Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

28/4/06

Palestra na Unip, em Campinas.

Foi bem interessante. Hoje pela manhã fui palestrar para uma turma de Pedagogia da UNIP, em Campinas. Cerca de 70 pessoas na sala.

Na verdade, foi um convite de uma colega de trabalho, aluna da turma, que indicou meu nome para o têma  "COMO FALAR EM PÚBLICO". E ensinar a falar em público é algo ainda mais desafiante do que falar em público propriamente.

Primeiro porque essa foi a primeira vez que falei sobre esse tema numa palestra. Outros têmas tenho até prontos, não seria inédito. Mas fui convidado na quarta-feira para falar na sexta, sobre um assunto que, embora eu dominasse, não tinha nada pronto.

Segundo porque eu iria ensinar algumas técnicas e todos os ouvintes ficariam certamente me analisando, vendo inclusive se eu estava usando minhas próprias dicas.

Terceiro porque segundo soube, esta turma é um tanto crítica e exigente.

Preparei uma sequência em slides, passaria algumas informações que acho importantes, faria uma dinâmica e encerraria com uma música do J.Quest.

Correu tudo muito bem, a platéia era ótima, participativa. A dinâmica foi também muito boa. Pena que me esqueci de colocar a música no final. Independente disso, senti um retorno muito bom e fiquei muito orgulhoso quando uma das alunas veio me dizer, depois de terminado o trabalho, que esta havia sido a melhor palestra que eles tiveram nesse ano. Minha satisfação se tornou maior ainda quando soube que esses eventos são quase que semanais.

Quero agradecer aos alunos da Turma de Pedagogia da Unip pela oportunidade de falar e a Camila pelo convite e indicação.

Ah, pra finalizar, vai um trecho da música do Jota Quest:

Ei dor, eu não te escuto mais…Você não me leva nada!

Ei medo, eu não te escuto mais… Você não me leva nada!

E se você quiser saber pra onde eu vou…

Pra onde tiver sol! É pra lá que eu vou…

 

criado por aguinaldocps    16:44 — Arquivado em: Sem categoria

26/4/06

Dinheiro sobra???

E aí? Dinheiro sobra?

A resposta é…

Depende! Depende pra quem e quando.

Pra quem, é óbvio. Chega um determinado momento na vida de uma pessoa de sucesso que ela tem mais dinheiro do que deseja gastar e ganhar mais dinheiro serve apenas pra alimentar suas vaidades ou competir com outros ricos por um suposto poder financeiro.

Mas o "quando" no sentido época mesmo.

Conheço um casal que, ambos estudaram somente até a terceira série primária em escola de sítio, mudaram-se para a cidade logo depois de se casarem e dez anos depois já tinham casa, carro. Trinta anos depois uma vida bem mais tranquila e quarenta anos depois reclamam que o dinheiro não é suficiente.

Vem então a questão sobre a realidade atual. Será que de quarenta anos pra cá os salários caíram tanto a ponto das pessoas viverem com mais dificuldades?

Nunca pesquisei sobre isso, mas presumo que os salários não diminuíram.

Então imediatamente pensamos que o custo de vida ficou maior. Isso sim é verdade. O custo de vida atual é bem maior que o da década de 60.

Mas tem algo interessante a ser avaliado também. Na verdade, as coisas não aumentaram de preço. Em alguns casos até baixaram. A tecnologia fabrica tudo em série e isso tende a abaixar o preço.

O que explica o aumento do custo de vida é outro fenômeno, chamado "mudança de era". Trata-se da mudança da "era da necessidade" para a "era do sonho". Quem trata muito bem desse assunto é o palestrante Waldez Ludwig.

Segundo o próprio Ludwig, antigamente as pessoas viviam na era da necessidade. Isso significa que só compravam aquilo que lhe era necessário. O homem tinha um sapato. Comprava outro quando aquele estava ficando velho. A comida era comprada conforme a fome. Em posto de combustíveis vendia-se combustíveis. Em farmácia vendia-se somente remédios. As pessoas compravam aquilo que iam buscar.

Hoje, ainda segundo Waldez, vivemos na era do sonho. Isso significa que consumimos mais do que precisamos. Temos um sapato de cada cor pra combinar com cada cor de terno que resolvemos comprar. Armazenamos comida e na dúvida entre frango ou picanha, servimos as duas coisas. Vamos abastecer o carro e vemos uma geladeira da coca-cola, que nos faz lembrar de tomar um "refri". Na farmácia, com a receita médica nas mãos, nos seduzimos por um lindo bichinho de pelúcia exposto próximo ao caixa.

Esses são alguns exemplos de como a publicidade torna o cidadão um consumista. Isso pode ser até bom para a economia, que gira mais.

Mas o certo é que há quarenta anos, ninguém tinha nem TV, quanto mais DVD, video game, celular (a maioria das pessoas nem tinham telefone fixo), computadores. Na época também não gastavam dinheiro com a manutenção de tudo isso. Isso tudo sem contar as várias assinaturas de revista, TV a cabo, segurança do condomínio, academia, etc.

Agora podemos entender porque o dinheiro nunca sobra.

Há quem diga que o mundo era melhor antes. Eu digo que não era nem melhor, nem pior. É tudo uma questão de se adaptar.

criado por aguinaldocps    10:26 — Arquivado em: mundo moderno, opinião pessoal

13/4/06

Campeão por Liderança.

Quem viu no último domingo a festa do Santos pela conquista do campeonato paulista pode não saber do que aconteceu durante esses quatro meses de disputa pela taça.

