Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

30/11/06

O coelho e o cachorro

Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelho para os filhos. 

Então, os filhos do outro vizinho pediram um bichinho de estimação para o
pai. O homem então comprou um filhote de pastor alemão. 

Após a compra, os dois vizinhos se encontraram e iniciaram uma discussão: 

- Mas seu cachorro vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos,
pegar amizade. Entendo de bicho. Não vai haver problemas. 

E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos se tornaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. 

As crianças, então, ficaram felizes com a harmonia entre os dois animais. 

Eis que o dono do coelho foi passar um final de semana na praia com a
família. Dois dias depois, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo terra, morto. 

Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo. Dizia o homem: 

- O vizinho estava certo, e agora? 

A primeira reação foi agredir o cachorro, escorraçar o animal, para ver se
ele aprendia um mínimo de civilidade. 

- Só podia dar nisso! 

Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. 

- E agora? - todos se olhavam. 

O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos. 

- Já pensaram como vão ficar as crianças? 

Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas parecia infalível! 

- Vamos dar um banho no coelho, deixá-lo bem limpinho, depois o 
secamos com o secador e o colocamos na casinha no seu quintal. 

Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim o fizeram. 

Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo, parecia vivo. 

E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho
dormindo. Logo depois ouvem a os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças. Descobriram! 

Não se passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta.
Branco, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma. 

- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho… o coelho…
- O coelho o quê? O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem!
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi, antes de a gente viajar, as crianças o enterraram no fundo do
quintal. No entanto, reapareceu hoje em sua casinha! 

O dono do cachorro ficou muito sem graça e acabou contanto o ocorrido, que tinha pensado ser seu cachorro o culpado. Mas não, o cachorro estava tentando ajudar. 

A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Nem ninguém sabe. Mas o grande personagem desta história é o cachorro. Imagine o
pobrezinho, há dois dias, procurando em vão pelo seu amigo de infância. E,
quando o encontra e pensa em ajudar, é mal tratado pelos donos. 

Uma lição esta história nos deixa: o ser humano tem a tendência de julgar
antecipadamente os acontecimentos sem antes verificar o que ocorreu
realmente. Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos
achamos donos da verdade?

criado por aguinaldocps    10:07 — Arquivado em: comportamento, fábulas, outros autores

29/11/06

A ascensão do Negro

De "Nego do cabelo ruim" a "bola da vez". Foi isso que aconteceu nos anos 90, com o Negro, no Brasil.

Eu tocava nesse assunto com o Rogério, um amigo meu de origem Afro que entre tantas habilidades que tem, também domina o violão e gosta de rock. Nós falávamos sobre a moda musical, as ondas de sucesso de um ou outro estilo. E isso já vem de muito tempo atrás.

Na década de 60 era a onda Elvis, depois veio o rock progressivo, o samba fundo de quintal, o romântico (que hoje chamamos de brega), até que em janeiro de 1985 o Rock in Rio nos mostrou que era muito interessante ouvir Queen.

Nasceram inúmeras bandas de rock no Brasil, entre elas algumas que ainda estão nas paradas, como Titãs, Ira!, Barão, Paralamas, além do Saudoso Legião Urbana. No final da década a Lambada de Beto Barbosa surgiu e contagiou os que gostavam de "balançar o esqueleto" e transformou o Brasil em um "caribe" mais ao Sul. Já no início dos anos 90 uma febre sertaneja infectou uma boa porcentagem da população e fez surgirem os Leandros e Leonardos, além de tornar "fashion" os Xororós.

Daí pra frente uma coisa muito interessante começou a acontecer: a moda mudou de novo e a "bola da vez" era o pagode. O Negro, pagodeiro desde quando morava no útero da mamãe, passou a mudar a forma de se vestir, raspou o "cabelo ruim" e passou a ser conquistador da mulherada. O artista é sempre assediado e quanto mais assediado um personagem é, mais desejado ele se torna e com isso, nasceram os heróis negros do Brasil, como Alexandre Pires, Netinho de Paula, Dudu Nobre e muitos outros. Pires, do SPC contratou uma estilista para vesti-lo e logo chegou a ser considerado o homem mais bonito do Brasil.

