Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

31/10/06

Inglês Fluente???

Can you read this?

Olny srmat poelpe can.

cdnuolt blveiee taht I cluod aulaclty uesdnatnrd waht I was rdanieg. The phaonmneal pweor of the hmuan mnid, aoccdrnig to a rscheearch at Cmabrigde Uinervtisy, it deosn’t mttaer in waht oredr the ltteers in a wrod are, the olny iprmoatnt tihng is taht the frist and lsat ltteer be in the rghit pclae. The rset can be a taotl mses and you can sitll raed it wouthit a porbelm. Tihs is bcuseae the huamn mnid deos not raed ervey lteter by istlef, but the wrod as a wlohe.
Amzanig huh? yaeh and I awlyas tghuhot slpeling was ipmorantt!

criado por aguinaldocps    17:38 — Arquivado em: curiosidades, outros autores

Homem de cor

Eu considero um ato de preconceito se referir ao negro com palavras disfarçadas (pessoa "de cor") para dizer que ele é negro, assim como pedir essa informação (cor da pele) em Curriculos. Mas simplesmente dizer que fulano é negro ou que beltrano é japonês, na minha opinião é normal e não tem nada a ver com racismo.

Dou o exemplo: Imagine uma pessoa de pele bem clara e cabelos louros, jogando futebol. É possível que alguém diga "corre Alemão". Numa sala de aula, o professor coloca uma questão e pergunta quem pode responder, é natural que alguém sugira "o Japonês". Até aí tudo é normal, porém quando alguém diz que "o Negão" fez alguma coisa, isso pode ser confundido com racismo.

Se referir a alguém como Negro, Japonês, Alemão ou qualquer outro nome, não deveria ter nenhum problema desde que esse nome não fosse usado para diminuí-lo.

Algumas pessoas tem o péssimo hábito de se referir a um Negro como uma pessoa "de cor". Aí sim eu vejo um grande preconceito, pois em alguns casos até abaixam um pouco o tom de voz como se estivessem falando de alguém com uma doença ou qualquer coisa assim.

Essa deve ser a pior ofensa que alguém pode sofrer, ser tratado como "de cor". Cor todo mundo tem, seja ela clara, escura, mais ou menos, etc.

A estorinha abaixo relata bem isso:

UM HOMEM NEGRO ENVIOU COMO RESPOSTA A UMA COMUNIDADE RACISTA! 

IRMAO BRANCO….
QUANDO NASCI , EU ERA NEGRO.
QUANDO CRESCI, EU ERA NEGRO
QUANDO TOMO SOL, EU SOU NEGRO
QUANDO ESTOU COM FRIO, EU SOU NEGRO
QUANDO ESTOU COM MEDO, EU SOU NEGRO
QUANDO ESTOU DOENTE, EU SOU NEGRO
QUANDO EU MORRER, EU SEREI NEGRO. 

E VOCE HOMEM BRANCO?
QUANDO NASCEU, ERA ROSA
QUANDO CRESCEU, ERA BRANCO
QUANDO TOMA SOL , VOCE FICA VERMELHO
QUANDO VOCE TEM FRIO, FICA ROXO
QUANDO ESTA COM MEDO, FICA PALIDO
QUANDO FICA DOENTE, FICA VERDE
QUANDO VOCE MORRER, FICARÁ CINZA.
DEPOIS DE TUDO ISSO "HOMEM BRANCO":- COMO VOCE PODE ME CHAMAR DE HOMEM DE COR???!!! 

Sugiro aos leitores, brancos, negros, verdes e amarelos, jamais se referirem a alguém como gente "de cor". Prefira dizer naturalmente "aquele cara negro", assim como poderia dizer "aquela mulher ruiva" ou "aquele sujeito alto".

criado por aguinaldocps    9:32 — Arquivado em: comportamento, opinião pessoal, preconceito racial

30/10/06

O que elas dizem… e o que elas querem dizer

Para as pessoas entenderem que nem sempre o que se diz é o que se quer dizer. Portanto, prestem atenção nas linguagens não verbais.

