Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

30/9/06

Democracia é votar com o coração

Em 15 de novembro de 1982, eu que recentemente completara 10 anos de idade fui até o SENAI em Jundiaí com meu pai e minha mãe. Ambos iam votar. Naquele tempo não se votava para presidente nem para prefeitos de capitais e cidades importantes. Porém como estávamos em Jundiaí, meus pais puderam escolher governador, senadores, deputados, prefeito e vereador.

Já em 83 minha professora de história, Dna Vilma Voelsk, uma mulher extremamente carrancuda e "brava" nos explicava a importância da democracia numa sociedade. Ela dizia que tornar um povo ignorante era uma forma de opressão. Nós, os alunos, criavamos ali uma vontade muito grande de mudar aquilo e faziamos das eleições para o Centro Cívico uma batalha eleitoral dentro da escola.

Entendiamos que votar seria o mínimo para podermos melhorar nosso país. Que esse direito seria fundamental.

Em 1985 Tancredo Neves derrota Paulo Maluf no colégio Eleitoral e se elege o primeiro presidente Civíl depois de 20 anos de ditadura militar. O povo se alivia, mas Tancredo morre depois de complicações causadas por uma apendicite mal cuidada. José Sarney assume a presidência.

Até 1988, o que mais se ouviu foi o povo reclamando do direito ao voto. Votar para presidente era questão de honra para o cidadão brasileiro. Em 88 a Nova Constituição nos garantiu tal direito.

Em 89, os principais nomes do cenário político brasileiro se lançaram candidatos a presidencia. Entre eles estavam Paulo Maluf, Leonel Brizola, Lula, Ulysses Guimarães, Mario Covas, Fernando Collor de Melo, além de alguns então desconhecidos, como Enéas Carneiro e "Marronzinho".

O povo exercia então o direito tão aclamado. Elegeu Fernando Collor, que derrotou Lula no segundo turno. Collor foi cassado dois anos depois deixando Itamar Franco completar o Governo.

De lá pra cá muitas foram as eleições. Ano sim, ano não, iamos às urnas depositar nossa cédula - que depois informatizou e nos fez digitar numerozinhos. Elegemos governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores. Também elegemos FHC duas vezes e depois Lula. Ainda escolhemos viver numa "República Presidencialista" e que "NÃO" deveríamos proibir o comércio de armas de fogo.

E agora parece que o brasileiro cansou de votar. Hoje ouvimos gente reclamar de ter que ir votar. Reclamam da obrigação, comparam com os EUA, onde não é obrigatório. Esquecem que o modelo Norte Americano de eleições é ridículo.

Não existe direito sem haver dever. Quem reclama de ter que ir votar certamente não viveu a ditadura ou se esqueceu dela. Tem um amigo meu que disse que vai votar no Serra e no Lula, pois os dois tem chances de ganhar no primeiro turno. Assim não teria segundo turno. Quer mais absurdo?

A eleição é em dois turnos justamente para você poder manifestar melhor sua opinião. Vote naquele candidato que você mais gosta, independente das pesquisas. Se ele for ao segundo turno, vote nele novamente. Se ele não for, então escolha entre as duas opções que sobrarem.

Se seu candidato for eleito, comemore respeitando os adversários, afinal o eleito deve cuidar bem deles também. Caso seu preferido não se eleja, respeite o outro e torça a favor do governo dele.

No futebol, quando meu time é desclassificado eu posso torcer para o outro time que o eliminou se extrepar. Na política isso seria uma enorme burrice.

Boa eleição!

 

 

criado por aguinaldocps    15:04 — Arquivado em: opinião pessoal, política

27/9/06

3 conselhos de Nizan Guanaes

Este texto que segue abaixo, foi escrito para uma formatura por Nizan Guanaes. Ele foi paraninfo de uma turma na FAAP. Veja só o que este publicitário escreveu…
Deve ser por isso que esse cara já foi um do melhores redatores do mundo e dono da DM9 (aquela dos bichinhos da Parmalat).