O pagode passou, mas aí veio o Axé e o Tchan com três "negões” dançando ao lado de duas ”misses" que davam um cheiro de sedução e fazia com que o público feminino se apaixonasse pelo “Jacaré”.

O pagode e o Axé foram tão disseminados que muitos brancos passaram a se vestir com modas negras ou se darem retoques visuais como cortes de cabelo Afro ou bigodes ralos, dizendo-se “brancos de sangue negro”.

Esse fenômeno foi talvez o principal fator a deixar o Negro mais vaidoso e conseqüentemente mais aceito na sociedade, derrubando assim uma parte considerável do preconceito. É por isso que defendo, como falei no post do dia 20 de novembro, que as novelas mostrem mais o sucesso do negro como empreendedor, pois graças a mídia ele já é reconhecido como um bom músico e um bom atleta. Falta ainda mostrarmos ao mundo que o homem Negro tem cérebro.

Se hoje ainda há preconceito? Claro que sim. Mas é infinitamente menor que há 15 anos e se as coisas continuarem nesse ritmo o que resta do preconceito racial morrerá junto com essa geração. Graças a Deus!

criado por aguinaldocps    10:08 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, mundo moderno, música/cultura, opinião pessoal, política, preconceito racial

28/11/06

A Serpente e o Vagalume.

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela nao desistia, dois dias e
nada…
No terceiro dia, ja sem forças o vagalume parou e disse a cobra:
- Posso lhe fazer três perguntas?
- Nao costumo abrir esse precedente para ninguem, mas ja que vou te devorar mesmo, pode perguntar…
- Pertenço a sua cadeia alimentar ?
- Nao.
- Eu te fiz algum mal?
- Nao.
- Entao, por que você quer acabar comigo?
- Porque nao suporto ver você brilhar…

Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar.

criado por aguinaldocps    9:54 — Arquivado em: comportamento, fábulas, outros autores

27/11/06

Ser Feliz é correr riscos

Dia desses escrevi um texto sobre salário variável comparando com uma fábula (http://aguinaldocps.blog.terra.com.br/salario_fixo_ou_comissao). Recebi há pouco um comentário sobre o texto e resolvi tocar novamente no assunto.

Feliz é aquele que saboreia quando come, enxerga quando olha, dorme quando deita, compreende quando reflete, aceita-se e aceita a vida como ela é.

Há quem diga que felicidade depende, antes de tudo, de bastar-se a si próprio; de não depender de ajuda, de opinião e, sobretudo, de não se deixar influenciar por ninguém.

Será mesmo? Você pode imaginar uma pessoa assim?

Lao Tzé dizia: "Grande amor, grande sofrimento; pequeno amor, pequeno sofrimento; não amor, não sofrimento".

Pode imaginar você um homem sem paixão, sem desejos? A felicidade, entendida assim, não seria apenas um engôdo, algo contra a natureza humana?

Evidentemente! Sem amor, sem paixão, que sentido teria a existência?
A felicidade é proporcional ao risco que se corre. Quem se protege contra o sofrimento, protege-se contra a felicidade.

Quem se torna invulnerável, torna sem sentido a existência.

O homem feliz aceita ser vulnerável. O homem feliz aceita depender dos outros, mesmo pondo em risco sua própria felicidade.

É a condição do amor e de todas as relações humanas, sem o que a vida não teria sentido.

criado por aguinaldocps    12:58 — Arquivado em: comportamento, mundo moderno, opinião pessoal

Nem toda loira é burra

Duas funcionárias de uma fábrica estavam conversando:

- Conheço uma maneira de conseguir uns dias de folga - disse a morena. 

- E como você acha que conseguirá? - pergunta a loira. 

Ela respondeu a pergunta demonstrando. Subiu pelas vigas e pendurou-se de cabeça para baixo.

Nesse momento o chefe entrou, viu a funcionária morena pendurada lá em cima e perguntou: 

- Que diabos você está fazendo?

- Sou uma lâmpada - respondeu.

- Hummm… Acho que você precisa de uns dias de folga - comentou o chefe.
Ouvindo isso, a morena desceu da viga e se dirigiu para a porta. 

A loira foi saindo também. O chefe puxou-a pelo braço e perguntou: 

- Onde você pensa que vai? 

