferir de cidade para trabalhar em Santa Catarina.
 
Inicialmente eu resisti, achei que seria estupidez sair da tranqüilidade da minha casa, onde eu nunca havia tido nenhuma preocupação com os cuidados domésticos e ir para um outro estado, um lugar desconhecido, com outra cultura e onde eu teria que cuidar de minha comida, minha roupa, minha casa. Resisti também por acreditar que sentiria muitas saudades das pessoas com quem convivia. Mas depois de algumas conversas com a empresa decidi ir a Blumenau para dar segmento a minha carreira.
 
O meu objetivo aqui nessa narrativa não é contar sobre o sucesso profissional naquela cidade, mas sim o quanto pude aprender vivendo longe dos meus pais. Aprendi a me cuidar sozinho, lavar roupas, passar, preparar minha própria comida, conviver com outras culturas e principalmente me adaptar. O que eu pensava ser um ponto negativo, que era a diferença de cultura, se tornou meu maior aprendizado.
 
Conheci um povo forte, trabalhador, extremamente tradicional e aprendi que para fazer amizades não deveria demonstrar estranheza às coisas diferentes que via lá. Deveria sim entrar na onda, adquirir os costumes e adotar a nova cidade. Quanto mais tempo resistisse aos costumes, mais tempo passaria me sentindo um estranho no ninho. Lá eu aprendi a apreciar diferentes tipos de carnes, conheci um pouco sobre vinhos e entendi que para ter um sucesso comercial lá eu deveria respeitar mais a individualidade das pessoas. Senti muitas saudades e em alguns dias quase desisti, mas contava com o apoio de um grande amigo da minha família e da Paula, minha namorada na época, que hoje é minha esposa.
 
Estava provado que em cada lugar as pessoas eram diferentes. Enquanto em Jundiaí-SP a colonização italiana nos dava a liberdade de quebrar o protocolo e a todo momento rir e falar alto, os descendentes germânicos já eram mais reservados e tradicionalistas. Morando em Blumenau eu conheci Brusque, Florianópolis, Balneário Camboriú, Pomerode, Rio do Sul e outras cidades da região.
 
Não fiquei muito tempo lá, meses depois voltei, numa nova transferência ao estado de São Paulo e me instalei em Campinas. Vivia agora numa cidade grande pela primeira vez e dominada por estudantes, considerada o maior pólo brasileiro em indústrias de tecnologia. Dois anos depois fui transferido novamente para a cidade de São Paulo e aprendi que as raças se misturam. Tive a oportunidade de conhecer ruas e lugares que eu via pela televisão, como o Parque do Ibirapuera, o MASP, a Estação da Luz e a Catedral da Sé. Morei no bairro italiano do Bixiga, onde da janela do meu apartamento assistia os ensaios da Escola de Samba Vai-Vai, uma das maiores da cidade. Fiz pesquisas na Avenida Paulista e visitei Heliópolis, a maior favela do estado. Conheci os bares da Vila Madalena e comi o sanduíche de mortadela no Mercadão do Parque Don Pedro.
 
Durante o tempo que morei em São Paulo ganhei uma cultura enorme, jantei em diversos restaurantes, em especial um italiano, no bairro dos Jardins. Lá, depois de ter feito amizade com os proprietários, refinei meu gosto por vinhos e aprendi a saboreá-los. Também estive um tempo no ABC Paulista e percebi que colado à Capital os costumes já eram outros, muito mais influenciados pela grande quantidade de metalúrgicos e seus sindicatos. Conheci Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Nordeste, além de muitas cidades do meu próprio estado.
 
Treze anos depois eu continuo aprendendo. Sou ainda um iniciante e desejo ter muito mais oportunidades. Recentemente descobri que no Chile a caminhonete Pajero tem outro nome, pois este significa um palavrão. Também me disseram que lá eu jamais deveria pedir uma colher para a atendente do café.
 