PS: Para quem não sabe, ODORICO PARAGUASSU era um personagem de Diaz Gomes, na novela O BEM AMADO. No texto abaixo Nizan se refere ao fato dele viver roubando o povo e depois não saber o que fazer com o dinheiro.

"Dizem que conselho só se da à quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos à quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.


Meu primeiro conselho:
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro vira como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira italiana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:
-Irmã, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.
E ela responde:
-Eu também não, meu filho!

Não estou dizendo isso como nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar, tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho:
Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos e a melhor maneira de pensar em si. Afinal e difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia:
Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia:
seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito.
É preferível o erro a omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio.
Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.

Colabore com seu biógrafo: Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.

Não sente-se e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: Eu não disse? Eu já sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. Que, durante o almoço de domingo, tem que aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que faria, se fosse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar.
Pessoas que fazem coisas fantásticas toda Sexta à noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não querem trabalhar.

Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 18, de 18 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que e a morada do demônio, e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas dos japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a segunda maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho, onde quem não trabalha reclama e, quem trabalha, reclama ainda mais por ter que trabalhar.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você esta perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que e mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho te leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.
E isso se chama sucesso."

criado por aguinaldocps    13:52 — Arquivado em: comportamento, outros autores, política

26/9/06

Calçados na África

Era uma vez uma indústria de calçados aqui no Brasil que desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a Africa.
Em seguida, mandou dois de seus consultores a pontos diferentes de um mesmo país africano para fazer as primeiras observações do potencial daquele futuro mercado.

Depois de alguns dias de pesquisa, um dos consultores enviou o seguinte email para a direção da indústria:
"Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para este país. Aqui ninguém usa sapatos."

Sem saber desse email, alguns dias depois o segundo consultor mandou o seu:
"Senhores, tripliquem o projeto da exportação de sapatos para a Africa. Aqui, ninguém usa sapatos, ainda."

Moral da História
A mesma situação era um tremendo obstáculo para um dos consultores e uma fantástica oportunidade para outro.
Da mesma forma, tudo na vida pode ser visto com enfoques e maneiras diferentes. "Os tristes acham que o vento geme, os alegres acham que ele canta". O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida faz TODA a diferença.

criado por aguinaldocps    19:35 — Arquivado em: comportamento, fábulas, mundo moderno, outros autores

24/9/06

O craque e o obstinado

Uma pessoa que nunca teve resultados excelentes pode de uma hora para outra se tornar o melhor da equipe. Uma outra pessoa que tem anos de casa e resultados fantásticos no curriculum pode cair de produção sem motivo aparente.

Entre os anos de 1997 e 1999 participei de um grupo de colegas de trabalho que jogava futebol numa quadra society na zona Sul de São Paulo. Na época eu trabalhava na área comercial e meu expediente durava até as 9 horas da noite. Toda segunda-feira saíamos da empresa diretamente para a quadra do Rivelino (aquele mesmo tri-campeão com a seleção de 70).

A quadra era paga pela empresa e lá estavam diretores, gerentes, auxiliares, boys, porteiros e muitos outros profissionais. Em alguns casos amigos nossos eram convidados a participar.

Depois de alguns meses nós já havíamos formado dois times que sempre se enfrentavam, o amarelo e o azul. Porém, logo no início, nos primeiros jogos, os times eram formados na hora. Contava-se o numero de pessoas presentes, dividia-se por 7, que era o numero de pessoas que jogavam por cada time e diante do resultado, dois ou três representantes escolhiam um a um os jogadores dos seus times.

Como em toda situação como essa, os melhores jogadores eram escolhidos primeiro, enquanto que aqueles menos qualificados para o jogo ficavam por último.

É aí que entra o assunto que quero abordar: Acontecia de vez em quando, de um jogador considerado bom não estar no seu dia e também acontecia de um preterido acabar com o jogo.

Me lembro de um colega, Maurilio, na época gerente da empresa, que havia passado toda a infância e adolecência jogando futebol nos times da cidade dele e depois de formado abandonara as competições e se divertia conosco às segundas. Havia também um boy, peruano, chamado Jose. Tímido, Jose nunca era notado, pouco faalva e sempre participava de forma mediana, sem nenhum destaque.