- Para casa. Não consigo trabalhar no escuro.

criado por aguinaldocps    8:11 — Arquivado em: comportamento, fábulas, outros autores, preconceito racial

22/11/06

Salário Fixo ou Comissão?

O Leão de Jaula, que vive no zoológico, não tem que se preocupar com comida. Ele sabe que o seu tratador chegará na hora marcada com a quantidade de carne já certa para ele. Seu trabalho é simplesmente ficar lá na jaula, fazendo cara de bravo para assustar os visitantes do parque.

O Leão de Selva (ou a Leoa), por sua vez, terá que caçar. Este terá que correr mais que a sua presa, terá que matá-la e ainda terá que se preocupar se amanhã haverá seca ou incêndio, isso enquanto come.

Então: é melhor ser Leão de Jaula ou Leão de Selva?

As vantagens do que vive na Jaula é de não se preocupar. Ele pode ser comparado ao trabalhador que tem o salário fixo e que recebe religiosamente o suficiente para a sua subsistência todo quinto dia útil. Por outro lado faltam-lhe condições para ter ambição. Ele tem que se conformar com a quantidade de comida que o tratador traz, sem direito a repetir o prato. Ele também não pode escolher que tipo de comida quer comer.

Já seu primo da Selva pode se exercitar e tem toda a floresta para correr, pode decidir o que comer, escolher entre uma gazela ou uma zebra. Pode comer mais se tiver mais fome e na hora que bem entender. É comparado ao trabalhador que tem ganho variável, seja por comissão, premiação ou por participação em lucros. Este é o Leão empreendedor.

Segundo o escritor e economista americano Milton Friedman, já falecido, o modelo ideal da economia é o capitalismo aberto, onde cada Leão caça para sua própria família. Ele é a favor da Social Democracia, onde o cidadão decide o que quer almejar. Nesse modelo, o cidadão controla a sua vida seguindo algumas regras básicas da sociedade, como acontece nas democracias. Uma frase interessante de Friedman diz que “quem sabe gastar o dinheiro da gente é a gente e não o estado, pois o estado gasta o dinheiro do outro e gasta mal.”

Já segundo Michael Lowy, sociólogo francês com grande vivência no Brasil, o ideal é o modelo do zoológico, onde a instituição é responsável por este sustento. Nesse segundo modelo, o estado é responsável por dar ao trabalhador uma série de direitos em troca de seu trabalho. A desvantagem é não poder almejar mais do que aquilo que está previsto.

O Professor José Pastori, sociólogo e pesquisador da USP sobre esse tema, tem uma opinião interessante. Segundo ele, o ideal seria que os trabalhadores se modernizassem e deixassem de se preocupar com alguns direitos trabalhistas que na realidade não se transformam em benefícios. José Pastori alega que muitos direitos ao trabalhador se transformam em custos muito altos para as empresas, o que as estimula a não contratar ou mesmo demitir quem já está empregado. “De que adianta ter uma árvore de direitos se o trabalhador não tem trabalho? Podemos concluir que as leis não estão funcionando”, salienta Pastori.

Concluímos que, quem tem mais espírito empreendedor e é mais ambicioso deve optar por ser Leão de Selva, enquanto que quem é mais conservador e ponderado deve optar pela Jaula, onde terá menos liberdade, porém mais proteção.

E você? Quer viver aonde?

criado por aguinaldocps    9:12 — Arquivado em: comportamento, mundo moderno, política

20/11/06

Dia da Consciência Negra

Hoje é o “Dia da Consciência Negra no Brasil”. Devido a esse feriado, temos ouvido muitas matérias sobre o preconceito no mercado de trabalho. Encontramos estatísticas dizendo que o homem negro tem média salarial 50% menor do que a média do homem branco. A mulher negra tem salário 32% menor que a mulher branca e se compararmos o homem branco com a mulher negra a diferença aumenta muito mais.

Quando ouvimos as entrevistas com representantes negros percebemos que eles defendem políticas de cotas nas universidades considerando que isso é algo que trabalha para diminuir o preconceito e quem sabe um dia equilibrar os salários.