Essas oportunidades que tive de conviver com diferentes povos em alguns lugares diferentes foi fundamental para a minha evolução e como sei que outras pessoas em nossa empresa tiveram experiências parecidas, elas contribuem significativamente para o sucesso atual da Uptime.
 
Hoje conheço muitas cidades e vários estados, convivo prazerosamente com paulistas como eu, com mineiros, cariocas, nordestinos, capixabas, gaúchos, chilenos, argentinos, paranaenses, etc. A cada telefonema para Minas Gerais ouço do outro lado um "Ei, cê tá bão sô?" Vou até o Nordeste e conheço uma família de turistas finlandeses, de pouco papo, mas encantada com as dunas. Volto a São Paulo e abraço um amigo que me diz: "orra meu, tava ti procurando, meu!"
 
Que bom que eu aceitei aquela primeira transferência!

28/1/07

Asas de um Sonho

Há duas semanas fui até São Carlos para conhecer o Museu "Asas de um Sonho", mais conhecido como "Museu da TAM". Trata-se de um espaço no Aeroporto da cidade onde a TAM expoe aviões de todos os tipos, alguns antigos, outros muito antigos. Uns em condiçoes de vôo, outros apenas para exposição.

Logo na entrada nos deparamos com uma réplica do 14 Bis, de Santos Dumont. Avançando mais pudemos ver um Constellation, avião de passageiros que foi usado pela PANAIR há algumas décadas.

Destaque para um Demoiselle também de Santos Dumont, um Mikoyan MIG 15, um Gloster Meteor, um Fairchild F24, um Bucker Jungman, um Norecrin F23, um Grunau Baby, alguns CESSNA, que nos lembram o filme TOP GUN e até um brasileiro, o Paulistinha. Ainda podemos ver um Bonanza, já menos antigo e usado até por volta de 1995 como jato executivo.

Ainda nessa exposição encontramos alguns modelos interessantes, como o "American Flea Ship", bem parecido com o usado por Dick Vigarista no desenho "A esquadrilha Muttley" e que tem a honra de ser o primeiro aeromodelo do mundo a ser projetado por uma mulher.

Vimos aviões recuperados de Guerra, com fabricações das mais diversas e inclusive planadores. No final do Salão um pequeno Boeing Stearman ao lado de um grande CORSAIR F4U1, que viamos em filmes dos anos 70 e 80, com motor Jeep.

Vale chamar atenção para o selo do "Senta Pua!", que relata a história dos que integraram o 1º Grupo de Aviação de Caça brasileiro e a 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação.

Depois de vermos todos os modelos, antes de irmos embora percebemos um pequeno espaço dom um grande painel de fotos, todas relacionadas a mesma pessoa: o comandante Rolin. Lá pudemos perceber o empreendedor que foi esse homem, que transformou uma pequena empresa de Taxi Aéreo na maior Empresa aérea de aviação civíl de origem nacional.

E para quem quiser saber mais e até observar fotos dos outros modelos que não postei aqui, segue o site do museu, onde inclusive pode-se ler curiosidades sobre tudo isso: www.asasdeumsonho.com.br

criado por aguinaldocps    8:28 — Arquivado em: curiosidades, histórias pessoais, música/cultura

27/1/07

Há um ano nascia este blog

Dia 27 de janeiro de 2006 eu resolvi criar este blog. Isso aconteceu depois de uma certa resistência de minha parte, já que achava que blogs eram coisa de crianças. Mas alguns amigos meus insistiam e a verdade é que eu comecei a gostar da idéia.

Escrevi sobre uma série de assuntos, criei histórias e textos, assim como também postei alguns de outros autores. Copiei artigos de Maitê Proença, Arnaldo Jabor, recebi outros pela internet que achava que mereciam fazer parte.

Em fevereiro fui ao Show do U2 e observei o que havia além da música. No início de março narrei a iniciativa da minha equipe, que trabalharam no sábado de carnaval fantasiados. Em abril fui convidado a palestrar na Unip e o Blog foi o canal que usei para contar como foi.

