Crônicas Corporativas

Há 22 anos trabalhando, coleciono vitórias e derrotas, experiências positivas e negativas de coisas que tenho orgulho de lembrar e outras que desejaria esquecer. O objetivo deste blog é contar um pouco do que eu aprendi ao longo da minha carreira.

29/3/06

Turismo e negócios

Passei uma semana em Natal/RN. É impossível deixar de ser empresário mesmo longe da empresa.

Não! Não estou dizendo que não me diverti ou que fiquei preocupado com alguma coisa, muito pelo contrário. Minha equipe é fantástica e eu só ligava pra empresa pra pedir mais dinheiro, afinal gasta-se sempre mais do que se espera gastar.

Digo que continuei empresário porque analisava tudo que via como negócio. Ficava vendo a quantidade de hotéis à beira do mar e tentando imaginar como negociava-se o trabalho dos guias. Como eles ganham? São funcionários da agência ou são autônomos? Eles trabalham em cooperativa? São organizados?

Em todas as pousadas ou restaurantes, quando iamos pagar, alguém sempre perguntava: Quem é seu guia?" Imagino que ela (o guia) ganhava uma comissão sempre quando nos levava à algum lugar.

Também percebi que quando pedi desconto (e consegui) num pacote de passeios opcionais, ela não precisou contatar nenhum superior pra isso. Portanto imagino que ela foi quem contratou o ônibus e tudo mais.

Se eu estiver certo, adimiro ainda mais o trabalho dos guias, tanto pelo que fazem como pelo risco do negócio que assumem.

O guia que nos acompanhou era uma moça muito simpática e divertida, mas que sabia ser dura se necessário. Seu nome é Gleide. Então me acostumei a chamá-la por "Gleide, bichino", uma alusão às expressões nordestinas. Ela mesma brincava com seu próprio nome, dizendo que para não se esquecerem dela, poderia lembrar-se do "Gleide Sachet".

Num dos passeios, minha esposa e um casal de amigos que me acompanhava ficou conversando com o comandante da escuna em que navegamos. Gleide, usando de todo seu carisma, foi buscá-los no barco, trazendo a Aline, minha amiga, fingindo puchar sua orelha.

Aproveitamos o passeio para conhecer um jovem casal vindo do Rio de Janeiro. Ele aos 73 anos de idade e ela algo próximo a isso (eu não perguntei) foram fantásticos. Fizemos amizade rapidamente na praia de Cacimbinhas, próximo à Pipa. Na despedida trocamos telefones e prometemos nos ver na primeira oportunidade. Carlos e Anita, ele um flamenguista insuportável e ela uma elegante e vaidosa senhora nos proporcionaram alguns momentos de muitas risadas.

Enfim, voltando aos negócios, o turismo praticamente sustenta a cidade do Natal, onde também se vive muito da pesca e do artesanato. Aliás, a pesca e o artesanato também vive do turismo.

O "bugueiro" que nos levou às dunas comentava que havia comprado aquele buggy há alguns anos. Imagino que é como ser taxista, porém com menos risco de assalto. Num determinado lugar tínhamos que passar por um rio e usamos uma balsa do Governo do Estado. Pórém em outro ponto, num outro rio mais rasteiro e estreito o Estado nada proporciona. Lá, nativos construíram pequenas balsas que carregam apenas um carro e ganham a vida remando e cobrando 2 Reais por travessia, organizados numa cooperativa. Um outro pessoal também bem esperto se organizou e fica no meio do rio, numa das jangadas, fotografando quem passa. Como na volta temos que passar por alí novamente, eles vendem a foto por 5 Reais. E é uma foto que não se pode tirar com sua própria câmera, afinal como você faria?

Mais ainda, no alto das dunas de Genipabu ficam algumas pessoas vendendo objetos diversos, como filmes fotográficos, pilhas para máquinas digitais, protetores de pele, bonés, etc. Outro mais ousado importou alguns Dromedários e agora os aluga para passeios pela areia. Quem não tem Dromedários, leva jegues, saguis, iguanas e tudo mais que possa render-lhes alguns trocados. Olha a criatividade de um povo.

Esse é um exemplo de que quem quer trabalhar encontra sempre uma maneira de o fazer. Por outro lado, quem não quer, encontra sempre uma desculpa pra dar. 

criado por aguinaldocps    14:26 — Arquivado em: curiosidades, histórias pessoais, mundo moderno, opinião pessoal

8/3/06

Tudo depende do sentimento!