Perguntaram-me se eu como empresário defendo que os salários sejam iguais a homens e mulheres, brancos e negros. Eu respondi que sou a favor que isso aconteça sim, mas não através de políticas de cotas nas universidades. É preciso entender que quando divulgam-se dados dizendo que negros e mulheres ganham menos que o branco, isso não quer dizer que em uma mesma empresa existem dois profissionais com salários diferentes na mesma função, apenas por cor da pele ou sexo. O que as estatísticas dizem é que negros e mulheres não conseguem empregos tão bons como homens brancos e que por isso, seus salários são menores “em média”.

Mas isso é algo histórico. As mulheres ainda sofrem com o mercado de trabalho porque elas têm pouco mais de vinte anos de introdução no mesmo. Na década de 80 a maioria das mulheres casadas eram “donas de casa”. Naquela época as meninas até arrumavam empregos, mas o casamento era sinônimo de abandono da curta carreira para se dedicar as prendas domésticas. Poucas mulheres faziam uma carreira longa e essas eram na maioria professoras, enfermeiras ou cabeleireiras. Outras poucas tinham uma vida profissional informal, como empregadas domésticas ou menos formal ainda fazendo trabalhos artesanais em casa. É por isso que ainda existe uma diferença de média salarial, pois as mulheres ainda estão entrando no mercado de trabalho.

Já o negro sofre de um problema parecido. Ele era escravo até o fim do século XIX e brigava contra os conservadores durante mais da metade do século XX. Hoje o negro bem formado e capacitado disputa o mercado de igual para igual com qualquer outra pessoa. Porém quando colocamos uma vaga para ajudante, teremos uma grande oferta de negros procurando ser admitido enquanto que para uma vaga de engenheiro teremos mais candidatos brancos. Como um engenheiro ganha mais que um ajudante, este contribui melhor com a média salarial de sua raça que o outro que tem menos formação.

Em Salvador, uma cidade onde 70% das pessoas são negras de origem, os grandes homens de sucesso são brancos, mais especificamente os que migraram das regiões Sul e Sudeste. Mas isso acontece porque ele vem de um estado mais rico, conseqüentemente com mais recursos educacionais e por isso se destacam.

Eu entendo que o “migrante paulista” está para o nordeste assim como o “imigrante europeu” está para São Paulo, ou seja, num nível intelectual acima. E é por isso que paulista vai ao nordeste ficar rico, assim como europeu vem para o Brasil ficar rico. O caminho inverso é também real, afinal da mesma maneira que algumas pessoas migram do nordeste para São Paulo achando que aqui a vida é bela, muitos brasileiros do Sudeste imigram para o exterior acreditando que lá vão encontrar o paraíso. Os resultados, quase sempre são decepcionantes.

Já a mulher negra sofre com as duas coisas. E é aí que surgem pessoas defendendo que a cada 100 vagas numa universidade, tantas sejam reservadas para negros e seus descendentes como uma forma de equilibrar a sociedade. Mas isso gera uma rivalidade entre as duas raças sem contar que é uma forma do negro se sentir ainda mais inferior, pois admite que precisa de ajuda para ser igual.

Particularmente eu sou contra a política de cotas, pois entendo que o problema do negro não é exatamente ser negro, mas sim ser pobre, assim como entendo que a dificuldade da mulher se destacar no mercado de trabalho não está no sexo, mas sim na linha de profissões escolhidas por elas. Porém é interessante notarmos a mudança, considerando que a maioria dos médicos hoje é formada por mulheres e isso aumenta a renda média feminina. A maioria dos arquitetos também vem da população feminina.

Os negros se destacam muito também no meio musical e no esporte de rua (futebol, basquete e atletismo) enquanto brancos encontram mais incentivos no vôlei, tênis e esportes náuticos (também devido à origem mais rica ou pobre). Então como solução para a desigualdade, prefiro as políticas de combate à pobreza.

Eu acredito que a própria TV poderia ajudar com algumas ações, colocando nas novelas atores negros para os papéis de empresários e galãs ou mulheres negras como grandes mulheres de sucesso, podendo assim influenciar melhor as pessoas fazendo-as acostumarem-se com o negro de sucesso, que hoje felizmente já começa a existir de verdade no Brasil.

mais sobre o assunto: http://aguinaldocps.blog.terra.com.br/a_ascensao_do_negro

ou

http://aguinaldocps.blog.terra.com.br/homem_de_cor

criado por aguinaldocps    10:16 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, mundo moderno, opinião pessoal, política, preconceito racial

16/11/06

A revolta de um estagiário

É melhor ser mendigo ou Estagiário?