Na última reunião mensal li a seguinte piada para a nossa equipe. Quem sabe você, leitor, pode aproveita-la também.

O que elas dizem… e o que elas querem dizer:

1) Tem um filme novo no cinema (quero ir ao cinema)
2) Tem uma bala (converse comigo)
3) Não quero ficar com ninguém, por enquanto (você é feio)
4) Quero dar um tempo pra mim (você é feio)
5) Não estou preparada para relacionamentos sérios (não gostei de você)
6) O problema não é você, sou eu (não gostei de você)
7) Estou meio confusa (não gostei de você)
8) Estou um pouco cansada (não quero transar com você)
9) Estou com dor de cabeça (não quero transar com você)
10) Sou uma pessoa de muitos amigos (não me encha o saco se me ver com outro)

O que eles dizem… e o que eles querem dizer:

1) Quer uma bebida? (Quero transar com você)
2) Quer uma carona pra casa? (Quero transar com você)
3) O almoço me fez mal, vou descansar (tem futebol na TV, pára de graça)
4) Precisamos ficar mais em casa (nem ferrando que eu vou à tua mãe de novo)
5) O carro está meio esquisito (nem ferrando que eu vou à tua mãe de novo)    6) Não gostei desse vestido (muito caro)
7) Esse vestido está ótimo (compre esse mesmo e vamos embora)
8) Nem precisa experimentar outro, esse tá ótimo (compre qualquer um e vamos embora)
9) Vestido larguinho assim está na moda (compre essa coisa aí mesmo e vamos embora)
10) Gostei mais do branco (compre logo o branco e vamos embora)

criado por aguinaldocps    11:12 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, projetos na Uptime

28/10/06

A decadência de Lula

Tenho certeza que você olhou este título pensando que seria alguma besteira que o Aguinaldo escreveu antes das eleições, afinal segundo as pesquisas, ele estaria reeleito. Quem sabe me imaginou um  "tucanista" já inconformado ou ainda esperançoso. Pois não será bem esse o desenrolar desta crônica.

Daqui há algumas horas o Brasil vai às urnas e amanhã, provavelmente por volta desse mesmo horário, coneceremos oficialmente o nome do presidente pelos próximos 4 anos. E infelizmente ainda, provavelmente será Lula.

Pois hoje, pela enésima vez eu conversava sobre o tema numa mesa de bar com amigos e o negócio me parece unânime: Todo mundo vai votar em Alkmin. Dirijo pelas ruas de Campinas, Jundiaí, São Paulo e vejo centenas de carros com adesivos pró Alkmin. Recebo dezenas de emails por dia propagando a campanha Tucana, criticando o PT e chamando a população a despertar.

Mas então, o que está acontecendo? Porque as pesquisas mostram vitória de Lula com 60% dos votos se todos dizem que preferem Alkmin? A resposta está no passado recente.

Se analisarmos o Brasil desde a Ditadura Militar, perceberemos que naquele momento as pessoas mais esclarecidas da sociedade já falavam em democracia. O partido da democracia, na época era o MDB - que depois virou PMDB. O MDB dos anos 80 tinha em sua base Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro e alguns mais jovens como Fernando Henrique Cardoso, Mario Covas e José Serra. O MDB era considerado pelos estudiosos, jornalistas, professores, artistas e outros esclarecidos como a grande esperança brasileira para a democracia.

Naquele tempo, o PDT e o PMDB eram a esquerda, o PT que recem surgia era a extrema esquerda, o PTB era o centro e o PDS (antiga ARENA e atual PP) era a direita da direita. Todos chamavam o PDS de partido da aristocracia e por aí vai.

Em 1982 os esclarecidos votaram no PMDB, mas o PDS ainda teve a maior votação no Brasil, porque o povo ainda votava nos coronéis que davam brindes.