A falta de tempo me impedia de atualizar sempre, mas mesmo assim em maio contei a experiencia de ver de perto o Creedence Clearwater Revisited. Junho foi corrido e só escrevi 3 vezes, mas destaca-se a abertura da unidade da Uptime Taquaral e a visita do Bernardinho a feira da ABF.

Julho traria uma triste nota de falecimento de um colega de trabalho, mas também trouxe algumas dicas extremamente importantes. Agosto narra uma fábula sobre os personagens nas empresas, ou a empresa em quadrinhos. Setembro foi o primeiro mês que escrevi mais de uma dezena de textos, até inspirado pela proximidade das eleições, mas com destaque para http://aguinaldocps.blog.terra.com.br/ficar_velho_e_uma_vitoria_muitos_nao_con

Outubro chegava com o Digimon Adventure e novembro motivou o dia da consciencia negra. Já dezembro nos fez tocar em vários assuntos relacionados a época, como Natal e festas de confraternização.

Agora em janeiro, registrei uma doação de alimentos para a Amarati, fiz uma homenagem ao aniversário de Sampa e outra ao Barão Vermelho. Além disso postei minha indignação com a burocracia do serviço público.

Recebi elogios, comentários incentivadores, concordando com meu ponto de vista e inclusive alguns poucos criticando. Fui convidado a palestrar, contatado por estudantes pedindo ajuda para trabalhos, etc.

Mas o que mais me motivou a continuar escrevendo foi saber que bastante gente navega por aqui. Ao observarmos as estatísticas nesse exato momento, vimos que foram registrados 145 acessos ontem e 13084 desde que postei pela primeira vez. Observe você mesmo e veja como estão os números agora: http://blog.terra.com.br/blog.php?stub=aguinaldocps&disp=stats

Orgulhoso pelo Blog, desejo que o segundo ano do nosso "histórias empresariais" seja ainda mais acessado e construtivo.

criado por aguinaldocps    0:06 — Arquivado em: curiosidades, histórias pessoais, mundo moderno

26/1/07

A Malandragem dá um Tempo

O Frejat vai gravar mais um CD solo. O primeiro foi bem legal, gravado em 2001. Até hoje uso uma música dele em treinamento, a de numero 3.

Assim como em 2001, quando o Barão Vermelho deu uma parada, isso acontecerá novamente. Porém agora sem previsão de retorno. Retornarão um dia, segundo eles mesmos. Por enquanto, inspirados em Bezerra da Silva, a malandragem vai dar um tempo e deixar essa pá de sujeira ir embora.

Eu fui no último show deles (último em terras paulistanas), dia 19 lá no TOM BRASIL. E Não poderia deixar de publicar aqui a minha homenagem a uma das melhores bandas de rock’n roll do mundo. Em 1982 eu já ouvia o "Bilhetinho Azul". Creio que foi uma das primeiras bandas que curti, na época, eu com 10 anos de idade.

Como diz aquele verso, o tempo não pára… não pára! Então vamos em frente. Parabéns Barão, pelos mais de 20 anos de empreendedorismo.

Aguinaldo

criado por aguinaldocps    8:35 — Arquivado em: música/cultura

25/1/07

São Paulo da garoa.

A cidade de São Paulo faz 453 anos de vida. São 453 anos de história vivida por pessoas de todos os tipos. Pessoas nascidas na cidade de São Paulo, nas cidades do interior paulista, em outros estados e até em outros países. Como na foto abaixo (Liberdade) tem bairros típicos japoseses, italianos, portugueses e muitos outros.

São Paulo dos Barões do Café, dos Imigrantes Italianos, dos primeiros industriais. São Paulo da Mooca, da Lapa, da Penha. São Paulo da Zona Norte próximo a Serra da Cantareira, da Zona Sul já onde nem se pensa que ainda existe a cidade. Da Zona Oeste, perto de Osasco, da Zona Leste quase Itaquá. Sampa de templos e igrejas, como na foto abaixo a Freguesia do Ó.