Pois bem, antes de responder leia o texto que está em azul, abaixo:

Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta
segundos no vermelho e trinta no verde).
Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.
Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mes terá faturado: 25 x 8 x 6 = R$1.200,00. Será que isso é uma conta maluca?
Bom, 6 Reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às vezes até 1 Real.
Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: 3 Reais por hora terá R$600,00 no finaldo mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que nao é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra encher o saco por causa disto ou daquilo.
Mas isto é teoria, vamos ao mundo real. De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET).
Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imaginem o que ela respondeu?
É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá (25 dias por mes) x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.
Moral da História: É melhor ser mendigo do que estagiário, e pelo visto, ser estagiário é pior que ser Mendigo…
Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário.
Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.
Lembre-se que o presidente não estudou, não trabalhou, não sabe o próprio nome, mas tem 3 fontes de renda e ainda esnoba a nação inteira com palácios, aviões, viagens internacionais, carros importados, bebidas caríssimas etc, etc, etc…
Mendigo não paga 1/3 do que ganha prá sustentar nenhum político E NÃO PAGA IMPOSTO DE RENDA!

Esse texto acima foi escrito por um estagiário e eu o recebi por email. Lendo-o, poderemos concluir 6 coisas:

- Estagiários não prestam atenção nas coisas, tanto que não sabem que existe o sinal amarelo.

- Alguns mendigos são mais inteligentes que alguns estagiários

- Estagiário pensa pequeno, pois se ganhasse 1 Real em trinta segundos, ficaria descansando debaixo de uma árvore por mais 9 mudanças de sinal, exatamente como fazem nas empresas. Porém mendigos não fazem isso, independente de quanto ganham de um motorista, continuam com cara de coitados, pedindo.

- Estagiários são "do contra", pois se o chefe pede pra ele fazer uma pesquisa entre os funcionários, ele não faz direito, mas para pesquisar a mendiga ele teve habilidade.

- Esse estagiário, que tem tempo pra ficar pensando nisso e fazendo pesquisas, não tem mais nada pra fazer, então se ele ganha um salário mínimo, que seja, ele ganha bem.

- Este estagiário é "falastrão", a menos que tenha virado mendigo no dia seguinte a ter concluído a pesquisa, o que eu, mesmo sem conhecê-lo, duvido que aconteceu.

Por outro lado, a verdade é que o estagiário tem razão. Financeiramente falando é mais lucrativo ser mendigo que ser funcionário em alguns casos, principalmente porque o Mendigo não tem salário fixo e com isso também não tem limite salarial e o estagiário só tem aquilo.

Mas o Estagiário não pensou no seguinte:

- Tem muita gente desempregada querendo ser estagiário, por isso ele ganha pouco. E se ele resolver sair da empresa, amanhã outro já terá assumido seu lugar. Mas tenho dúvidas que o autor do texto acima continue achando bom ser mendigo após uma manhã de esmolas.

E uma última conclusão: Estagiários gostam de criticar patrões, mas ficam bravos quando são criticados.

criado por aguinaldocps    17:04 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, mundo moderno, opinião pessoal, outros autores, política

10/11/06

Fale Corretamente

Estabelecer uma comunicação eficaz pressupõe alguns cuidados fundamentais. Sua imagem, pode ser seriamente comprometida pela forma como você fala. Falar com educação apenas não é o suficiente. É importante falar de forma correta, utilizando inflexões de voz adequadas ao contexto.

Erros básicos ferindo regras básicas gramaticais são imperdoáveis. Exemplos: A eliminação do plural: "Nós vamo"…"Os carro"… Ou ainda frases do tipo: "Para mim consertar" que confunde quem faz, com quem sofre a ação. O Correto: "Ela trouxe a caixa para mim, para eu consertar".

AJUSTE O VOLUME: Falar alto ou baixo demais também prejudica sua comunicação. Ajuste o volume e o tom de sua voz ao local e ao número de pessoas, procurando falar de forma clara e eloqüente.