Em 89 já existia o PSDB, que veio como uma dissidência do PMDB. Era formado por Mario Covas, Fernando Henrique, José Serra, Montoro, Magalhães Teixeira e mais alguns grandes nomes. Os esclarecidos votaram 45, mas Covas não foi nem para o segundo turno.

Já em 94 eles conseguiram. Fernando Henrique Cardoso assume a presidência. Mas aí ele vira FHC e os esclarecidos começam a achar que Lula seria uma opção melhor.

E mesmo assim em 98 FHC vai para sua reeleição sem segundo turno. Concluímos que os esclarecidos não foram suficientes para dar a Lula uma chance.

Já em 2002… eles conseguiram. Lula assume a presidência com o apoio maciço dos esclarecidos que conseguiram convencer a massa da população que o PT tinha a fórmula para mudar o Brasil.

Quatro anos depois eles perceberam que estavam errados. E agora, como das outras vezes, não vão conseguir imediatamente mudar os rumos do Brasil. Isso será só na próxima eleição, em 2010. É por isso que eu digo que a era Lula está no fim. Terá mais 4 anos, no máximo, assim como aconteceu com FHC e os caciques.

Mas percebam que o partido dos esclarecidos era o MDB, que virou inimigo, depois foi o PSDB que também virou inimigo e depois o PT que também virou inimigo. O povo virá no vácuo, mas demorará um pouco.

Enquanto isso percebemos que os adesivos nos carros ou mensagens pela internet provêem de um público que não é a maioria, pois a maioria no Brasil que vota em Lula, infelizmente não tem carro para por adesivo e nem computador para entrar na internet.

Mas qual seria a solução? A solução seria que a classe esclarecida fosse maioria e não minoria. Mas para isso acontecer só um milagre. Afinal, 2006 ficará marcado pela eleição onde um candidato que pregou a educação teve somente 2% dos votos, enquanto um outro que diz que ler é muito chato e se gaba por ser presidente sem falar inglês e nem ter faculdade será eleito. Se considerarmos que a única forma de mudarmos esse cenário seria educar o povo, podemos dizer que estamos com um caminho complicado pela frente.

*esclarecidos: população com capacidade de analisar os rumos de um país devido a terem tido oportunidades de acesso a escola e meios de comunicação, independentemente de sua classe social ou financeira.

criado por aguinaldocps    22:22 — Arquivado em: curiosidades, opinião pessoal, política

27/10/06

Mania de reclamar

Brasileiro sempre teve mania de reclamar dos seus governantes.
Reclamava dos administradores das Sesmarias e das Capitanias Hereditárias; dos governadores gerais e dos imperadores.
Dos militares, de Sarney, de Collor, de Itamar, de FHC, de Lula…
Não reclamaram de Tancredo Neves porque morreu antes da posse!
No próximo ano, vamos ter novo presidente (ou o mesmo), novo governador, outros deputados…Ou os mesmos!
Mas o povo vai continuar a reclamar.
Sabe por quê?
Porque o problema não está só nos deputados, senadores, presidente, governador, prefeito, etc.
O problema está naquele que reclama: você e eu; nós!
O problema está no brasileiro.
Afinal, o que se poderia esperar de um povo que sempre dá um jeitinho? Um povo que valoriza o esperto e não o sábio?
Um povo que aplaude o vencedor do Big Brother, mas não sabe o nome de um escritor brasileiro?
Um povo que admira o pobre que fica rico da noite para o dia por sorteio e sem trabalhar? Ri quando consegue puxar tv a cabo do vizinho? Sonega tudo o que pode e, quando pode, sonega até o que não pode!?
O que esperar de um povo que não sabe o que é pontualidade? Joga lixo na rua pela janela do coletivo e reclama pela sujeira?
O que esperar de um povo que não valoriza a leitura (o próprio presidente diz que ler é chato)?
O que esperar de um povo que finge dormir quando um idoso entra no ônibus? Prioriza o carro ao pedestre?
O problema do Brasil não são só os políticos; são os brasileiros!
O povo vota em Paulo Maluf, Fernando Collor, Clodovil e diz que é só pra “zoar”. Depois reclama de corrupção. Elege José Genoíno, Waldemar Costa Neto e cia.
Os políticos não se elegeram; fomos nós que votamos neles.
Político não faz concurso, ganha votos: o seu e o meu!
Lembre-se, o voto é seu, faça-o valer, depois não reclame: AGUENTE…!!!