Um dia Jose caiu no meu time e eu que era goleiro sabia que no time adversário não seria fácil segurar as avançadas do meu colega gerente. Chamei Jose e disse a ele que momentos antes Maurilio estava chacoteando-o para os outros no vestiário, subestimando sua capacidade de enfrentar, dizendo a todos que hoje seria mais fácil. Também disse a Jose que seria sua grande chance de se destacar e continuar sendo convidado.

O jogo começou e durante uma hora e meia Jose "colou" em Maurilio e não o deixou jogar. Foi aquela marcação homem a homem, as vezes com falta, as vezes simplesmente atrapalhando o adversário. O jogo acabou e Maurilio saiu da quadra extremamente irritado, esbravejando e inclusive se indispondo com Jose, argumentando que uma marcação daquela não era adequada para um jogo entre amigos. Maurilio chegou a dizer que Jose não jogaria mais.

As pessoas foram embora e durante toda a semana trabalharam comentando sobre o jogo da última segunda-feira. Veio o fim de semana e na outra segunda todos estavam lá para a diversão semanal. Acreditávamos que Maurilio estaria ainda mais motivado a jogar para poder compensar a última semana. Ele era um dos que escolhiam o time e surpreendentemente sua primeira escolha foi Jose. O time foi formado por mais cinco pessoas e a escolha inicial de Jose se repetiu por mais algumas semanas.

Depois de um tempo as pessoas se acostumaram a jogarem juntas e os times passaram a serem fixos. O meu time era composto por Maurilio, Jose e mais quatro. Jose era conhecido como o melhor marcador da empresa e inclusive quando íamos jogar contra outros times de outras empresas ele era presença indispensável.

Está aí um exemplo de uma pessoa que aproveitou o momento de raiva para se tornar alguém de sucesso (ainda que seja no futebol entre amigos).

Nas empresas, quantas vezes nos destacamos por grandes temporadas graças a um momento quando tomamos uma decisão? Quantas vezes aquele momento quando ficamos sabendo que nos subestimaram nos deu forças para nos tornarmos um vencedor.

Empresa é momento, assim como o esporte. Se hoje você estiver vivendo um bom momento, mantenha a disciplina para continuar no alto. Se você estiver mal, decida-se. O primeiro passo para se fazer sucesso é acreditar que se pode fazer sucesso. A figura abaixo transmite um pouco do que eu quero dizer:

E quem é você? O craque ou o obstinado? Independente de qual seja a sua resposta, trabalhe e lute!

criado por aguinaldocps    20:02 — Arquivado em: comportamento, esportes, histórias pessoais

21/9/06

Seja Executivo e não Executado

Amanha à noite Thomas F. Reaoch estará na Livraria Leitura, no BH Shopping, em Belo Horizonte, às 20 horas para uma noite de autógrafos.

O livro "Seja Executivo e não Executado" trata de um assunto muito interessante para nós brasileiros, que é o planejamento de vida. Nossa cultura não carrega esse tipo de comportamento, portanto Thomas, um americano que vive há algumas décadas no Brasil, escreveu sobre o que o cidadão deve fazer para planejar suas duas vidas.

Na sexta, dia 22, também em BH as 17:30 horas o autor vai proferir a palestra ”Seja Executivo e não Executado!” no evento SUPERE. www.supereacminas.com.br .

Há alguns dias, pela rádio CBN, ouvi o comentário de Max Gerhinger, respondendo ao email de um ouvinte que havia se formado recentemente e estava em busca de trabalho. O ouvinte que atende pelo nome Vicente perguntava "o que as universidades não ensinam?"

Max respondeu muito bem a pergunta. Isso pode ser conferido no próprio site da CBN, no arquivo do próprio Max, dia 6 de setembro. Ainda assim eu também enviei uma mensagem a rádio CBN pedindo que fosse remetida ao Vicente. Sugeri que o ouvinte leia o livro de Thomas, já que o mesmo visa justamente dizer aos jovens que eles aprendem na faculdade só o que precisam para começar a aprender na vida.

criado por aguinaldocps    9:23 — Arquivado em: comportamento, curiosidades, mundo moderno, música/cultura

17/9/06

Trabalho 10 X 0 Resultado

É comum ouvirmos comentários dizendo que o dia foi "cheio" ou que "hoje eu não parei um minuto". Porém quando vamos ver o resultado: Nenhum!