VIVA SUAS PALAVRAS: Coloque vida e emoção no que está dizendo. Agindo assim, você desperta a atenção das pessoas e suas chances de êxito são bem maiores. Use adequadamente as pausas, o ritmo e, principalmente, a ênfase para colocar entusiasmo em sua performance verbal.

Uma solução simples e interessante para falar melhor, é criar o hábito de ler mais. Esse hábito, além de aumentar a correção e a fluência, enriquece o vocabulário e os conhecimentos. No mundo globalizado, para que você possa competir profissionalmente, é preciso apresentar diferenciais que aumentem suas chances de empregabilidade e o maior conhecimento proporcionado pela leitura sem duvida contribui positivamente.

NOTA DEZ AO TELEFONE
O telefone amplifica todos os sentidos. Portanto, se você está zangado, deprimido ou feliz, todos estes estados poderão ser captados pela pessoa do outro lado da linha. Para falar bem, siga as dicas:
- Fale numa postura ereta na cadeira
- Sorria enquanto fala
- Não de impressão de estar aborrecido
- Não fale como se estivesse sob pressão
- Não coma nem fume ao falar
- Ponha-se de pé para ficar mais seguro e enfático
- Peça o nome do interlocutor e diga o seu
- Não fale com rapidez e não interrompa o outro
- Procure repetir números e nomes complexos
- Lembre-se: Seja cortês, claro e breve.

TELEFONE CELULAR: Embora seja um acessório indispensável ao mundo dos negócios, o telefone celular, deve ser utilizado com discrição. A seguir alguns lugares e situações onde é recomendável desligá-lo:
- Cinemas
- Discursos
- Teatros
- Reuniões
- Igrejas
- Refeições formais
- Cursos
- Palestras

UM BOM OUVINTE
Muitas pessoas falam demais e se comunicam de menos. Quando necessitamos dizer algo, é instintivo o desejo de falar imediatamente. No entanto não é o ideal para uma boa comunicação. O diálogo é a comunicação entre duas ou mais pessoas. Já o monólogo, é quando apenas uma fala. Algumas pessoas não diferenciam uma situação da outra e acabam falando demais. Por uma série de fatores, é importante que você seja um bom ouvinte:
1- As pessoas gostam de ser ouvidas e se sentirão prestigiadas por você.
2- Você captará melhor toda e exposição do outro.
3- As idéias do outro podem ser importantes ao desenvolvimento daquilo que será dito por você em seguida.
4- Pessoas que falam demais, são sinônimo de chatos.

DICAS PARA FALAR MELHOR
Este e um texto pratico elaborado pelo Professor Reinaldo Polito, baseado nas Obras "Como falar em Publico e sem inibições" e Gestos e postura para falar melhor" publicadas pela Editora Saraiva. Um texto para ler, guardar e consultar.

1) Seja você mesmo - Essa e a primeira e maior "dica" de como falar melhor: a naturalidade acima de tudo. Nenhuma técnica poderá ser mais importante que a sua naturalidade. Aprenda, aperfeiçoe, progrida, mas ao falar, seja sempre natural.

2) Pronuncie bem as palavras - Pronuncie completamente as palavras. Principalmente não omita a pronuncia dos "s" e "r" finais e dos "i" intermediários. Por exemplo: fale primeiro, janeiro, terceiro, precisar, trazer, levamos, e não janero, tercero, precisá, traze, levamo. Pronunciando todos os sons corretamente, a mensagem será melhor compreendida pelos ouvintes e haverá maior valorização da imagem de quem fala. Faça exercícios para melhorar a dicção lendo qualquer texto com o dedo entre os dentes e procurando falar da forma mais clara possível.

3) Fale com boa intensidade - Se falar muito baixo, as pessoas que estiverem distantes não entenderão suas palavras e deixarão de prestar atenção. Também não devera falar muito alto porque, alem de se cansar rapidamente, poderá irritar os ouvintes. Fale numa altura adequada para cada ambiente. Nunca deixe, entretanto de falar com entusiasmo e vibração. Se não demonstrar interesse por aquilo que transmite, não conseguira interessar sua platéia.