Quem escreveu isso foi um tal de Waldemar. Não sei quem é ele.

criado por aguinaldocps    9:40 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, opinião pessoal, outros autores

23/10/06

Ler ainda é o melhor remédio

Tudo aquilo que acontece com você no mundo corporativo, pode ter certeza que já aconteceu com mais alguém. Partindo desse princípio, podemos acreditar que em vez de ficarmos batendo nossa cabeça para reinventar a roda, podemos aprender com quem já sabe. Sim, aprender com quem já aprendeu com outro.

Não quero dizer que nada de novo surgirá, muito pelo contrário, pois acredito que inovação é importante. Mas se você quer chegar onde nunca ninguém chegou, a melhor forma é partir de um ponto onde alguém já está.

Portanto, a melhor maneira de evoluirmos é aprendendo com aqueles que já estão no nível de ensinar. Sugiro a todos que acompanham esse blog, que leiam livros e assistam a palestras. Muitas pessoas vão subestimar tais palestras, querendo dizer que não ouvirão nada de novo. Até concordo que pouco há de novo, mas o ser humano precisa ouvir várias vezes as mesmas coisas ditas de formas diferentes, por pessoas diferentes e com exemplos diferentes.

Eu sou um sujeito que lê muito, a ponto de em alguns momentos ler livros repetidos ou mais de um ao mesmo tempo. Vou então fazer algumas sugestões que eu creio serão interessantes.

Livros:

Para quem nunca leu nada do gênero:
O sucesso não ocorre por acaso – Lair Ribeiro
Comunicação Global – Lair Ribeiro
O maior vendedor do mundo – Og Mandino
Universidade do Sucesso – Og Mandino
A revolução dos Campeões – Roberto Shinyashiki
Virando a própria mesa – Ricardo Semler
Seja Executivo e não executado – Thomaz Reaoch

Para quem quer aprender a falar, se comunicar, etc:
Comunicação Global – Lair Ribeiro
Como falar corretamente e sem inibições – Reynaldo Polito
A vantagem do tímido – Marti Olsen
Como falar em público e influenciar pessoas no mundo dos negócios – Dale Carnegie

Quem está acostumado a ler e quer ter novas idéias:
Quem mexeu no meu queijo – Spencer Jonhson
O monge e o executivo – James Hunter
O gerente minuto – Kenneth Blanchard (tem continuidades)
Fazer Acontecer – Julio Ribeiro

Para quem simplesmente está querendo rir e se tornar mais crítico com as coisas:
100 crônicas – Mario Prata
Comédias da vida privada – Luis Fernando Veríssimo

Para quem quer se envolver mesmo
Operação Cavalo de Tróia – J.J. Benitez (deve estar no sexto volume, eu li só até o quinto)
Ressureição de Cristo – Og Mandino

Quanto às palestras, vou sugerir, pela ordem, os 5 melhores palestrantes que já assisti:

1-) Bernardinho [seguramente, o melhor de todos]
2-) Valdez Ludwig [é caro, mas vale a pena]
3-) Daniel Godri [fantástico para quem está assistindo pela primeira vez]
4-) Max Gehringer [o título é “comédia corporativa”]
5-) Luis Marins [é um pouco repetitiva, mas ainda assim vale muito a pena]

criado por aguinaldocps    13:53 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, histórias pessoais, mundo moderno, opinião pessoal

21/10/06

“Isso não é comigo”

Há alguns dias foi me colocada uma situação interessante: trata-se de 3 Academias no Rio de Janeiro que tem em comum o mesmo franqueador. Elas trabalham em 3 pontos diferentes na cidade, mas ostentam em sua fachada a mesma marca.