Essa mesma São Paulo que um dia foi chamada de Terra da Garoa, Terra Boa, hoje contrasta com Terra das enchentes. Que o diga quem mora perto do Pirajussara ou do Aricanduva. É só nublar o tempo e Noé já pára a Arca na Avenida Francisco Morato.

São Paulo poderia ser mais linda, mais rica, se aproveitasse sua história. Da época de Geraldo Filme, Pato Nágua e seus companheiros que se reuniam no largo da Batata - hoje Barra Funda - e faziam o primeiro samba paulistano. Naquela época os sambistas iam para Santana do Parnaíba com a desculpa de estarem em Romarias, mas na verdade a intenção era reunir as rodas de Samba longe da proibição paulistana.

São Paulo de Adonirã Barbosa que cantava o Jaçanã na música "Trem das Onze", de Demônios da Garôa - que até hoje ainda tocam no Bar da Brahma, na esquina da São João com a Ipiranga. Aliás esquina esta já imortalizada na música Sampa, de Caetano Veloso.

Sampa também era homenageada no início dos anos 80 pela excelente banda de rock  365, com a música que dizia "se em São Paulo, o meu mundo é solidão, diga sim que eu digo não" e terminava com um suave "desperta, São Paulo". Rita Lee anos mais tarde lançaria também sua homenagem e assim fizeram tantos outros, ora elogiando, ora criticando. O Rio Tietê foi sempre um desses simbolos criticados pelas suas águas poluídas.

Em São Paulo surgiram nomes mundialmente conhecidos, como Dr Ulysses, Mario Covas (que mesmo tendo nascido em Santos viveu São Paulo como poucos), Tarcila, Paulo Machado de Carvalho, etc. Pessoas que contribuiram para as grandes obras e o antigo. Abaixo vemos a Rua da Quitanda, próximo a Bolsa de Valores.

São Paulo da Dona Maria, do Sêo Joaquim, do Marcio, da Flávia, do Arnaldo, da Angela, do Robertson, do rico, do favelado, do gordo, do magro, do camelô, do advogado. São Paulo de todos nós… mas estão agora nos roubando São Paulo. Temos que ter cuidado para não perdê-la.

Parabéns São Paulo, pela história!

Aguinaldo

criado por aguinaldocps    10:11 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, mundo moderno, música/cultura, opinião pessoal, política

24/1/07

O estado nos transfere responsabilidades

Antigamente as pessoas não tinham celulares, os carros não possuiam cintos de segurança, luz de ré, espelhos retrovisores do lado direito assim como computadores não existiam. Além disso andavamos de bicicleta sem capacetes, brincávamos com carrinhos de rolimã e não era obrigatório que as escadas possuíssem corrimãos ou que funcionários usassem equipamentos de segurança. Os mais jóvens perguntam: como estamos vivos?

Eles tem razão. Hoje é difícil imaginar a nossa rotina sem a internet ou seria extremamente cansativo uma viagem como aquelas que lemos na Biblia, onde pessoas viajavam a cavalo por 500 Km pelo deserto.

O passar do tempo nos dá uma série de benefícios, como agua tratada e encanada - que as crianças pensam que já nasce na torneira - luz elétrica, asfalto, medicina, etc. Mas ao mesmo tempo o presente nos apresenta problemas que fazem com que a vida se torne cada dia mais difícil. Antigamente um comerciante deixava a sua loja sozinha durante o tempo que ele ia ao banheiro e ninguém roubava nada. As pessoas andavam com dinheiro no bolso tranquilamente, pois se respeitava a posse.

As pessoas tinha muitos problemas que foram resolvidos, mas muitas dessas soluções geraram outros problemas. E o pior é que a solução dos nossos problemas atuais podem gerar outros que o planeta não suporte.