E aí perguntam? Como pode um dia como esse não ter rendido nada???

Vai abaixo a explicação através de um texto que recebi pela internet:

1. Outro dia decidi lavar o carro: peguei nas chaves e fui em direção à garagem, quando notei que tinha correspondência em cima da mesa.

2. OK, vou lavar o carro, mas antes vou dar uma olhadinha, pois pode ter alguma coisa urgente.

3. Ponho as chaves do carro na escrivaninha e, olhando o correio vejo contas para pagar e muita propaganda inútil, pelo que decido jogá-la fora, mas o cesto de lixo está cheio.

4. Então lá vou eu esvaziá-lo. Coloco as contas na escrivaninha, mas lembro que há um banco eletrônico perto de casa e vou primeiro pagar as contas.

5. Coloco o cesto de lixo no chão, pego as contas e vou em direção à porta.

6. Onde está o cartão do banco? No bolso do casaco que vesti ontem.

7. Ao passar pela mesa de jantar, olho para uma cerveja que estava bebendo. Vou buscar o cartão, mas antes vou guardar a cerveja na geladeira.

8. Vou em direção à cozinha quando noto que a planta no vaso parece murcha, é melhor pôr água antes.

9. Coloco a cerveja na mesa da cozinha, quando… Ah! Achei os meus óculos! Estava procurando há horas! É melhor guardá-los já!

10. Pego num jarro, encho-o de água e vou em direção ao vaso.

11. Deixaram o controle remoto da televisão aqui em cima! À noite quando quisermos ligar a TV, ninguém vai se lembrar de procurar na cozinha. É melhor levá-lo já para a sala. Mas…

12. Ponho os óculos sobre a mesa e pego no controle remoto.

13. Coloco a água na planta, mas caiu um pouco no chão. Deixo o controle remoto no sofá e vou buscar um pano.

14. Vou andando pelo corredor e penso que precisava trocar a moldura deste quadro.

15. Estou andando e já não sei o que é que ia fazer!!!

16. Ah! Os óculos… Depois! Primeiro o pano. Pego nele.

17. Vou em direção ao vaso, mas vejo o cesto do lixo cheio.

18. Final do dia: o carro continua por lavar, as contas não foram pagas, a cerveja lá está, quentinha, a planta levou só metade da água, não sei do cartão do banco, nem onde estão as chaves do carro!

19. Quando tento entender porque é que não fiz nada hoje, fico atônito, pois estive ocupado o dia inteiro!

20. Percebo que isto é uma coisa muito séria e que tenho que ir ao médico, mas antes, acho que vou ver o resto do correio…

criado por aguinaldocps    20:35 — Arquivado em: comportamento

13/9/06

As três peneiras

TEXTO RECEBIDO PELA INTERNET:

Augustus procurou Sócrates e disse-lhe:

– Sócrates, preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o que
me contaram a respeito de… 
Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
– Espere um pouco Augustus. O que vai me contar já passou pelo crivo das
três peneiras?
– Peneiras? Que peneiras?
– Sim. A primeira, Augustus, é a da verdade. Você tem certeza de que o que
vai me contar é absolutamente verdadeiro?
– Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram!
– Então suas palavras já vazaram a primeira peneira. 
Vamos então para a segunda peneira: a bondade. O que vai me contar,
gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
– Não, Sócrates! Absolutamente, não!
– Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira. 
Vamos agora para a terceira peneira: a necessidade. Você acha mesmo
necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa?
– Não, Sócrates… Passando pelo crivo das três peneiras, compreendi que
nada me resta do que iria contar. 
E Sócrates sorrindo concluiu:
– Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, quanto você e os outros
iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma
fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre
irmãos 
Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz!

criado por aguinaldocps    11:04 — Arquivado em: comportamento, fábulas

12/9/06

Fazer O Que Se Gosta x Gostar Do Que Se Faz

Fazer O Que Se Gosta x Gostar Do Que Se Faz
– por Stephen Kanitz, formado em Administração de Empresas por Harward e articulista da VEJA

A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente. Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando "fazer o que se gosta", um conselho confuso e equivocado.