4) Fale com boa velocidade - Não fale rápido demais. Se a sua dicção, for deficiente será ainda mais grave, já que dificilmente alguém conseguira entende-lo. Também não fale muito lentamente, com pausas prolongadas, para não entediar os ouvintes. Use um aparelho gravador para conhecer melhor a velocidade da sua fala e decidir-se pelo melhor estilo.

5) Fale com bom ritmo - Alterne a altura e a velocidade da fala para construir um ritmo agradável de comunicação. Quem se expressa com velocidade e altura constantes acaba por desinteressar os ouvintes, não pela falta de conteúdo, mas pela maneira "descolorida" como se apresenta.

6) Tenha um vocabulário adequado - Um bom vocabulário tem de estar isento de excesso de termos pobres e vulgares, como palavrões e gírias. Por outro lado, não se recomenda um vocabulário repleto de palavras difíceis e quase sempre incompreensíveis. Evite também o vocabulário especifico da sua profissão diante de pessoas não familiarizadas com esse tipo de palavreado. Evitando o vocabulário pobre e vulgar, não tendo a preocupação de se expressar com palavras difíceis, e reservando o vocabulário profissional apenas para aqueles que atuam dentro da mesa área, você estará desenvolvendo um vocabulário simples, objetivo, e suficiente para identificar idéias e pensamentos.

7) Cuide da gramática - Um erro gramatical, dependendo da sua gravidade, poderá atrapalhar a apresentação e até mesmo destruir sua imagem. Toda a gramática precisa ser correta, mas principalmente faça uma revisão de concordância e conjugação de verbos. Muitos hesitam na construção de frases porque tem duvidas sobre a concordância a fazer ou o verbo a conjugar. Além disso, aumente suas leituras de livros de bons autores e observe atentamente a construção das suas frases. A leitura é uma das melhores fontes de aprendizado.

Mais dicas, procurem na internet por dicas do professor Reynaldo Polito, um dos melhores autores sobre o tema.

criado por aguinaldocps    8:49 — Arquivado em: comportamento, outros autores

7/11/06

Amizades masculinas e femininas

Dizem que ambientes onde trabalham muitas mulheres juntas tem muitos problemas de relacionamento. Será verdade?

DUAS AMIGAS SE ENCONTRAM NO SHOPPING, UMA DELAS SAINDO DO CABELEREIRO:

FABIANA: Olá, querida!!! Você cortou o cabelo?
CAROLINA: Cortei, amor! Você não imagina com quem. Com o Edson, aquele mago da tesoura.
FABIANA: Maaaraaaviiilhooosaaa. Ficou 10 anos mais moça. Essas mechas,que bárbaro! Vou mandar fazer igualzinho. São luzes?
CAROLINA: Não, menina, é uma técnica nova de clareamento que ele trouxe da Itália. Imagina que…bla, bla, bla, bla… (meia hora depois…)
FABIANA: Então, tá bom, querida. Corre pra casa que teu marido vai morrer de orgulho da mulher que tem.
CAROLINA: Ai, amiga, te adoro! Beijinhos! 
FABIANA Sai pensando: Como essa perua ficou ridícula! Será que ela não se enxerga? Não sei como aquele gato do marido dela continua com ela. Se der mole eu cato. 
CAROLINA sai pensando: Essa galinha deve estar morrendo de inveja do meu visual. Ainda quer fazer igual, vê se pode! Com aquele cabelo que parece um arame. Nem com implante!

DOIS AMIGOS SE ENCONTRAM NA RUA, UM DELES SAINDO DO BARBEIRO:

RICARDO: Opa! E aí, seu filho-da-p…? Tava cortando o cabelo,né?
FERNANDO: Não, ô v… tirei pra lavar!
RICARDO: Que m… de corte, hein? Tu tá parecendo um gay. O cabelereiro entendeu PRA BIXA ao invés de CAPRICHA, é?
FERNANDO: É… mas tua mãe gostou.
RICARDO: Falou, então!… Ah, manda um beijo pr’aquela gost… da tua irmã viu?
FERNANDO: Vai se f…, seu c…! Até mais! 
RICARDO sai pensando: Esse cara… Gente finíssima! 
FERNANDO sai pensando: Adoro esse cara… Muito gente boa…

E então? será que as situações acima são comuns?

criado por aguinaldocps    18:35 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, fábulas, preconceito racial
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