Hoje a segurança é um dos maiores problemas das grandes cidades. Mas ainda pior que isso é detectarmos que quem deveria nos dar a segurança - o Estado - não o faz e cobra caro pela iniciativa do cidadão de fazê-lo.

Há algum tempo meu amigo Alcides percebeu que roubavam carros na rua de uma das empresas em que ele trabalha. Alcides avisou a polícia, que  disse que nada poderia fazer, a não ser registrar um Boletim de Ocorrência todas as vezes que isso acontecesse. Indignado resolveu contratar um segurança, mas descobriu que para poder ter um segurança na empresa, este teria que fazer uma série de cursos e ser associado a um determinado sindicato, tudo em nome da própria segurança. Resolveu então que não colocaria segurança coisa nenhuma, pois se tornaria muito caro. Só espero agora que nenhum cliente venha reclamar com o Alcides por algum carro furtado na rua, querendo responsabilizá-lo pela perda. Que vá precessar o Estado.

Eu tive uma experiência parecida. Em frente onde trabalho tem uma árvore que atrapalha a visão da fachada. Mas como a árvore lá estava antes da empresa, entendemos que ela tem prioridade. Porém depois de um determinado tempo podar os galhos seria uma medida de segurança. Em 2003 a Prefeitura veio e podou (veja na foto abaixo como ela estava em 2003). Em 2004 um galho crescia em cima da casa, então entramos em contato com o Departamento de Praças e Jardins (DPJ) e este registrou a necessidade de poda. Em 2005 nada ainda havia acontecido e os galhos já invadiam o passeio impedindo que um sujeito de estatura média pudesse andar pela calçada. Novamente o DPJ registrou o pedido, mas não apareceu.

Em 2006 eu me cansei e chamei uma empresa particular especializada em poda de árvores, mas eles constataram que fios de energia da CPFL passam por entre os galhos e que por isso eles só poderiam trabalhar depois que a Empresa de Energia cortasse parte dos galhos, para que não mais encostassem na rede. Eu achei bastante razoável e liguei na CPFL, que me informou que só corta galhos a pedido da Prefeitura. A Prefeitura, por sua vez, registrou mais um pedido. Vejam na foto abaixo a árvore em 2005, já com algumas marcaçoes na foto.

Estamos em 2007. Já faz 4 anos que nossa amiga árvore não é podada. A Prefeitura, que tem a obrigação de fazer não faz por falta de boa vontade. Eu que tenho vontade de fazer não posso porque a burocracia não me permite. E assim é o Estado, que transfere ao cidadão a responsabilidade de fazer o que o próprio cidadão paga para que o Estado faça.

criado por aguinaldocps    10:58 — Arquivado em: comportamento, histórias pessoais, mundo moderno, opinião pessoal, política

19/1/07

Que saudade dos anos 80!

A década de 80 foi muito especial. Ela foi diferente, foi mais cheia de modas es tradições. Assim como os anos 60 que até hoje motivam festas e bailes temáticos, a época do Bozo também fez história. Perceba que não se fala dos anos 50, 70 ou dos anos 90 quanto se fala das saias rodadas de bolinha ou dos Menudos, que infernizavam a cabeça dos pré adolecentes da época.

Mas justiça seja feita, cada década tem sua importância e o mais interessante é poder recordar de coisas que fazíamos há muitos anos. Lembrar de como as coisas eram ou quais os sucessos da TV é coisa muito gostosa de se fazer.

Nesse post trago algumas fotos de desenhos animados exibidos na época. Alguns deles criados há 50 anos e que ainda fazem sucessos, outros que nem são exibidos mais. Porém, a certeza que fica é que na década de 80 os atuais adultos da faixa dos 30 se divertiam muito com esses personagens.