Em diversos momentos minha equipe comercial teve quedas de resultados.

Muitos dos integrantes das equipes tentavam consertar o trabalho, melhorar a fase ou acertar os ponteiros, mas nada dava resultados. Pra explicar esse fenomeno, vamos comparar com o esporte.

Você leitor, já ouviu em algum momento num comentário sobre futebol, que o time está em má fase, ok? Pois isso acontece mesmo. E essa má fase não tem nada a ver com sorte ou azar, tampouco com a fase da Lua.

O que faz uma equipe crescer ou cair é uma outra coisa chamada trabalho. Acontece que muitas vezes assistimos entrevistas com os jogadores afirmando que estão trabalhando muito, mas que não conseguem resultados positivos.

Veja hoje o time da Portuguesa de Desportos, não ganha de ninguém. Creio que se colocar o time aqui da Escola pra jogar contra eles, deve dar uns 2 X 0 pra nós. O São Bento de Sorocaba estava assim até a semana passada, até que depois de uma bronca do técnico que tocou no íntimo dos jogadores, eles venceram uma partida e domingo passado ganharam do poderoso São Paulo.

O que mudou no São Bento? Se você acredita que contrataram um craque ou que mudou a tática, você está errado.

O que aconteceu foi uma mudança de comportamento. Mas aí alguém vai perguntar: "mas eles não queriam vencer antes?"

Queriam sim. Acontece que não conseguiam, pois não tinham atitude. E não tinham atitude porque se sentiam derrotados.

Então a regra é simples. SENTIMENTO gera COMPORTAMENTO que gera RESULTADOS.

Portanto não tente corrigir o seu RESULTADO sem mudar seu COMPORTAMENTO, pois não vai dar certo. Também não adianta querer corrigir o seu COMPORTAMENTO sem mudar o SENTIMENTO. Também não daria certo.

Quando me refiro ao SENTIMENTO, quero dizer que um jogador só vai bem num time se ele estiver apaixonado. Por isso vemos alguns caras como o Luizão, craque (que foi bem no Guarani, no Palmeiras, no Vasco, no São Paulo e até na Seleção Brasileira da Copa de 2002), jogar mal demais no Japão e no Santos. Ele agora está fazendo gols no Flamengo. Pelo que sei vem jogando bem.

A questão é o sentimento. E na empresa é assim também. Uma equipe tem que ter COESÃO. Tem que ter COMPANHEIRISMO, PARCERIA. Quando isso não existe, o resultado não acontece.

criado por aguinaldocps    18:43 — Arquivado em: comportamento, mundo moderno, opinião pessoal

4/3/06

É carnaval também na Empresa

Há algum tempo li um livro, "Fazer Acontecer", do Julio Ribeiro, cujo capítulo "MINHA EMPRESA É UMA ESCOLA DE SAMBA" levantaria a questão da motivação das pessoas em trabalhar para a escola de samba, mesmo sem salário. Nota-se que muitas delas não tem a mesma alegria em trabalhar de forma remunerada durante todo o restante do ano.

Não queremos transformar nossa empresa numa escola de samba, nem num time de futebol ou numa corrente de doações no Natal, mas por sermos uma "escola de inglês" e principalmente por termos nosso "cliente" semanalmente presente por um ano inteiro, criamos ações para nos aproximar dele.

Então periodicamente, conforme encontramos têmas para isso, criamos ações para motivá-los. Uma dessas ações foi a folia de Carnaval, onde a escola foi decorada e os professores deram aula durante todo o sábado dia 25/02, com adereços carnavalescos.

Assim foi também nos outros anos, como na Páscoa do ano passado, na época de Festa Junina, no Halloween, Natal, Valentine’s Day e em outras datas festivas.

 

Postei algumas fotos para dar alguma idéia da brincadeira ao leitor. Meu objetivo em divulgar isso é mostrar que um ambiente alegre na empresa aumenta consideravelmente os resultados. Se alguém tem dúvida que uma ação como essa motiva o pessoal, é só observar a expressão de cada um.

criado por aguinaldocps    6:48 — Arquivado em: comportamento, música/cultura, opinião pessoal, projetos na Uptime
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