Mas é interessante comentar que pela lógica o Santos disputaria com o São Caetano e com o Noroeste um quarto ou quinto lugar.

Eu disse pela lógica, porque se considerarmos alguns fatores de grupo e liderança, a conquista do campeonato poderia ser prevista desde janeiro, quando o técnico foi apresentado.

Vanderlei Luxemburgo é um tanto arrogante, assim como Leão e Paulo Autuori. Porém, diferentemente de seus colegas treinadores, Luxemburgo é um motivador de equipes. É um líder.

E Luxemburgo lidera pelo quanto os jogadores gostam dele. É respeitado, tem o dom de fazer gente média parecer fantástica. Consegue motivar o "morto". Quem explica o que está acontecendo com Léo Lima, senão o trabalho do líder?

Luxa, inteligente que é, sabe que pegou fama de mercenário. Sabe que as causas disso foram as trocas de empregos por um pouquinho mais, deixando contratos pelo meio. Sabe também que essa fama é nada boa para seu curriculum e que cumprir um contrato com o Santos seria muito bom para a sua imagem e que ser campeão, mas ainda. 

Outra coisa que o time tem de bom é o "experiente". Me refiro ao chileno Maldonado, que garante, em meio àquela molecada, a pegada necessária para fazer o time andar. Fora isso tem o truculento (Fábio Costa), o motivado (Léo Lima), o talentoso (Cleber Santanda), o versátil (Wendell) e o carregador de pianos (Fabinho).

Quem diria que o Santos seria campeão paulista? Eu diria!

criado por aguinaldocps    14:22 — Arquivado em: esportes, opinião pessoal

4/4/06

Como aprender inglês

Como todos sabem a cada dia mais pessoas se conscientizam da necessidade de aprender um segundo idioma. Evidentemente o idioma inglês é o mais procurado, considerando ser uma linguagem universal. Em qualquer lugar do mundo podemos encontrar alguém que se comunica em inglês, por isso este passa a ser o idioma mais importante.

 

No Brasil, percebemos que de alguns anos pra cá essa procura aumentou. Talvez seja por uma necessidade mais evidente, já que hoje há mais empresas multinacionais no país do que há 20 anos. Além disso, na década de 80 e também no início da década de 90, havia poucas pessoas trabalhando com o uso do inglês.

Naquela época o alvo das poucas escolas (comparando com o número de escolas que temos hoje no mercado) eram os adolescentes, de classe média alta, que se tornavam alunos de um curso por influência dos pais. Muitas vezes o faziam buscando status, já que estudar inglês era algo que poucos praticavam. Havia também aqueles que buscavam um curso para os filhos com a finalidade de ajudá-los na escola, viajar futuramente para o exterior ou ainda dar atividades ao mesmo.

 

Com a globalização da economia, cada vez mais o trabalhador brasileiro precisa se comunicar com as suas matrizes ou com seus parceiros no exterior. Além disso, com a abertura das importações no início dos anos 90 o idioma inglês foi se tornando fundamental na bagagem de qualquer pessoa mais ambiciosa, profissionalmente. Tivemos a invasão dos eletrônicos, da informática, que foram mais alguns fatores a incentivar o uso da língua e com isso o perfil do interessado em aprender inglês foi mudando.

 

Hoje, dominar o idioma inglês é muito mais emergente para alguém que já está no mercado de trabalho do que para a garotada, que ainda tem tempo pela frente. Este, se não aprender corre o risco de ficar estagnado na profissão, quando não de perder seu emprego. Então além do adolescente, o adulto também se tornou um estudante.

 

Acontece que a maioria dos cursos de inglês existentes no mercado mantém as mesmas metodologias de antigamente. Longas, cansativas e voltadas para o interesse dos jovens adolescentes, que tem tempo disponível para isso. Por mais que se anuncie cursos para adultos, isso, no máximo, significa que são turmas só de adultos. Mas na realidade, o método, o livro, o assunto continua o mesmo.

 

As poucas instituições que perceberam isso estão à frente do mercado. Hoje o que um profissional realmente precisa não é só da matéria. Ele precisa ganhar tempo. Quanto mais rápido desenvolver uma língua, mais rápido vai poder usá-la e fazer seu investimento no curso ter retorno. Ele precisa de assuntos interessantes, já que se um adulto faz um curso que foi desenhado para as crianças, as histórias do material usado não vão atrair sua atenção. Esses e outros fatores geram a desistência e consequentemente a frustração que é um dos principais fatores que inibem uma pessoa de procurar uma instituição de ensino de inglês.

 

Então essas pessoas que falam que não gostam do inglês, na verdade não é do inglês que elas não gostam. Acontece que toda vez que se pensa em estudar inglês, não se entende aprender inglês. Essas pessoas já estão frustradas com as tentativas em métodos não adequados. Elas passam a desenvolver então varias teorias, como aquela de que “não se aprende inglês no Brasil”, que “o inglês daqui é diferente do inglês de lá”, ou de que um cidadão tem “dificuldade em aprender um idioma”. Nada disso procede. Essas pessoas desenvolveram bloqueios, mas que podem ser vencidos. 

Minha sugestão para as pessoas que sentem dificuldade no assunto é deixar um comentário no blog com algum meio de contato. Como essa é minha área de atuação, faço questão de dar minha consultoria a distância e aconselhar alguma coisa, conforme a cidade onde o interessado está. 

criado por aguinaldocps    17:53 — Arquivado em: comportamento, mundo moderno, opinião pessoal, projetos na Uptime
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