Podermos lembrar do Tutubarão, dos Jetsons, Flintstones, Elefantástico, Brasinhas do Espaço, Smurfs, Recruta Zero, Corrida Maluca e todos os seus personágens e muito nostalgico.

Algumas dessas fotos trazem "atores coadjuvantes" ou personagens secundários, como o Sr Spacely, chefe de George Jetson ou Poindexter, o garoto cientista e melhor amigo do Gato Felix.

Enfim, amigos, curtam as lembranças. E quem quiser se deliciar um pouco mais aqui vão algumas sugestões:

Publicações:

Almanaque dos anos 80 http://www.europanet.com.br/euro2003/?cat_id=652&pag_id=12130

Na internet:

www.hannabarbera.com.br

http://www.mofolandia.com.br/

http://www.infancia80.com.br/

http://www.anos80.com.br/

E quem quiser reviver uma série de momentos que seguramente vão lembrar alguma coisa, assista a propaganda do novo carro da GM, o Prisma. É só entrar no site da GM www.gm.com.br que abre uma janela. Se preferir, pode entrar no http://www.youtube.com/watch?v=gD2vNMfl57U

criado por aguinaldocps    10:14 — Arquivado em: curiosidades, histórias pessoais, mundo moderno, música/cultura, opinião pessoal

16/1/07

Doação para a Amarati

Quem quiser conhecer a Amarati é só entrar no site: www.amarati.org.br

A Amarati é uma entidade que atende mais de 250 portadores de lesões físicas e neurológicas profundas. Utiliza recursos terapêuticos, clínicos, educacionais e assistenciais com o objetivo de oferecer melhor qualidade de vida para assistidos e seus familiares, além de promover inclusão social, ao ensino regular e mercado de trabalho.

Durante esses primeiros dias de janeiro nós arrecadamos 780Kg de alimentos não perecíveis. Essa arrecadação aconteceu nas 3 unidades da Uptime em que eu trabalho, nas cidades de Jundiaí e Campinas. Houve colaboração de alunos, funcionários e da direção da escola.

Na manhã de hoje estivemos lá (na AMARATI) para levar o que foi arrecadado. Quase que a doação não coube nos 3 carros que destinamos para isso, mas nada que uma apertadinha a mais não resolvesse.

Fomos recebidos pela assistente social Denise e por alunos da entidade. Denise nos mostrou todo o trabalho que eles realizam, desde terapias até as oficinas de artezanato e aulas de dança.

Na saída ainda fomos conhecer o trailer de lanches que também é usado em eventos, como a festa Italiana de Jundiaí.

Essa doação faz parte do programa Ação Cidadã da Uptime, que tem ajudado mensalmente inumeras pessoas por todo Brasil.

 

criado por aguinaldocps    13:44 — Arquivado em: histórias pessoais, opinião pessoal, projetos na Uptime, responsabilidade social

6/1/07

Propaganda de impacto

Uma forma interessante de propaganda, que impactua nas pessoas. Esta é uma foto de uma propaganda da CET de São Paulo, que buscava chocar as pessoas e fortalecer a idéia de atravessar a rua pela faixa de segurança.

Há alguns anos a mesma CET espalhou pelas ruas de São Paulo uma série de carcaças de carros envolvidos em acidentes. Em várias praças e parques podiamos ver veículos totalmente deformados e que nos davam a certeza de que seus ocupantes não estariam por perto para contar história.

Algo semelhante é o que o Ministério da Saúde faz nos maços de cigarros, colocando fotos de doentes ou advertências quanto as doenças causadas pelo tabaco.

Um dia eu estava num bar com meus amigos e um deles pediu uma caixa de cigarros ao garçon. Mas advertiu: -Amigo, traga-me por favor aquele que provoca aborto, porque eu não estou grávido! Logo em seguida comentou conosco:         -Aquele que provoca impotência eu não fumo!

Péssimo comentário…

criado por aguinaldocps    14:23 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, histórias pessoais, mundo moderno, opinião pessoal
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