Nenhuma empresa paga profissional para fazer o que os funcionários gostam, que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia. Justamente, paga-se um salário para compensar o fato de que o trabalho é essencialmente chato.

Mesmo que você ache que gosta de algo no início de uma carreira, continuar a gostar da mesma coisa 25 anos depois não é tão fácil assim. Os gostos mudam, e aí você muda de profissão em profissão?

As coisas que eu realmente gosto de fazer, eu faço de graça, como organizar o Prêmio Bem Eficiente; ou faço quase de graça, como escrever artigos para a imprensa.

Eu duvido que os jogadores profissionais de futebol adorem acordar às 6 horas todo dia para treinar, faça sol, faça chuva. No fim de semana eles jogam bilhar, não o futebol que tanto dizem adorar. O "ócio criativo", o sonho brasileiro de receber um salário para "fazer o que se gosta", somente é alcançado por alguns professores de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral. Nós, a grande maioria dos mortais, teremos que trabalhar em algo que não necessariamente gostamos, mas que precisará ser feito. Algo que a sociedade demanda.

Toda semana recebo jovens que querem trabalhar na minha consultoria num projeto social. "Quero ajudar os outros, não quero participar deste capitalismo selvagem".

Nestes casos, peço para deixarem comigo seus sapatos e suas meias, e voltarem a conversar comigo em uma semana. Normalmente nunca voltam, não demora mais do que 30 minutos para a ficha cair. É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. O que seria de nós se ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem "fazer o que gostam?"

Quem irá retirar o lixo, que pediatra e obstetra atenderá você às 2 da madrugada? Vocês acham que médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos porque gostam?

Felizmente para nós, os médicos, empresas, hospitais e entidades beneficentes que realmente ajudam os outros, estão aí para fazer o que precisa ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que precisa ser feito, do que os egoístas que só querem "fazer o que gostam".

Teremos então que trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressora?

A saída é aprender a gostar do que você faz, em vez de gastar anos a fio mudando de profissão até achar o que você gosta. E isto é mais fácil do que você pensa. Basta fazer o seu trabalho com esmero, um trabalho super bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.

Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão fazer seu trabalho com distinção e que o colocarão à frente dos demais.

Sempre fui um perfeccionista. Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas. Sou até criticado por isto, demoro demais, vivo brigando com quem é medíocre, reescrevo estes artigos umas 40 vezes para o desespero dos editores, sou super exigente, comigo e com os outros. Hoje, percebo que foi este perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho de fazer.

Se você não gosta do seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor na sua área, destaque-se pela sua precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado e outras portas se abrirão. Você vai começar a gostar do que faz, vai começar até a ser criativo, inventando coisa nova, e isto é um raro prazer.

Faça o seu trabalho mal feito e você estará odiando o que faz, a sua empresa, o seu patrão, os seus colegas, o seu país e a si mesmo. Esta é na minha opinião, o problema número 1 do Brasil. Fazemos tudo mal feito, fazemos o mínimo necessário, simplesmente porque não aprendemos a gostar do que temos de fazer e não realizamos tudo bem feito, com qualidade e precisão.

criado por aguinaldocps    14:02 — Arquivado em: comportamento

8/9/06

Ficar velho é uma vitória, muitos não conseguem.

Há algum tempo as novelas da Rede Globo vem assumindo um cunho social, como de incentivar doação de órgãos ou combate às drogas. Numa das novelas, o assunto foi o respeito ao idoso. Acho isso muito importante, mas creio que o tema foi ainda pouco explorado.

Existe muito, por parte dos mais jovens, um hábito de brincar com a idade dos mais velhos, como se ficar velho fosse um ponto negativo. O velho, por sua vez, vai perdendo auto-estima, se lamentando por ter completado mais um ano. É muito comum vermos senhoras escondendo suas idades, como se ficar velho fosse uma deficiência.