Como são empresas de prestação de serviços, elas estrategicamente tem um trabalho comercial de campo, ou seja, possuem um departamento comercial que sai em busca de novos clientes.

Essas 3 empresas possuem um acordo quanto a sua prestação de serviços. Se um cliente que reside em Botafogo é captado pela empresa da Tijuca, esta passa a conta para o seu parceiro do Botafogo executar o trabalho.

Então isso é bom ou ruim? A resposta é que isso é mais que bom, é fantástico. Afinal o cliente ganha pois se desloca menos e as duas empresas ganham pois tem um acordo financeiro entre quem capta e quem executa.

Porém eles estavam cometendo um erro pequeno, mas fatal. Quando este cliente precisava alterar o contrato ou resolver algum problema administrativo, este tinha que se deslocar até a empresa que o contratou, lá do outro lado da cidade. E isso acontecia porque os 3 diferentes proprietários não confiavam nos parceiros para negociação, achando que poderiam sair perdendo, já que deixaria o outro negociar seus interesses.

Esse caso acima ilustra a síndrome de empresa pequena. A pequena empresa tem uma mentalidade característica, que deve mudar com a evolução e o crescimento. Quando as 3 franqueadas se associaram e confiaram nas outras para atender os clientes, deveriam ter feito também um voto de confiança para que esse atendimento fosse completo.

Se um cliente contrata a Academia X, através do funcionário José, para treinar em Botafogo, ele não quer saber se José é funcionário locado em Botafogo, na Tijuca ou em Copacabana. Ele contratou a Academia X, que neste momento deu a ele a opção de escolha onde treinar.

Uma empresa jamais pode colocar seus problemas internos em detrimento ao cliente. Os problemas internos devem ser resolvidos internamente, sem que o cliente fique sabendo.

No caso de franquias, isso vale mais ainda. Vamos dar exemplo de uma grande rede de restaurantes, o Pilot’s. Se o Pilot’s de Interlagos fez algo de ruim, ninguém vai pensar que o Sr Severino, dono da franquia de Interlados é um mal empresário, mas sim vão dizer que o Pilot’s é uma empresa ruim. Com isso perdem todos aqueles que usam essa marca e mais ainda o franqueador.

Pra finalizar, a regra é simples: se o cliente fechou um negocio com o José, ele está fechando com a Academia X. Se ele reclamou para a Maria, está reclamando da Academia X. O cliente não vê as pessoas, mas sim a empresa. A pior coisa que um funcionário pode fazer é reclamar da empresa para o cliente ou mesmo dizer "não foi culpa minha" ou "não é comigo".

criado por aguinaldocps    9:32 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, histórias pessoais, mundo moderno, opinião pessoal

19/10/06

Efeito Dick Vigarista

Vivemos um momento onde se discute muito a questão da ética. Isso é bom, mas ao mesmo tempo é uma pena que já não tenha se tornado um assunto superado. Quero dizer que ninguém mais discute o fim da escravidão, democracia, etc, porque todos concordam quanto a isso. Ética deveria estar nesse nível também.

Nas empresas há uma prática pouco ética, porém muito comum. O tal “puxar o tapete”. Essa expressão é usada quando um funcionário elabora uma “armadilha” para o outro visando derrubá-lo e conseqüentemente ocupar o seu lugar. Tem muita gente que está mais preocupada em puxar o tapete do outro do que em fazer o próprio trabalho melhor.

Isso me lembra um desenho animado que eu assistia quando criança e, claro, assisto até hoje. A “Corrida Maluca”. www.hannabarbera.com.br

O roteiro era quase sempre igual: alguns pilotos birutas correndo com carros muito esquisitos por estradas totalmente doidas. Os pilotos disputavam quem chegaria primeiro, mas Dick Vigarista, o vilão da estória tinha sempre um plano maligno para parar os outros pilotos e com isso conquistar sozinho a vitória.

Acontece que ele e seu parceiro, o cachorro Mutley, ao começarem as corridas, disparavam na frente e ao invés de visarem somente a linha de chegada, paravam para desenvolver uma armadilha, com o objetivo de tirar todos os adversários do páreo. A armadilha nunca dava certo e os dois eram ultrapassados por todos os outros.

Moral da estória: se Dick Vigarista não ficasse tão preocupado em deter os outros, certamente seria o vencedor de todas as corridas. Isso vale também para as pessoas no mundo corporativo.

criado por aguinaldocps    13:52 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, opinião pessoal, política

18/10/06

As pessoas gostam de Humildade

As pessoas gostam de humildade. E como diria Geraldo Alkmin no debate da Band, os assessores de Lula descobriram isso.

Ontem à noite assisti pela TV a reportagem onde o atual presidente e candidato à reeleição, Lula, falava em um comício, não sei exatamente onde, sobre a lição que aprendeu com o segundo turno.

O fato é que Lula tem grandes chances de ser eleito presidente do Brasil por mais quatro anos. Mas isso era algo que o próprio Lula acreditava que aconteceria já em primeiro turno, como ele próprio declarou em Sorocaba na última semana de campanha. Porém as declarações de “já ganhei” de Lula tiveram um efeito contrário e muitas pessoas decidiram votar contra ele motivados pela arrogância do candidato. Lula não participou dos debates de primeiro turno e subestimou seus adversários. O resultado foi uma queda de popularidade que o levou ao segundo turno das eleições, contra Geraldo Alkmin.

Atualmente a estratégia de campanha de Lula é tentar convencer a opinião pública de que seu adversário poderia privatizar empresas estatais, enquanto Alkmin busca lembrar o povo dos escândalos de corrupção do atual governo.

Pois bem, eu falava do que vi na TV, ontem. Num comício, Lula dizia que foi muito bom não ter vencido as eleições já em primeiro turno, pois isso teria ensinado a ele algumas lições e que a mais importante delas foi a humildade. “Nós aprendemos a descer do salto. No primeiro turno nem aos debates eu fui, pensando que não era preciso, afinal a eleição estava ganha”, dizia o candidato.

Essa frase, seguramente ganhou ou ganhará muitos votos, porque o ser humano gosta de ouvir coisas assim, desse tipo. Quando as pessoas pedem desculpas, quando assumem o erro, elas ganham popularidade.

Isso vale para nós, nas empresas, entendermos que admitir os erros geralmente nos leva a ganhar a simpatia das pessoas. Pena que, no caso do Lula, isso é tudo mentira. Ele deve ter falado isso tudo orientado por algum assessor ou marketeiro, mas jamais porque ele pensa assim de verdade. Lula, que em determinado momento da campanha, chegou a se comparar a Jesus.

Mas como dizia um amigo meu, a principal diferença entre Jesus e Lula, é que Jesus não pensa que é o Lula.

criado por aguinaldocps    11:42 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, opinião pessoal, política

17/10/06

Digimon Adventure

Taichi ocupa o papel de líder do grupo de humanos conhecido como "Crianças Escolhidas". Ele é forte e corajoso, tem uma personalidade aventureira e uma enorme autoconfiança.
Porém, Taichi não é perfeito - ele é impulsivo, teimoso e tem uma propensão natural para arranjar sarilhos. Por vezes, ele consegue ser muito infantil… é incapaz de tomar decisões sob pressão. É individualista e isso provoca conflitos com outros membros do grupo, especialmente com o seu rival, Yamato.
Taichi tem um enorme coração e preocupa-se muito com os outros. Ele chega a ser obsessivo em relação à irmã, por causa da sua fragilidade e tenta protegê-la em relação a todos os perigos.
À medida que a história avança, Taichi vai aprendendo que para se ser um bom líder é preciso mais do que ser forte ou gostar de mandar. É preciso ser sensato, generoso e escutar as opiniões dos outros. Quando ele se apercebe disto, o grupo torna-se muito mais unido.