Quero dizer que a idade é apenas um número e mais nada. E que se fossemos avaliar uma pessoa pela sua idade, os jovens deveriam admirar os mais velhos. Afinal, fazer aniversário é uma coisa maravilhosa.

Prova disso é que quando uma pessoa faz aniversário, habitua-se fazer uma festa para comemorar. Aí eu pergunto: comemorar o que? Comemorar mais um ano vivido, superado, vencido. Por isso, damos os parabéns.

Quanto mais uma pessoa viveu, mais coisas ela viu e teve oportunidade de aprender.

Então, porque existe essa coisa de se lamentar a idade? Existe porque muita gente fica velha e pouco aprende. Ou seja, o cara fica velho e pára no tempo, excluído-se da evolução. Assim ele próprio se exclui da modernidade. Conheço pessoas que fogem da informática, não gostam de carros modernos (ah, esse eu não sei dirigir), telefones celulares. Conheço gente que se nega a ligar um DVD, dizendo “eu não sei mexer nisso”.

Tudo que é novo só se aprende fazendo. Não devemos ter vergonha de aprender com os mais jovens assim como não devemos ter vergonha de ensinar os mais velhos.

Lamento muito quando ouço dos mais velhos o famoso “no meu tempo…” Sabe aquela expressão? “No meu tempo as coisas eram diferentes…” A minha vontade é perguntar quando ele morreu? Sim, pois se o tempo dele já acabou significa que ele morreu!

Então, não existe o seu tempo ou o meu tempo. O que existe é o tempo que vivemos. O meu tempo é desde que eu nasci até quando eu for vivo.

Então se atualize. Quando alguém brincar com a sua idade, ignore. Diga pra essa pessoa que você está com vantagem, afinal na sua infância você conheceu coisas bem legais que ele não viu. No presente você está tão atualizado quanto ele e que o futuro ninguém sabe. Ninguém sabe até quando vai viver. Dizer que cada ano que passa é um ano a menos na sua vida é bobagem, pois o velho pode viver mais 30 anos e o jovem pode morrer amanhã.

Ficar velho é uma vitória. Muitos não conseguem chegar lá.

criado por aguinaldocps    16:37 — Arquivado em: opinião pessoal

4/9/06

Pesquisa Pré-Eleitoral é antidemocrático.

A pesquisa pré-eleitoral é, na minha opinião, uma das grandes contradições da democracia. Digo isso porque a divulgação de uma pesquisa de intenção de voto antes da eleição influencia o eleitor a votar, fazendo assim com que a eleição deixe de manifestar seu objetivo inicial.

Uma eleição existe para perguntar ao povo qual daqueles candidatos ele gostaria que assumisse tal cargo. E seria ideal que o eleitor respondesse: esse ou aquele.

A opinião da maioria seria eleita, em dois turnos, de modo que se um candidato não tivesse maioria absoluta no primeiro turno, o eleitor teria que fazer nova escolha eliminando os menos votados.

Acontece que algumas ferramentas criadas para ajudar, na verdade dificultam o resultado verdadeiro. Afinal muitos eleitores são influenciados a votar devido à divulgação das pesquisas. Mas a eleição não deveria ser uma disputa de campeonato, e sim de opinião.

É comum ouvir pessoas dizendo que votará em Fulano, pois Beltrano não vai ganhar. Também é comum dizerem que não querem “perder o voto”, portando votarão no candidato que vai ganhar.

“Perder o voto” não é votar em quem não vai ser eleito, mas sim votar em um candidato que não é seu preferido. Já que o voto é secreto, ninguém precisa saber em quem você votou. Portanto, independente de quem seja seu escolhido, você não vai receber nenhum prêmio de vencedor ou perdedor, mas apenas o trabalho do eleito, depois das eleições.

Acho que as pesquisas poderiam serem feitas, afinal os candidatos querem saber a sua aceitação, mas entendo que elas não deveriam serem divulgadas a população. Assim, sem saber qual candidato vai vencer, o cidadão vota naquele que ele realmente prefere.

criado por aguinaldocps    15:31 — Arquivado em: opinião pessoal, política
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