Comecei esta crônica com o "Digimon Adventure" porque o personagem Taichi tem inúmeras características que encontramos em várias pessoas dentro das empresas. Normalmente quem recebe uma crítica, chora e se acha a pior pessoa do mundo, mas não se trata disso. Como no caso acima, percebe-se que Taichi tem características negativas como ser individualista e características positivas, como se preocupar com os outros.
O que vou tentar fazer daqui pra frente é explicar algumas características extremamente nocivas dentro de uma organização, comparando com o personagem Taichi.

Algumas pessoas são movidas a elogios. Isso pode ser bom, afinal ser elogiado por algo que fez é a motivação para continuar fazendo ou tendo novas idéias. O reconhecimento público é, para 58% das pessoas, mais valioso do que dinheiro. Porém, o que diferencia o remédio da droga é a dosagem. Isso significa que quando alguém faz algo interessante e não é elogiado, esse alguém jamais deve se sentir mal.

Também não é saudável que um líder como Taichi não escute opiniões diferentes. Ele, como líder tem o direito de aceitar ou não uma opinião, mas ouvi-las é fundamental. É comum comentarmos um problema ou mesmo um projeto com colegas de trabalho e estes responderem o que fariam se estivessem em tais situações. Às vezes o que respondem passa longe daquilo que nós gostaríamos de fazer. Se fizermos o que nos foi sugerido, não será mais o nosso projeto. Porém é importante ouvir, pois se deixarmos de lado a vaidade, corremos o risco de melhorar ainda mais nosso projeto.

Taichi também tem um rival, que é Yamato. Quem conhece a estória sabe que Taichi tem medo que Yamato seja mais popular que ele, portanto sempre que Yamato dá uma idéia, esta logo é descartada por Taichi, ainda que este perceba que seria a melhor solução. Esse ponto é outro grande erro de muitas pessoas dentro das empresas. Boas idéias têm que ser colocadas em prática, independentemente de quem foi o autor. Com isso todos ganham. Um time não é campeão por ter muitos bons jogadores, mas por ter um grupo unido em busca de um único objetivo. As disputas internas deixam o time mais fraco e mais vulnerável ao inimigo.

Como pontos positivos, Taichi é forte e corajoso, tem uma personalidade aventureira e uma enorme autoconfiança. Isso significa que pode ser um bom líder. Mas os pontos negativos revelam que ele ainda tem um resquício de insegurança, que tenta esconder atrás de sua cara de bravo. O bom líder é aquele que lidera porque é admirado e não por cargo. Quando o líder dá a chance às pessoas do seu grupo de fazerem o que ele faz, o líder será ainda mais valorizado, pois perceberão que seu trabalho não é para qualquer um. Taichi será um verdadeiro líder quando não tiver mais medo que outro assuma seu lugar.

Em alguns casos Taichi ainda pode ser mal interpretado. Um líder pode dar espaço para outras pessoas falarem, deixando inclusive que departamentos tenham autonomia. Mas se em algum momento fizer valer a sua opinião em detrimento as outras, terá que ter cuidado podendo ser rotulado como ditador. Acontece que quando as pessoas estão propensas a reclamar, esquecem do que se fez de diferente e uma pequena ação vira "característica".

Em um debate de idéias é comum que um líder bata muitas vezes no mesmo ponto. Isso pode ser bom ou ruim. Bom se ele tem convicção, afinal todo líder tem por característica ser determinado, assim vai levar sua idéia até o fim. Mas o bom líder também tem que saber a hora de "dar o braço a torcer". Significa que essa característica é extremamente nociva quando, por conta da vaidade alguém leva sua idéia até o fim só para não perder a discussão.

Empresas quebram, amizades se dissolvem e times se acabam quando a vaidade fica acima da funcionalidade.

criado por aguinaldocps    9:42 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, opinião pessoal
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